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Tristeza de fim de ano: 5 fatores que causam e como lidar com eles

A atmosfera de esperança e gratidão pode tornar-se um fator de ansiedade e depressão para aqueles que se decepcionaram com o ano que viveram

O fim de ano é um período que oferece sentimentos mistos. Ao mesmo tempo em que ficamos felizes por entrar em uma nova fase de nossas vidas, também podemos sentir uma grande melancolia decorrente de traumas passados ou do estresse que datas como o natal ou ano novo proporcionam.

A psicóloga Lia Clerot afirma que o fim do ano representa o fechamento de um ciclo. É nessa época que fazemos um levantamento do que conquistamos ao longo dos meses. Com isso, acabamos tendo contato com algumas frustrações, já que paramos para refletir sobre alguns planos que não foram concretizados.

"É comum que as pessoas culpem a si mesmas para explicar as coisas que não deram certo", explica Lia. Quando comportamentos como esse se tornam repentinos, o final do ano assume um aspecto triste, e não mais festivo.

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Mas este é apenas um dos motivos que podem trazer melancolia no final do ano. Veja a seguir, cinco fatores que causam tristeza no fim do ano e como lidar com eles:

1. Correria

Existe um curto período de tempo para organizar festas, reunir os familiares e finalizar as mais diversas obrigações. E por mais que o estresse possa ser um fator motivador para algumas pessoas, segundo o psicólogo Alexandre Bez, há também aqueles que sentem estar carregando um fardo diante de tantos compromissos.

Com isso, a atmosfera de esperança e sonhos acaba adquirindo um aspecto pessimista. "As ocupações com as festividades produzem sentimentos negativos que desencadeiam ansiedade, angústia e depressão, sendo o estresse a fonte de todos esses males", afirma Alexandre.

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Para lidar com o problema, Lia Clerot indica que não façamos as coisas de última hora. "Programe-se, faça uma lista de coisas para fazer de acordo com suas prioridades", explica.

2. O passado afeta o presente

Durante o fim do ano, não é apenas o presente que pode causar aflições. As experiências de anos anteriores também exerce influência sobre a forma que nos sentimos. "Alguns se sentem depressivos por não terem mais seus entes queridos, fator que desencadeia lembranças e, consequentemente, tristeza e melancolia", diz Alexandre.

Segundo o psicólogo, o ideal neste momento é estar cercado de pessoas que gostamos, aumentando a interação com elas o máximo possível. Seja um amigo, um namorado ou um vizinho, é importante estar ao lado de companhias agradáveis.

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3. Pais divorciados

Quando temos pais separados, saber com quem passar as datas comemorativas pode acabar desencadeando desconforto e até mesmo ansiedade. Para contornar a situação, Alexandre Bez aconselha que os pais estejam preparados para dialogar sobre a situação de forma aberta com os filhos, sem supervalorizar a questão.

"Em casos de relações amigáveis, o ideal é deixar o cronograma preparado com vários meses de antecedência. Pode-se determinar em quais dias ocorrerá a viagem, em que festas a criança estará presente", explica o especialista.

Há casos em que o ex-casal viaja para o mesmo destino e permanece em hotéis separados, assim as crianças podem dividir o tempo entre os pais.

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4. Cobrança interna e externa

É comum que no fim do ano, as pessoas comecem a fazer uma avaliação de tudo que as cerca. Com isso, podem surgir novas cobranças de ordem familiar, religiosa, profissional ou até mesmo internas.

As cobranças internas são formadas por metas que não fomos capazes de realizar. Todos estes fatores podem gerar uma crise. Entretanto, há formas de reduzir o mal-estar que isso causa.

Lia Clerot afirma que conhecer nossos próprios limites é um caminho para que sejamos mais gentis com nós mesmos. "Tendo um maior autoconhecimento, conseguimos equilibrar o dia a dia, trabalhando a mente para sofrer uma menor influência de pressões e cobranças", diz.

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Para a psicóloga, trabalhar a mente significa planejamento. Tendo foco em nós mesmos, é possível direcionar esforços para o que é prioritário, evitando desperdício de tempo e desgaste emocional.

5. Idealização excessiva

Com o final do ano se aproximando, é possível desenvolver uma compulsão por fazer conjecturas imaginárias, isto é, imaginar se no ano que vem conseguiremos realizar nossos objetivos.

"A véspera de ano novo traz o que se chama de prospectiva global: Todos estão festejando, fazendo cobranças e promessas para o próximo ano. Consequentemente torna-se impossível não ser atingido pela carga emocional gerada por estes fatores", explica Alexandre.

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Tente driblar o desânimo

Para Alexandre Bez, é importante não se afastar das comemorações, para não deixar que elas passem em branco. "Fazer um ritual de compras natalinas pode ajudar a tornar a data mais prazerosa. Envolver-se em uma ação beneficente também pode ser positivo, pois a conscientização social traz a sensação de pertencimento a uma comunidade, potencializando o bem estar", explica o especialista.

Deixe o passado para trás

O final do ano é o momento de tentar superar o passado. "Como afirma Freud, o passado existe para ser ultrapassado. Portanto, esqueça as mágoas de infância que podem estar reprimidas em seu subconsciente", afirma Alexandre.

Ao ponderar os aspectos positivos e negativos de nossas vidas, meditar e alimentar o otimismo, é possível acreditar que o ano que está por vir será melhor. "Use as datas comemorativas como uma nova chance de solucionar frustrações do passado que ocorreram nesta época ou em torno dela", diz o psicólogo.

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Para Alexandre, é importante estar dispostos a nos auto analisar, alterando comportamentos prejudiciais. Entretanto, devemos respeitar nosso próprio tempo ao fazer isto.