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Quase 300 milhões de pessoas têm hepatite b no mundo inteiro

Estudo mostra que apenas 10% dos casos foram diagnosticados com o vírus, e menos ainda recebem o tratamento devido

Um estudo realizado na segunda-feira passada (26), pelos pesquisadores do Observatório Polaris da Fundação Centro para Análise de Doenças, nos EUA, revelou um cenário mundial drástico com relação ao vírus HPV.

O estudo mostra que em 2016 cerca de 300 milhões de pessoas estavam infectadas pelo vírus da hepatite B (HBV) no mundo inteiro, numa prevalência de 3,9%, mas 90% delas ainda não tinham sido diagnosticadas e só 5% das que deveriam estar sob tratamento o recebiam.

Mulheres grávidas têm grande risco de passarem o vírus para seus filhos e são a principal fonte da atual epidemia da doença. Segundo o estudo, apenas 1% das grávidas infectadas estavam sendo tratadas adequadamente para que isso não aconteça.

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No Brasil, os pesquisadores estimam uma prevalência de 0,4% da doença em 2016, equivalente a cerca de 760 mil casos. No geral, esse número é um dos melhores se comparado com o cenário global.

Dos casos citados no país, 212 mil (28%) foram diagnosticados, com 22,5 mil (12%) dos 184 mil doentes elegíveis para tratamento (carga viral de mais de 20 mil unidades internacionais de DNA do vírus por mililitro de sangue) em terapia. Em compensação, não foram registradas instâncias de mulheres grávidas infectadas recebendo antivirais para evitar passar o vírus aos filhos.

Como mudar esse cenário?

Se a hepatite b não for tratada pode provocar sérios problemas de saúde, incluindo doenças e câncer de fígado, causando estimadas 600 mil mortes anuais em todo mundo. Mas apesar de o vírus ser extremamente contagioso, transmitido principalmente de mãe para filho ou entre crianças, e não ter cura, nas últimas décadas uma série de avanços torna sua erradicação factível: desde 1981, uma vacina altamente eficaz está disponível, e a partir de 1992 a OMS passou a recomendar a vacinação de recém-nascidos, com a primeira de três doses devendo ser administrada até 24 horas depois do nascimento.

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A vacina para hepatite B faz parte do calendário de vacinação nacional e é obrigatória. Há dois tipos de vacina contra hepatite B: a de primeira geração contém partículas virais obtidas do plasma de doadores do vírus, inativadas pelo formol; a de segunda geração é preparada por método de engenharia genética e obtida por tecnologia de recombinação do ADN (ácido desoxirribonucleico). Saiba mais sobre a vacina e quais doenças ela previne.