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Proteção solar: o que você precisa saber para aproveitar o sol com saúde

Protetor solar x raios UVA e UVB, o que significa FPS na prática e muito mais; curta o calor sem colocar a saúde em risco

Um simples produto, encontrado na maioria das farmácias e supermercados, é o aliado número 1 na missão de resguardar a pele dos raios ultravioletas (UVA e UVB): o protetor solar.

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"Ele aumenta a resistência da pele contra o sol", afirma a dermatologista Vanessa Metz. "O protetor solar é essencial em curto prazo para evitar as queimaduras de sol, que são muito sérias e podem gerar edemas, bolhas, ardência e descamação, e em longo prazo na preveção ao câncer de pele e ao envelhecimento precoce".

Apesar de ser um produto muito associado ao verão, o protetor solar deve ser usado o ano todo, sem fazer distinção das estações do ano. Isso porque a incidência de radiação ocorre durante todo o ano e o Brasil, por ser um país tropical, recebe raios ultravioleta diariamente.

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Uso adequado

Antes de qualquer coisa, é importante saber quando e como usar o protetor solar.

"Ele deve ser aplicado de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol. É o período que leva para ser absorvido pela pele e começar a agir", orienta a dermatologista Tathya Taranto. Essa é justamente a recomendação da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Porém, alguns produtos disponíveis no mercado atualmente oferecem proteção imediata. Você vai encontrar essa informação no rótulo do produto.

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Reaplicar o produto também é importante quando se está na piscina ou na praia. A eficácia do produto se reduz com o passar do tempo. Para uma proteção segura, a reaplicação deve ser feita a cada 2 ou 3 horas, mas esse intervalo pode diminuir em casos de transpiração excessiva, exposição solar prolongada ou após sair da água.

No que diz respeito à quantidade adequada de protetor para cada parte do corpo, o Consenso Brasileiro de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) indica que as seguintes medidas sejam seguidas:

Esta é a quantidade para uma pessoa de estatura mediana e de aproximadamente 70 kg. A altura e o peso de cada indivíduo podem levar a variações para mais ou para menos. Mas não é preciso exagerar na dose, segundo Vanessa Metz. "O fato de se besuntar de protetor não vai aumentar a proteção. O certo é aplicar a quantidade indicada e não esquecer de reaplicar", diz.

Contra os raios UVB...

A maior preocupação na proteção da pele é em relação aos raios UVB, mais perigosos e concentrados na irradiação solar das 10h às 16h. Tathya explica: "Eles têm um comprimento de onda menor e atingem apenas a primeira camada da pele, a epiderme. Vão diretamente ao DNA dos melanócitos [as células produtoras de melanina] e são responsáveis pela vermelhidão e pelas queimaduras, além de estarem mais associados ao câncer de pele."

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O que protege a pele contra os raios UVB é o Fator de Proteção Solar, o popular FPS. "É um estudo físico que relaciona o tempo de exposição solar e a quantidade de vermelhidão que pode ser gerada", diz Vanessa.

O número do FPS - como 15, 30 ou 60 - indica quantas vezes mais, em tempo, a pessoa está protegida dos raios UVB se comparado a momentos de pele desprotegida.

A dermatologista Luciana de Abreu, da clínica Dr. André Braz (RJ), aprofunda-se no que isso quer dizer. "Vamos imaginar um indivíduo de pele clara, que sem proteção comece a ficar vermelho após 10 minutos de exposição solar. Se ele aplicar um protetor com FPS 30, sua pele não ficará vermelha por 300 minutos. Quanto maior o FPS, mais tempo levará para a pele avermelhar", exemplifica.

Mas, como dito acima, é preciso fazer a reaplicação do produto a cada duas horas quando a pele estiver em exposição direta ao sol, mesmo que a conta resulte em um intervalo maior.

A recomendação do Consenso Brasileiro de Fotoproteção é que todas as pessoas no Brasil, independentemente do tom de pele e da localidade em que estiverem, usem protetores solares com FPS mínimo de 30 para evitar os danos causados pelos raios UVB. O indicado é que cada pessoa consulte um dermatologista para entender qual o FPS mais indicado para seu caso.

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... E também contra os raios UVA

Embora sejam menos agressivos, os raios UVA também requerem proteção para a pele, pois participam do processo de bronzeamento e podem levar ao câncer de pele (ainda que sejam menos perigosos nesse sentido do que os UVB).

Vanessa conta que "eles estão presentes do momento em que o sol nasce até quando se põe", e Tathya fala sobre seus efeitos na pele: "Os raios UVA possuem maior comprimento de onda e, portanto, penetram mais profundamente na pele, atingindo a derme. Por isso, são mais ligados ao fotoenvelhecimento, pois destroem as fibras elásticas e colágenas presentes na derme."

Nem todos os protetores solares possuem proteção contra os raios UVA. Para certificar-se de que o produto escolhido tenha, a SBD recomenda que se procure no rótulo o sinal de "+" ou as frases "Proteção UVA" ou "Proteção de amplo espectro".

Protetores químicos x protetores químicos

Um último aspecto a ser considerado é a escolha entre protetor solar químico e protetor solar físico. As diferenças entre eles são a atuação na pele e o risco de alergias.

"Os filtros químicos penetram na pele, absorvem os fótons da radiação ultravioleta e impedem que ela atinja a epiderme, mas têm mais propensão para desencadear reações alérgicas", explica Luciana. Ela prossegue: "Já os físicos promovem apenas a reflexão da radiação, não permitindo que ela chegue às células cutâneas. Eles não reagem com a pele. Sua ação se dá por mecanismos ópticos, e o potencial de sensibilização alérgica é mínimo".

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Por esses motivos, o filtro solar puramente físico é recomendado para bebês entre seis meses e dois anos de vida (menores de seis meses não podem ter nenhum dos produtos aplicado sobre a pele). Depois dessa idade, pode-se escolher entre o físico e o químico, embora a maioria dos protetores solares atuais apresentem uma combinação dos dois.