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Mitos e verdades sobre a alimentação de quem tem diabetes

Saber como o corpo absorve o que comemos ajuda a manter a taxa de açúcar em dia

Um fato sobre a diabetes é que o portador dessa condição precisa cuidar da alimentação. Isso porque a doença é justamente causada pelo excesso de açúcar no sangue, esse nutriente vem inteiramente do que comemos.

No entanto, muitas dúvidas surgem ou mesmo mitos são criados sobre esse tema. Para ajudar os diabéticos a comerem de forma correta, veja a seguir os maiores mitos e verdades sobre alimentação de quem tem diabetes:

Diabético não pode consumir frutas

Mito. Apesar de as frutas serem compostas basicamente por carboidratos, elas são saudáveis e não precisam ser restringidas. Segundo a endocrinologista e nutróloga Vânia Assaly, o melhor é que o consumo continue, mas em porções controladas e optando por aquelas que trazem mais benefícios à sua saúde. Prefira os tipos mais fibrosos, como a maçã, pera, limão, laranja... Frutas ricas em gordura, como o abacate e o coco, também terão menor índice glicêmico, ou seja, seu carboidrato será absorvido mais lentamente.

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Produtos diet devem ser consumidos com moderação.

Verdade. Um produto diet é aquele isento de algum nutriente, normalmente o açúcar, que pode ser ruim a quem tem diabetes. No entanto, isso não o torna mais saudável. "Ele pode até conter mais calorias do que o alimento convencional. Por exemplo, o chocolate diet não contém açúcar, no entanto é mais calórico do que o tradicional, pois tem um teor maior de gorduras", considera a nutróloga Tamara Mazaracki. Essa troca ocorre justamente para garantir que o alimento continue palatável, e pode ser nociva ao diabético, que é mais propenso a doenças metabólicas como colesterol alto.

Doces são totalmente proibidos para quem tem diabetes

Mito. Assim como as frutas, os doces devem ser consumidos com moderação. No entanto, eles pedem um cuidado ainda maior, pois normalmente sçao absorvidos mais rapidamente, justamente por nem sempre terem boa quantidade de fibras. "Esses alimentos não têm passe livre na alimentação diária e devem ser consumidos com moderação, pois o excesso de glicose circulando em nosso sangue leva a uma oxidação excessiva de vários órgãos, principalmente vasos sanguíneos, o que traz complicações como arteriosclerose, lesões renais, oculares e insuficiências circulatórios", considera Roberto Navarro. O ideal é conversar com um nutricionista e procurar substituir o açúcar por adoçantes.

Alimentos com baixo índice glicêmico ajudam a manter o diabetes sob controle

Verdade. "Alimentos com menor índice glicêmico demandam menor liberação de insulina pelo organismo e tem absorção mais lenta", diz a nutricionista Ana Paula Campos Trevizan, do Hospital Oswaldo Cruz. Isso porque evitam-se os picos de açúcar no sangue, nutriente que será colocado nas células pela insulina. Esse processo de absorção mais lenta da glicose aumenta também a saciedade, por isso esses alimentos são também indicados para quem quer emagrecer - afinal, dá para ficar mais tempo sem comer e sem morrer de fome.

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Carboidratos simples sempre têm menor índice de índice glicêmico do que os complexos

Mito. Carboidratos simples normalmente são absorvidos mais rapidamente pelo organismo, pois suas moléculas são quebradas mais facilmente na digestão do que os carboidratos complexos. No entanto, isso nem sempre faz com que o carboidrato simples tenha índice glicêmico alto. "O índice glicêmico não tem relação com o tipo de carboidrato e sim o quanto um alimento é capaz de elevar a glicemia em um determinado tempo após seu consumo", explica a nutricionista Camila Torreglosa, do Hospital do Coração (HCor). "Por exemplo, o arroz branco tem alto índice glicêmico e é considerada um alimento fonte de amido, que é um carboidrato complexo".

Conforme o preparo do alimento, o índice glicêmico pode mudar

Verdade. De acordo com a maneira de preparar e o que vai acompanhar o alimento, o índice glicêmico será diferente. A laranja tem baixo índice glicêmico, mas consumida como suco, não será tão saudável como se ingerida com o bagaço, rico em fibras. O contrário também é válido: um alimento com índice glicêmico mais alto combinado a uma proteína ou gordura pode retardar a absorção dos carboidratos. Exemplo: adicione um pedaço de carne ou brócolis ao macarrão com molho de tomate e a refeição será de digestão mais lenta dos carboidratos.

Alimentos ricos em carboidratos os únicos a elevar o índice glicêmico

Mito. "Índice glicêmico é o quanto um alimento é capaz de elevar o açúcar no sangue (glicemia). Podemos calcular o quanto qualquer alimento eleva a glicemia, porém aqueles que possuem mais carboidratos são os que trarão uma mudança maior no índice glicêmico", afirma Camila Torreglosa.

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Alimentos ricos em outros nutrientes, como gorduras e proteínas, também podem aumentar os níveis de açúcar no organismo se tiverem alguma quantidade de carboidrato, mesmo que pequena. Por exemplo, um bife não é composto apenas de proteínas, mas também de gorduras e carboidratos. E este último nutriente, ainda que em menor quantidade, causará mudança na glicemia.

Álcool deve ser consumido com moderação

Verdade. O consumo de álcool é permitido por quem tem diabetes, mas de forma moderada e com alguma refeição. "O consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes.

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Bebidas destiladas são um pouco mais seguras, já os fermentados e a cerveja, ricos em carboidratos, podem trazer ainda mais problemas a quem tem diabetes.

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