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Relactação: como é o método para voltar a amamentar

Processo caseiro faz com que mulheres com menor produção de leite e até mães adotivas possam amamentar

A relactação é um processo que propicia às mulheres voltarem a amamentar. Uma sonda ligada a um recipiente com leite é colada no seio, terminando próxima ao mamilo. Enquanto o bebê recebe o leite no recipiente pela sonda, ele suga o mamilo da mãe.

Assim, esse contato da boca com o mamilo estimula a produção de leite do próprio seio da mãe. Isso porque o processo de sugar faz com que uma glândula no cérebro produza os hormônios prolactina e ocitocina, responsáveis pela produção de leite.

A relactação pode ser indicada para mulheres que perceberam que estão tendo uma queda na produção de leite. Isso acontece, por exemplo, em mães de prematuros, já que os bebês ficam na encubadora por um tempo e não podem receber leite materno.

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Foto: Divulgação Mama Tutti
Foto: Divulgação Mama Tutti

A relactação parte do princípio básico da amamentação: quanto mais o bebê sugar, mais leite a mãe vai produzir.

"No entanto, é importante que haja uma avaliação prévia do pediatra para determinar se o procedimento está indicado para o seu bebê", indica Leandro Meirelles Nunes, médico pediatra da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul.

Translactação

A translactação é um processo semelhante. A única diferença é que o leite oferecido neste processo é artificial, de fórmulas infantis. Nesse caso, a produção do leite materno será iniciada, e não retomada ou aumentada.

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Ela pode ser aproveitada por mulheres que adotam bebês ou mães em casais homoafetivos que não engravidaram mas também querem amamentar.

O processo no corpo é o mesmo: o bebê suga e o corpo da mulher entende que deve começar a produção dos hormônios responsáveis por produzir e secretar leite. Contudo, junto com a translactação, é importante que haja um acompanhamento médico para que quem ainda não amamentou tome remédios que ajudam essa produção a começar.

Como fazer a relactação

Para fazer a relactação (ou translactação), é necessário um recipiente (copo, xícara ou seringa), uma sonda (aqueles tubinhos finos, número 4 ou 6) e uma fita que seja capaz de aderir à pele do seio.

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Também é interessante que alguém auxilie, principalmente nas primeiras vezes em que a relactação for feita. "Ela precisa ter uma ajuda pra começar. É difícil fazer por sua conta", relata Monica Carceles, pediatra e neonatologista da Maternidade Pro Matre Paulista.

Veja um passo a passo para fazer a relactação:

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"A sonda não costuma incomodar o bebê, porque é o processo natural de mamar", garante Monica.

Alguns sites vendem o kit para relactação já pronto.

Para a higienização, o pediatra Leandro recomenda: "As mãos da mãe devem ser lavadas com água e sabão. No caso das sondas, compre várias, pois pode ser melhor descartá-las após o uso já que é difícil lavá-las bem. Mas é possível esterilizar em água fervente cada vez que for usada".

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Dificuldades do processo

A relactação depende do mecanismo hormonal do corpo, mas também da persistência da mãe. Segundo a pediatra Monica, é importante que o seio seja oferecido de 3 em 3 horas para que a produção seja estimulada com frequência.

Pode ser que o método demore para fazer efeito. Para quem amamentou recentemente e precisa apenas retomar, pode levar cerca de 10 dias.

"Se é uma pessoa que ficou muito tempo sem amamentar ou que nunca fez, o processo é bem mais lento", explica a pediatra.

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Benefícios da relactação

A relactação, assim como a translactação, promove que a mãe volte ou comece a produzir leite materno - o alimento completo e ideal para os primeiros seis meses da criança. Alguns benefícios da amamentação são:

Além disso, afasta os bebês dos prejuízos que a mamadeira causa. Quando o pequeno suga o objeto, pode desacostumar do mecanismo de sugar os seios, causando o que se chama de confusão de bicos.

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E quando o bebê não tem a pega correta, a tendência é que a mãe produza menos leite ou até que ele seque.

Entenda qual a pega correta do bebê na mama.