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Pesquisa associa consumo de adoçantes à obesidade e diabetes

Produtos poderiam facilitar o surgimento de distúrbios metabólicos

Os adoçantes foram criados para auxiliar as pessoas com diabetes a controlar o nível de açúcar no sangue. Além das pessoas com diabetes, podem ainda ser indicados para auxiliar no tratamento de pessoas que sofrem de obesidade. Hoje, no entanto, parte significativa da população utiliza grande quantidade de adoçantes sem pensar na possibilidade de ocorrer efeitos colaterais.

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Uma revisão de estudos publicada no periódico científico Canadian Medical Association Journal aponta para um dado que pode preocupar quem costuma consumir adoçantes. De acordo com a publicação esse produtos podem estar associados ao aumento de risco de obesidade, diabetes, hipertensão arterial e doenças cardíacas.

Para a realização da análise cientistas da Universidade de Manitoba analisaram 37 estudos com mais de 400 mil pessoas por mais de 10 anos. E, de acordo com os pesquisadores, o consumo de adoçantes que contém aspartame, sucralose e stevia pode afetar as bactérias do intestino bem como o apetite de uma pessoa.

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Essa não é a primeira vez que o consumo de adoçantes é associado a problemas de saúde. No ano de 2014 foi publicada uma pesquisa na revista Nature que sugere que o adoçante pode aumentar o risco de desenvolvimento de síndrome metabólica, estágio em que a insulina tem sua ação dificultada.

O estudo foi realizado em roedores divididos em dois grupos, o grupo 1 que ingeriu adoçante (sacarina, aspartame e sucralose) em doses altas e o grupo 2 que ingeriu água e açúcar. A conclusão foi de que o grupo consumidor de adoçante não conseguiu metabolizar o adoçante, criando distúrbios metabólicos levando a uma possível a intolerância a glicose.

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Nos humanos, os voluntários se submeteram ao mesmo teste (apenas com a sacarina) e em alguns deles foi observado o aumento da resistência à insulina, mas não sendo conclusivas, visto que o estudo não relata as condições das pessoas analisadas.

Segundo a nutróloga Daniela Avila Hueb, o aspartame, quando utilizado em bebidas acima de 30ºC, como um cafezinho, apresenta efeito tóxico por elevar a produção de metanol entre 10 e 25%. Ela diz que por não serem completamente absorvidos no intestino, o seu uso em doses excessivas também pode provocar diarréia.

Relação adoçantes e ganho de peso

Uma pesquisa realizada pela revista Cell Metabolism buscou entender a relação entre o consumo de adoçantes e o ganho de peso.

Para a realização da análise, os cientistas alimentaram um grupo de moscas com adoçante e um segundo grupo com açúcar. E descobriram que o grupo que consumiu adoçante consumiu 30% mais calorias do que as que ingeriram açúcar.

Segundo os pesquisadores, a explicação para esse fato seria e de que o adoçante aumentaria a sensibilidade do paladar das moscas, fazendo com que o apetite por açúcar aumentasse.

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Além disso, ao monitorar os impulsos neurológicos das moscas, os pesquisadores descobriram que o consumo de adoçante é capaz de ativar uma rede neural semelhante à que é acionada quando os animais estão com fome. Sendo assim, os adoçantes ativariam os neurotransmissores da fome, mas não forneceriam os nutrientes ao organismo, deixando assim o organismo com mais fome.