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Comer menos sal não reduz riscos cardíacos

Ingerir quantidades maiores do alimento também não causa hipertensão

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Pessoas que comem muito sal não estão mais propensas a ter hipertensão e pessoas que comem mais sal correm menos risco de desenvolver doenças cardíacas, indica um novo estudo europeu publicado no Journal of American Medical Association.

Até então, a recomendação era de que as pessoas consumissem menos de 2.300 mg de sal por dia, ou 1.500 mg para aqueles com mais chance de sofrer hipertensão arterial ou doenças cardíacas. Essas orientações se baseiam em dados de estudos de curto prazo.

Para comprovar se essa quantidade estava correta, os pesquisadores usaram dados de dois estudos diferentes. Eles analisaram cerca de 3.700 europeus que tiveram o consumo de sal medido por meio de amostras de urina no começo das pesquisas. Após a coleta, os participantes foram divididos em três grupos: aqueles com consumo de sal mais elevado; mais baixo; e com consumo médio.

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Nenhum dos participantes tinha uma doença cardíaca no início do estudo e dois terços tinham pressão arterial normal. Os estudiosos acompanham os participantes durante cerca de oito anos, período em que os investigadores determinaram quantos deles foram diagnosticados com doença cardíaca e, em um grupo menor, quantos tiveram hipertensão.

Ao final do estudo, descobriu-se que os participantes com menor ingestão de sal apresentaram maior taxa de mortalidade por doença cardíaca durante o acompanhamento (4%), e as pessoas que comeram mais sal tiveram a menor (menos de 1%).

Os pesquisadores descobriram também que a pressão arterial aumentou após maior ingestão de sal ao longo do tempo. Essa mudança, porém, foi muito pequena, por isso não é relevante para os resultados. Uma justificativa para os resultados é a de que restaurantes ou empresas de alimentos, quando colocam menos sal em seus produtos, podem acrescentar outras substâncias potencialmente nocivas para compensar o sabor perdido, ou para conservá-los.

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Hipertensão é a principal causa de insuficiência cardíaca e AVC

A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias. Cada vez que o coração bate e bombeia sangue, sua pressão estará mais elevada, o que se chama pressão arterial sistólica. Quando o coração está em repouso, entre um batimento e outro, a pressão sanguínea diminui, é a chamada pressão diastólica.

A pressão arterial elevada aumenta diretamente o risco de doença cardíaca coronariana o que leva ao ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente se junto com outros fatores de risco. A hipertensão geralmente não apresenta sintomas, mas pode causar problemas graves, como insuficiência cardíaca e renal. É fácil controlar a pressão arterial através de um estilo de vida saudável e, se necessário, do uso de medicação.

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A hipertensão pode ocorrer em crianças ou adultos, mas é mais comum em pessoas de meia-idade e idosos, obesos e alcoólatras. Pessoas com diabetes ou doença renal também têm pressão alta com mais frequência. Segundo o cardiologista do Instituto do Coração (Incor) Bruno Caramelli, a hipertensão arterial não é um gatilho para insuficiência cardíaca e derrame cerebral, mas sim o principal fator de risco. "Nos hipertensos há uma hipertrofia (aumento de tamanho) do coração para que consiga bombear o sangue pra frente mais facilmente", explica.

Se o órgão não dá conta de bombear todo o sangue, há o que chamamos de insuficiência cardíaca. Um dos sintomas mais comuns é a dificuldade de respirar, uma vez que o coração está inchado e rouba mais espaço dos pulmões. O especialista também lembra que a predisposição genética é outro fator determinante para a doença hipertensão arterial.

Por ser uma condição silenciosa, quase sem nenhum sintoma, a melhor indicação é para que as avaliações da pressão arterial se iniciem ainda durante a infância.

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Com um teste simples, rápido e indolor é possível detectar a hipertensão no mesmo instante. E ela pode ser controlada. No entanto, além do uso de medicamentos, o tratamento deve incluir: perda de peso, abandono do hábito de fumar ou beber álcool, adoção de uma dieta com pouco teor de gordura e sal, além de exercícios físicos.