PUBLICIDADE

Ciclo de amizades e família pode influenciar a obesidade

Ideais de corpo seriam compartilhados entre pessoas próximas

De acordo com estudo da Arizona State University, Estados Unidos, obesidade é uma doença socialmente contagiosa, mas o fator de "transmissão" mais importante está na família e amigos.

Os estudiosos, que publicaram a pesquisa na edição de maio do periódico American Journal of Public Health, entrevistaram 101 mulheres e 812 pessoas próximas a elas, entre amigos e família. Ao compararem o índice de massa corpórea dessas participantes, de seus amigos e família, os pesquisadores confirmaram que o risco de obesidade delas era reflexo do círculo social.

Foram levantadas três hipóteses pelas quais essa doença pode ser passada adiante. Para os pesquisadores, o indivíduo pode aprender com seus amigos o que é um peso aceitável e, então, mudar sua dieta e exercícios para se adequar a esse padrão. Ou, então, ele pode não concordar com o que sua família e amigos pensam, mas continua se sentindo pressionado para se encaixar naquele peso ideal. A pessoa também pode formar uma imagem de corpo ideal apenas observando o corpo de seus amigos, o que a incentiva a mudar hábitos alimentares e exercícios físicos.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

O questionamento levantado pelos antropólogos responsáveis pelo estudo - que estão tanto na área de antropologia cultural quanto biológica - é se esses ideais de peso são disseminados no seio familiar e no ciclo de amizades através de ideais compartilhados ou programas que essas pessoas fazem juntas, como assistir TV ou comer juntas. Se isso for descoberto, será mais fácil focar em soluções. As possíveis alternativas são tentar mudar os ideais das pessoas sobre o corpo aceitável, esperando que, assim, elas mudem seu comportamento, ou incentivar o compartilhamento de comportamentos que levam à perda (ou ganho) de peso.

Um dos pontos fortes do estudo foi a gama de abordagens para avaliar alguns ideais, incluindo o tamanho do corpo ideal, a aversão à obesidade e à gordura. No caso da obesidade, por exemplo, os participantes foram convidados a escolher se preferiam ser obesos ou ter uma das 12 condições socialmente estigmatizadas, como o alcoolismo ou herpes. Em muitos casos, as mulheres preferiram ter mais as outras condições: 25,4% preferem depressão grave e 14,5% preferem a cegueira total a serem obesas.

Embora esse estudo forneça algumas pistas, os autores observaram que mais trabalho precisa ser feito para avaliar como outros fatores, como atividades comuns ou outras normas sociais, representam a relação entre a proximidade social e a semelhança do IMC (Índice de Massa Corporal).

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Amigos do peito

É mais fácil emagrecer com os amigos. Sabe por que? O fator diversão é importantíssimo e, além disso, esportes coletivos, como futebol e handebol queimam muitas calorias. Jogar futebol gasta, em média, 600 calorias por hora. Entretanto, se essa não é a sua praia, há várias outras opções: handebol (600 calorias/hora), tênis (500 calorias/hora), basquete (400 calorias/hora), vôlei (300 calorias/hora), frescobol (400 calorias/hora) e futvôlei (600 calorias/hora).

Mulheres que praticam futebol trabalham mais os membros inferiores. Quem opta pelo handebol, define peitoral, ombros, braços e pernas. Os agachamentos do vôlei ajudam a deixar o bumbum bem torneado, além de trabalhar braços e abdômen. O basquete exige equilíbrio e impulsão e põe para trabalhar músculos dos ombros, braços, pernas e bumbum.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

"Esportes coletivos tendem a ser um pouco mais completos e divertidos do que uma corrida na esteira, por exemplo. Há trabalho cardiovascular e de musculaturas especificas", explica a técnica de futsal Paula Matsushita. Ela também explica que essas atividades ajudam a desenvolver a coordenação motora, até mesmo na idade adulta.