PUBLICIDADE

Síndrome metabólica aumenta riscos de desenvolver câncer de fígado

Conjunto de complicações já era associado a doenças cardiovasculares

Estudo publicado no periódico Hepatology descobriu que a síndrome metabólica aumenta significantemente o risco de desenvolver o estado inicial do câncer de fígado, conhecido como hepatocarcicoma (também conhecido como carcinoma hepatocelular).

A análise, realizada por pesquisadores do National Cancer Institute, Estados Unidos, e da Goethe-Universität, Alemanha, usou dados da SEER-Medicare - um banco de dados de pacientes com diversos tipos de câncer dos Estados Unidos. Os estudiosos identificaram diagnósticos individuais de hepatocarcicoma (HCC) e colangiocarcinoma (tipo de câncer das vias biliares, também chamado de ICC) entre 1993 e 2005. A amostragem utilizou apenas 5% dos casos da doença registrados pelo banco de dados. Ao todo, foram observados 3649 casos de HCC, 743 de ICC e 195.953 indivíduos sem câncer.

Os resultados revelaram que a síndrome metabólica estava presente em 37% das pessoas que desenvolveram HCC e em 30% daquelas com ICC, comparados a 17% das pessoas que não apresentaram câncer. As análises mostraram que a síndrome foi significantemente associada ao aumento das chances de desenvolver hepatocarcinoma e colangiocarcinoma. Fatores individuais da síndrome metabólica - hiperglicemia, alterações no metabolismo da gordura, obesidade e hipertensão - foram mais comuns entre as pessoas que desenvolveram HCC ou ICC do que entre pessoas que não desenvolveram.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A síndrome metabólica compreende um grupo de condições, que incluem o acúmulo de gordura na cintura (periférica) e na barriga (visceral), hipertensão, aumento nos níveis de triglicérides, do açúcar no sangue (glicemia), e do mau colesterol (LDL) e ainda a diminuição do bom colesterol (HDL).

Riscos da síndrome metabólica

Desde a década e 80, observava-se que doenças frequentes como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol estavam associadas à obesidade. Adicionalmente, todas estas condições tinham um ponto em comum: a resistência insulínica. A insulina é fundamental não só para o controle das taxas de glicose no sangue, mas atua no fígado, tecido gorduroso, rins e vasos sanguíneos. Na resistência insulínica, o indivíduo produz o hormônio pancreático insulina, mas esta quantidade - mesmo que adequada - não age completamente, e, consequentemente, atrapalha o transporte da glicose do sangue para o interior das células, a fim de que seja usada como fonte de energia.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Na pessoa com resistência insulínica, o organismo secreta quantidades maiores de insulina, buscando "corrigir" esta ação desequilibrada, porém, algumas vezes esse mecanismo não é eficiente, podendo apresentar-se como um estado de pré-diabetes, e, até o diabetes, levado pela concentração aumentada tanto da insulina quanto da glicose no sangue.

Ainda não se esclareceram todas as causas do desenvolvimento desta síndrome, mas alguns fatores podem ser facilitadores como a dieta desequilibrada aliada a um estilo de vida sedentário. Já é sabido que uma dieta irregular e a falta de atividade física propiciam o aumento do colesterol, com risco de depositar-se em vasos sanguíneos causando a aterosclerose. E, na crescente obstrução dos vasos pode haver aumento ou agravamento da hipertensão. Por outro lado, estudos mostram que a obesidade leva a um aumento dos triglicérides, progressão para o diabetes e, potencialmente, aumento da aterosclerose, mantendo os componentes desta síndrome sempre em um ciclo que mantém a doença.

O que ela pode causar?

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

A importância da Síndrome Metabólica se deu pela constatação de sua relação com doença cardiovascular. Quando presente, a Síndrome Metabólica associa-se a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e aumenta em três vezes a mortalidade por causas cardiovasculares.