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Depressão é mais comum entre pessoas que vivem sozinhas

Viver pelo menos com um amigo ou parente já ajuda na prevenção

Longas jornadas de trabalho, puberdade precoce e tabagismo na adolescência são alguns dos fatores que aumentam o risco de depressão, distúrbio afetivo caracterizado por tristeza, pessimismo e baixa autoestima. Um novo estudo publicado, no periódico BMC Public Healthi, comprova mais um fator de risco para a doença: morar sozinho.

A pesquisa, desenvolvida por uma médica do Finnish Institute of Occupational Health, na Finlândia, selecionou 3.471 homens e mulheres com idade média de 44 anos. Todos haviam participado de um levantamento nacional de saúde no ano 2.000. Acompanhados durante oito anos, os participantes relataram se moravam sozinhos, como era o ambiente de trabalho e como era a vida familiar, além de aspectos de saúde, socioeconômicos e psicológicos.

Os resultados apontaram que indivíduos que moram sozinhos têm até 80% mais chance de ter depressão do que aqueles que vivem com uma ou mais pessoas, que podem ser amigos ou parentes. Para as mulheres, baixa renda e baixos níveis de escolaridade foram os principais fatores que contribuíram para o aparecimento do distúrbio. Já grande parte dos participantes do sexo masculino apresentou sintomas depressivos por fatores como estresse, dificuldades de relacionamento e alcoolismo.

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Segundo os pesquisadores, a análise conseguiu identificar alguns fatores que poderiam contribuir para o surgimento da depressão, mas ainda são necessários outros estudos para aprofundar mais a questão. A descoberta, entretanto, pode ser um chamado de atenção para quem mora sozinho e deseja evitar o problema.

Fique alerta com as principais causas de depressão

A depressão não tem hora nem lugar para aparecer. Pode surgir em qualquer pessoa independente do sexo, idade, condição social ou econômica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que até 2030 a depressão será a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo câncer e doenças cardíacas.

Porém, apesar disso, já é sabido pela ciência que alguns fatores podem facilitar o aparecimento dessa patologia. Veja aqui os gatilhos mais comuns da depressão e saiba evitá-los ou tratá-los para fugir dessa doença.

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1. Neurotransmissores alterados

Pessoas com taxas muito alteradas de determinados neurotransmissores, como serotonina e noradrenalina, tem mais chances de sofrer depressão. Segundo o psiquiatra do Hospital Santa Cruz Edson Hirata, isso acontece justamente por que a doença se desenvolve por conta da falta desses neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação entre os neurônios na área do cérebro responsável pelas emoções - o sistema límbico.

Quando uma pessoa nasce com esses neurotransmissores naturalmente baixos, o sistema límbico e sua percepção das emoções ficam comprometidos, podendo causar a depressão. "A queda destes neurotransmissores no sistema límbico é a base bioquímica da doença", afirma o especialista.

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2. Fatores genéticos

"A genética tem forte influência no desenvolvimento da depressão", conta o psiquiatra Edson Hirata. Estudos mostram que se um dos pais tem depressão o risco do filho sofrer dessa doença é três vezes maior. "Se ambos os pais tem depressão, o risco do filho desenvolver depressão é de 75%", completa.

Isso acontece por conta de alguma alteração genética que torna a pessoa mais vulnerável a eventos estressantes, que causam uma queda dos níveis de serotonina. Ainda estão sendo desenvolvidas pesquisas para encontrar algum gene específico responsável pelo aparecimento da depressão.

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3. Mulheres sofrem mais

As mulheres têm o dobro de chance de vir a desenvolver o distúrbio, isso por conta da instabilidade hormonal a que estão sujeitas. Além disso, as mulheres estão mais sujeitas à ocorrência de eventos estressantes, como o parto.

4. Atenção aos idosos

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É fato que a idade não é um fator determinante para o aparecimento da depressão, porém, estudos comprovam que a incidência da doença é maior entre a população idosa. De acordo com o psiquiatra Edson Hirata, "o fato de idosos terem mais doenças físicas, usarem mais medicamentos e frequentemente ficarem mais isolados socialmente aumenta o risco de depressão nesta faixa etária".

Por isso, fique atento aos seus parentes com idade mais avançada, principalmente àqueles que moram sozinhos.