Simoni perguntou:

Eu tomo o antidepressivo Exodus há quase 3 anos, gostaria de saber quais são as consequências dele no organismo?

  • Respondido em 06/03/2017
    Dr. Ivan Mario Braun Psiquiatria - CRM 57449/SP
    especialista minha vida
    Olá,

    Antidepressivos como o Exodus (escitalopram) são muito seguros e não se esperam consequências perigosas para o organismo.

    Queixas frequentes são relacionadas à sexualidade (diminuição da capacidade de orgasmo, do desejo sexual e às vezes da excitação sexual).

    Há pessoas que se queixam de sonolência, insônia ou sonolência durante o dia e um sono descrito como "excessivamente" leve, durante a noite.

    Em princípio, a tendência do escitalopram é causar diminuição do apetite, no início do tratamento. Algumas pessoas se queixam de aumento do apetite, mas não há nada comprovado a respeito.

    Suor é uma queixa frequente e se recomendam banhos e roupas leves. Não é nada perigoso.

    Raramente, pode haver um aumento da tendência a sangramentos porém em geral muito leve (quando ocorre). Se perceber que facilmente apresenta manchas roxas na pele ou demora mais para coagular o sangue, dirija-se a um clínico. Ou faça periodicamente exames de coagulograma. Porém, trata-se de um efeito raro e de modo algum se deve parar a medicação por causa deste tipo de riscos.

    Em pessoas com tendência o transtorno bipolar, o escitalopram (como todos os antidepressivos) pode levar a uma excessiva aceleração. Se isto ocorrer, consulte seu psiquiatra (muitas vezes, os pacientes acham que estão acelerados, mas na verdade é ansiedade ou mesmo apenas uma impressão subjetiva).

    Por outro lado, como os problemas tratados pelo escitalopram transtornos depressivos e ansiosos tendem a ser crônicos (durar a vida inteira) e as recaídas podem ser perigosas, justifica-se que na maioria das pessoas o escitalopram seja usado em longo prazo. O balanço de riscos e benefícios quase sempre pesa a favor dos benefícios e jamais pare ou mude a dose de qualquer medicação sem falar com seu psiquiatra.

    PUBLICIDADE