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Síndrome de HELLP: o que é, sintomas e tratamento

Doença associada à pré-eclâmpsia normalmente se desenvolve antes da 37ª semana de gravidez e pode apresentar risco de morte para mãe e bebê

O que é?

A síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas, baixa contagem de plaquetas) acontece quando há a pré-eclâmpsia na gravidez, normalmente antes da 37ª semana, na forma grave. Ela é definida pelo aumento de enzimas hepáticas, queda no nível das plaquetas e hemólise.

O ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein, Alexandre Pupo, afirma que essa síndrome pode apresentar risco de morte para mãe e para o bebê.

"A doença está associada a inchaço do fígado e diminuição da atividade de coagulação do sangue. Paralelo a isso, começa a ter destruição de glóbulos vermelhos. Na sua forma mais agressiva, causa o sangramento de qualquer parte do corpo, podendo ocasionar o descolamento prematuro da placenta", explica.

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Causas

A Síndrome de Hellp surge como uma complicação da pré-eclâmpsia. No entanto as causas ainda não são conhecidas.

"Infelizmente não há uma causa conhecida para a síndrome HELLP. Ocorre por uma má adaptação do organismo materno à gravidez, que ativa fatores imunes e provoca alterações microvasculares", afirma a ginecologista especializada em Obstetrícia de Alto Risco, Ingrid Schwach Werneck Britto.

Sintomas

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Diagnóstico

O diagnóstico é feito a partir da alteração dos resultados dos exames laboratoriais, como:

Tratamento

Por mais que tudo dependa da idade gestacional, condição clínica e laboratorial da gestante e vitalidade fetal, o tratamento consiste em provocar o parto precoce, via indução de parto ou cesariana.

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"A síndrome é um desencadeador da necessidade de parir. Sabe-se que o quadro tem alto risco de morte materna ou fetal e o tratamento ideal é preparar um ambiente adequado para um parto de alto risco, com derivados de sangue para ajudar na coagulação", explica o obstetra Alexandre.

Prevenção e fatores de risco

A síndrome é mais frequente em mulheres que engravidam muito cedo ou muito tarde, mulheres que já apresentam um quadro de hipertensão, diabetes, síndrome antifosfolípide ou ainda em gestantes que ingerem uma carga muito alta de sódio.

"Para controlar e evitar isso é importante orientar essas mulheres sobre o melhor momento para engravidar, trabalhar a parte cardiovascular antes dela se tornar gestante, fazendo uma dieta balanceada, pobre em carboidrato e sódio", orienta o ginecologista.

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Além disso, Ingrid afirma que a aspirina introduzida na gravidez até a 16ª semana reduz o risco das formas graves de hipertensão na gestante com antecedente de síndrome HELLP. No entanto, o medicamento deve ser prescrito pelo obstetra que faz o pré-natal.

A mulher que teve Síndrome de HELLP pode engravidar de novo?

"A paciente que já teve isso pode engravidar novamente, mas esse histórico é um definidor de aumento de risco. Ela vai ser considerada uma gestante de alto risco", alerta o ginecologista Alexandre Pupo.

Referências

Alexandre Pupo- ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein. (CRM SP 84.414)

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Ingrid Schwach Werneck Britto- ginecologista especializada em Obstetrícia de Alto Risco (CRM SP 105267)