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Psicose é associada a baixos níveis de atividade física

Pessoas com psicose são 36% mais propensas a não praticarem os níveis de atividade física indicados pela OMS

Um estudo internacional feito com mais de 200 mil pessoas, entre 18 e 64 anos, de quase 50 países de baixa e média renda, revelou que pessoas com psicose tendem a apresentar baixos níveis de atividade física e são mais propensos a desistir facilmente dos exercícios, em comparação com pessoas sem a doença.

A pesquisa liderada por cientistas da Universidade King's de Londres e pela South London and Maudsley (SLaM) NHS Foundation Trust revela as dificuldades que pessoas com psicose tem para realizar atividades físicas regularmente. O objetivo dos dados coletados é ajudar pessoas com psicose a serem mais ativos e assim melhorarem sua saúde física e mental.

Estudos anteriores mostram que pessoas com psicose morrem 15 anos antes da população em geral, grande parte devido à doenças cardiovasculares. Para se manter saudável, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que os adultos com idades entre 18 a 64 anos façam pelo menos 150 minutos de atividade física com intensidade moderada durante toda a semana, incluindo caminhadas, ciclismo, tarefas domésticas ou esportes.

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Os indivíduos investigados foram divididos em três grupos: as pessoas com diagnóstico de psicose, pessoas com sintomas psicóticos, mas sem diagnóstico, e um grupo de pessoas que não tinham sintomas psicóticos. Os pesquisadores tentaram descobrir se os participantes praticavam os níveis de atividade física recomendado pela OMS.

No geral, as pessoas com psicose eram 36% mais propensas a não cumprirem os níveis de atividade física recomendados. Os investigadores notaram que os homens com psicose tinham duas vezes mais probabilidade de não atenderem às recomendações exigidas em comparação com outras pessoas da amostra.

Os pesquisadores descobriram ainda que as dificuldades de mobilidade, a dor, a depressão e o déficit de atenção explicavam os baixos níveis de atividade física em pessoas com psicose. Esses resultados serão utilizados no estudo 'Walk this Way' feito pela Universidade King's.

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O pesquisador do estudo, Dr. Brendon Stubbs, comenta: "Entender e superar essas barreiras poderia ser uma estratégia importante para ajudar as pessoas com psicose a serem mais ativas e, potencialmente, para reduzir o risco de doenças cardiovasculares nesse grupo."

O propósito é ampliar o estudo para reduzir o estilo de vida sedentário e aumentar os níveis de atividade física em pessoas com psicose. "Os nossos dados sugerem que a depressão pode também ser importante, o que faz sentido. Entender esses fatores e o que podemos fazer sobre eles é uma área importante para futuras pesquisas.", explica Dr. Fiona Gaughran, pesquisadora da Universidade Kings de Londres.