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Ministério da Saúde confirma 2 mil casos de sarampo no Brasil

Amazonas e Roraima enfrentam um surto da doença, mas medidas de prevenção já estão sendo tomadas

O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (10/20) as informações repassadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre a situação do sarampo no país. De acordo com a pasta, o Brasil já registrou mais de 2 mil casos de sarampo em 2018.

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Atualmente, o Brasil enfrenta dois surtos da doença, em Roraima (1.629 casos) e no Amazonas (330 casos). Além disso, também existem registro do sarampo em outros oito estados (Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pará, Sergipe, Pernambuco e Distrito Federal).

Segundo o Ministério, os surtos estão relacionados à importação. Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela.

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Até o momento, no Brasil, foram confirmados 10 óbitos por sarampo, sendo 4 óbitos no estado de Roraima (3 em estrangeiros e 1 em brasileiro), 4 óbitos no estado do Amazonas (todos brasileiros, sendo 2 do município de Manaus e 2 do município de Autazes) e 2 no Pará (indígena venezuelano).

O Ministério da Saúde permanece monitorando a situação do sarampo em todo o país, especialmente em Roraima e no Amazonas, e as medidas de controle e prevenção já estão sendo realizadas.

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Vacinação

O governo oferece gratuitamente para todos os estados do país as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e a tetra viral (sarampo, rubéola, caxumba e catapora). As vacinas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação e estão disponíveis ao longo de todo o ano nos postos de saúde em todo o país.

Neste momento, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação das crianças, público mais suscetível à doença. Entretanto, adultos não vacinados devem receber a vacina prioritariamente em locais onde há surto da doença.

Devido a baixa cobertura da vacinação contra pólio e sarampo, o Ministério da Saúde decidiu prorrogar a Campanha Nacional de Vacinação até o 14 de setembro. O prazo foi estendido nos Estados que ainda não atingiram a meta de vacinar pelo menos 95% das crianças de 1 a 5 anos.