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Cresce número de casos de melanoma

Câmara de bronzeamento é um dos motivos do aumento de câncer de pele

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados 6.230 novos casos de melanoma, tipo grave de câncer de pele, no Brasil neste ano. Embora alarmante, a estimativa apenas reafirma o que mostrou um novo estudo feito pela Mayo Clinic, dos Estados Unidos. A pesquisa, publicada na edição de abril da revista Mayo Clinic Proceedings, aponta que as taxas da doença vêm aumentando, principalmente, entre mulheres entre 20 e 40 anos.

A equipe de pesquisadores, coordenada pelo dermatologista Jerry Brewer, utilizou dados do Rochester Epidemiology Project, que computa informações de pacientes tratados em Olmsted County, município de Minnesota. Foram avaliados os casos de pessoas diagnosticadas com câncer de pele pela primeira vez quando tinham entre 18 e 39 anos, no período de 1970 a 2009.

Os resultados mostraram que, embora as taxas desse tipo de câncer sejam, no geral, maiores entre os homens, na faixa etária selecionada os casos de melanoma são mais comuns entre o sexo feminino. Eles descobriram, por exemplo, que a incidência da doença aumentou oito vezes entre as mulheres e quatro vezes entre os homens com idades de 18 a 39 anos nos últimos 40 anos.

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Para o coordenador do estudo, uma explicação para o aumento do problema entre mulheres é o crescimento do uso de câmara de bronzeamento. Quem é adepto desse tratamento tem um risco até 74% maior de desenvolver melanoma.

Verdades e mentiras sobre as câmaras de bronzeamento artificial

A polêmica das câmaras de bronzeamento artificial continua. A Anvisa proibiu o aparelho tanto para a comercialização quanto para uso pessoal, baseando-se em pesquisas da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer. As pesquisas apontam que pessoas com menos dos 35 anos, que se expõem ao bronzeamento artificial destas câmaras correm 75% mais riscos de desenvolver câncer de pele.

O equipamento funciona como um sol artificial, que emite raios UVA, estimulando a produção de melanina, que produzem pigmentação e conferem o aspecto bronzeado à pele. Caso as câmaras voltem mesmo à ativa, fique atento às verdades e mentiras com relação ao assunto.

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Pode causar câncer de pele

Verdade. Estudos da OMS afirmam que a exposição às lâmpadas UVA aumenta em 75% os riscos do desenvolvimento de melanoma, tipo mais grave de câncer de pele, por meio de danos às células da pele. "Em geral, quem está habituado a fazer bronzeamento artificial também gosta de se expor ao sol, o que danifica ainda mais as células da pele", explica Meire Brasil Parada, dermatologista colaboradora da Unidade de Cosmiatria da Unifesp (SP). Outro erro que eleva os riscos é não fazer uso de filtro solar ao usar as câmaras.

Conserva a pele hidratada

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Mito. De acordo com a especialista, a luz promove atrofia das células, diminuindo a hidratação da pele e aumentando a perda de água. "Além disso, a exposição danifica o colágeno, fazendo a pele perder a elasticidade e o tônus", completa.

Causa envelhecimento precoce da pele

Verdade. A falta de hidratação, as células danificadas, o colágeno destruído e a perda de elasticidade fazem com que a pele fique envelhecida, surgindo rugas precoces.

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30 minutos de câmara equivalem a 30 minutos de exposição ao sol

Mito. De acordo com a dermatologista, 10 minutos em uma câmara de bronzeamento artificial são equivalentes a cinco vezes o mesmo tempo de exposição solar em um dia quente, no horário de radiação solar intensa.

Falta de controle do tempo pode causar queimaduras

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Verdade. Existe um teste para determinar o tempo de exposição à luz chamado DEM (Dose Eritematosa Mínima). O teste verifica qual a quantidade de exposição à luz para a pele ficar vermelha. Uma câmara que funciona em condições normais e com supervisão não pode provocar queimaduras. "É a radiação UVB e não a UVA a principal responsável por queimaduras solares", explica Carla Albuquerque, dermatologista e especialista do MinhaVida. "No entanto, como não existe uma regulamentação rígida que controle a fabricação e fiscalização destas máquinas, pouco se pode dizer da credibilidade desta fonte de emissão luminosa", completa a especialista.

O uso de medicamentos não influencia o uso da câmara

Mito. De acordo com Carla Albuquerque, há medicamentos que são fotossensibilizantes e, na presença de radiação ultravioleta, podem causar reações graves na pele. "Piroxicam, tetraciclinas, prometazina e griseofulvina são alguns exemplos", afirma.

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