1 pessoa perguntou:

Qual a importância da masturbação para a saúde mental do homem?

  • Respondido em 20/07/2018
    Dr. Valter Javaroni Urologia - CRM 52575160/RJ
    especialista minha vida
    Olá,

    Como tudo na vida, aqui também deve prevalecer o bom senso. No adolescente, com o grande impacto da elevação dos níveis de testosterona, existe uma grande energia ligada ao desejo sexual. Na falta de uma parceira, a masturbação costuma ser uma grande válvula de escape para aliviar um pouco da ansiedade natural da idade e presente no início da vida sexual. Nessa etapa, quando existe fimose ou freio do prepúcio curto, o rapaz costuma pedir ajuda aos pais, reclamando de dor no local. Precisa de avaliação especializada porque em determinadas circunstâncias pode ser necessária a correção do problema através de cirurgia.

    Com o avançar da idade e amadurecimento sexual, oportunidades de relacionamentos, ocorre uma redução na necessidade da masturbação e as relações sexuais vão se tornando mais frequentes. Importante lembrar que o excesso de masturbação pode ser um sinal de dificuldade de socialização, o que também merece uma atenção. Com a internet e o contato cada vez mais precoce com a pornografia, muitos rapazes passam a depender de níveis de excitação mais difíceis de obter com o sexo a dois. Após o casamento é muito comum que o home persista com o hábito de se masturbar, sendo isso usualmente atribuído à menor demanda sexual da mulher especialmente após a gestação. Vários autores discordam desses preceitos, mas o percentual de masturbação nas mulheres costuma se mostrar inferior ao dos homens em estudos epidemiológicos abordando a sexualidade.

    Nos idosos, e correspondendo a queda gradativa das taxas de testosterona, comumente a pulsão sexual se reduz e a masturbação ocorre com menor freqüência. Aqui, a diminuição da intensidade do orgasmo e a necessidade de maior estímulo para atingi-lo são apresentadas como motivos freqüentes para o abandono da masturbação.

    Do ponto de vista físico, a masturbação parece reduzir o risco de algumas doenças, inclusive o câncer da próstata. 

    Por outro lado, o excesso da prática masturbatória pode trazer prejuízos na vida social e até conjugal dependendo das mudanças que ele ocasione na sexualidade.

     

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