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Frieira, candidíase e mais: saiba como prevenir e tratar micoses de pele

Causadas por fungos, elas têm muitas variações e podem atingir qualquer parte do corpo, incluindo o couro cabeludo

Quando se fala em micose, é importante lembrar que o diagnóstico abrange todas as doenças causadas por fungos na pele, envolvendo partes do corpo como os pés, couro cabeludo, boca e unhas. Existem muitas variações de micose, mas o que todas têm em comum é o ambiente em que os micro-organismos responsáveis pela doença se proliferam: quente, úmido e abafado.

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"O que as diferencia são as classificações dos fungos e as formas de contaminação", explica o dermatologista Reinaldo Tovo, chefe da equipe de dermatologia do Hospital Sírio Libanês (SP). Segundo o especialista, os micro-organismos causadores podem ser divididos da seguinte forma:

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A seguir, médicos dermatologistas ouvidos pelo Minha Vida explicam os principais tipos de micoses que afetam a pele, suas características e as melhores formas de evitá-los e tratá-los. Fique atento à sua imunidade e à forma como usa suas roupas e sapatos e afaste esta doença de pele da sua vida.

Frieira (ou pé-de-atleta)

É a micose que se desenvolve entre os dedos dos pés, especialmente quando eles ficam abafados em sapatos fechados por muito tempo ou são expostos a ambientes contaminados, como beiras de piscinas e vestiários de clubes.

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Para evitá-la é importante sempre secar bem os pés após o banho, deixá-los "respirar" o máximo de tempo possível e não andar descalço nos locais onde o risco de contaminação é maior.

Seus sintomas são sensibilidade, coceira intensa, dor, ardor e pele com fissuras. O tratamento é feito com antifúngicos tópicos em líquido ou spray e, em casos mais graves, com medicamentos orais.

Candidíase

Trata-se de uma micose causada pelo fungo cândida, normalmente na região vaginal e na boca (chamado de ?sapinho?), mas também pode acometer regiões de dobras. Todos temos este fungo na pele que, via de regra, nos protege; mas, quando se prolifera descontroladamente, torna-se patogênico e causa a doença.

Fatores como excesso de doces e carboidratos, uso de antibióticos, roupas úmidas e aumento dos níveis de estrogênio podem ser responsáveis pelo descontrole que leva à candidíase.

Esse tipo de micose causa coceira e vermelhidão - no caso da vaginal, os sintomas podem vir acompanhados de corrimento, enquanto na boca podem surgir manchas brancas e rachaduras. Pomadas e cremes antifúngicos específicos para cada tipo de candidíase são usados no tratamento.

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Tinea

É uma micose de pele que pode aparecer em qualquer parte do corpo, normalmente devido ao contato com a pele de uma pessoa que está com o fungo ou com objetos que tenham sido contaminados por ela (como roupas ou sapatos, por exemplo). Neste caso, é fundamental evitar o uso compartilhado de objetos pessoais.

Sua aparência é de placas arredondadas escamosas, vermelhas e que causam muita coceira. O tratamento é feito à base de cremes e pomadas antifúngicos. Se as lesões já estiverem muito avançadas e graves, o especialista pode receitar medicação via oral.

Tinea intertiginosa

São micoses em regiões de dobras, como a virilha, o vão entre as nádegas e a área embaixo dos seios, causadas pelo abafamento característico destas partes do corpo. As lesões são placas avermelhadas que coçam bastante; o tratamento é feito com cremes e, em alguns casos, com medicamentos via oral.

Tinea capitis

É a micose que acomete o couro cabeludo e outras áreas do corpo que tenham pelos. Pode causar perda de cabelos, levando a falhas arredondadas visíveis. Seus sintomas são coceira, vermelhidão e, como mencionado, a queda dos fios. Para tratá-la é necessário adotar o uso de xampus antifúngicos associados a xaropes e comprimidos.

Tinea versicolor

Essa é a popular micose de praia. As áreas que mais a desenvolvem são o dorso e os ombros, que ficam sob roupas úmidas ao longo do dia. Ela causa manchas mais claras ou escuras que a pele e descamação. O tratamento é realizado com cremes, xampus e loções antifúngicos.

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Vale lembrar que apesar do fungo ser eliminado com o tratamento adequado, as manchas causadas pela micose podem demorar um pouco mais a desaparecer. Para reverter o quadro, é fundamental buscar a orientação de um dermatologista.

Imunidade faz a diferença

Já notou que algumas pessoas têm muito mais problemas com micoses, seja por repetição ou por gravidade? A resistência da saúde e os hábitos do dia a dia explicam essa diferença de reação entre os organismos.

A dermatologista Helga Clementino, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, esclarece o que ocorre. ?Quem está com a imunidade comprometida tende a ter micoses de todos os tipos com mais frequência. Por isso uns são mais suscetíveis às doenças que outros, apesar de viverem no mesmo lugar. Além disso, o ambiente que a pessoa cria ao seu redor, de acordo com as roupas que usa, também pode influenciar no surgimento de micoses?.

Além disso, pacientes imunodeprimidos podem desenvolver mais infecções do que outras pessoas, como explica o dermatologista Reinaldo Tovo. Neste grupo, entram pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados ou portadores de doenças autoimunes que façam terapia imunossupressora, portadores de síndromes de imunodeficiência congênita e soropositivos.