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Bico de papagaio (osteofitose): sintomas, prevenção e como tratar as dores

Visão Geral

O que é Bico de papagaio?

O nome “bico de papagaio” refere-se a uma característica muito comum após os 40 anos: a formação de osteófitos na coluna vertebral. Tais osteófitos surgem no contorno externo dos discos intervertebrais e decorrem da degeneração do platô vertebral e do anel fibroso do disco intervertebral, como também da inflamação local e sistêmica e da deposição de íons de cálcio nas áreas inflamadas. É considerada uma formação comum em tipos avançados de osteoartrite.

Portanto, os bicos de papagaio nada mais são do que saliências ósseas formadas ao redor do disco intervertebral, que fazem parte da própria defesa do organismo e são visíveis no exame de raio X simples da coluna.

Essa doença é hoje considerada um problema crescente de saúde pública no mundo todo, tudo devido ao aumento da expectativa de vida. Hoje, a osteoartrite afeta mais da metade da população com mais de 65 anos. Essa é uma doença degenerativa que causa uma inflamação considerada de “baixo grau” nas cartilagens e membranas que a recobrem, resultando na perda da estrutura das articulações e com isso a deterioração progressiva da função dessas estruturas.

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Causas

Pode-se, de certa forma e até certo ponto, encarar os osteófitos como parte do processo de envelhecimento do indivíduo. Sendo assim, as causas dos bicos de papagaio, na grande maioria dos casos, estão relacionadas aos principais aspectos que levam ao envelhecimento:

Outras causas menos comuns dos bicos de papagaio estão associadas a fatores genéticos, como a espondilite anquilosante e doenças autoimunes (processos que envolvem a produção de reação imunológica contra tecidos do próprio indivíduo):

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Doenças infecciosas de longo curso, como a tuberculose e a sarcoidose, também podem se manifestar com osteofitose marginal da coluna, bem como alguns tumores de crescimento lento tanto benignos como malignos podem cursar com tais alterações.

Sintomas

Sintomas de Bico de papagaio

O principal sintoma do bico de papagaio é a dor que decorre do processo inflamatório deflagrado pelo envelhecimento precoce do organismo.

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Porém, à medida que a doença avança, novos sintomas surgem como a claudicação neurogênica caracterizada pela dificuldade de caminhar, referida pelo paciente como um quadro doloroso nas pernas, e pela necessidade de sentar-se para aliviar a dor. Tais sintomas decorrem do estreitamento do canal vertebral ósseo pelos osteófitos marginais e recebem o nome de estenose do canal lombar.

Há outros tipos de claudicação, como a claudicação intermitente (sensação de cãibra nas pernas), mas essa tem causa vascular e é típica dos pacientes diabéticos.

Nos casos mais graves, pode surgir a parestesia, que é a perda da sensibilidade dos membros inferiores (no caso da doença lombar), ou a paresia, que é a perda do movimento dos membros inferiores. Caso não seja cuidada inicialmente, a doença pode evoluir para um quadro de paraplegia com ausência de sensibilidade e força nos membros inferiores.

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Buscando ajuda médica

Faz parte de um consenso entre especialistas em coluna vertebral que quadros dolorosos que “travam a coluna vertebral” nos jovens merecem ser investigados laboratorialmente somente após 4 semanas de dor. Salientando que, nesse período inicial, as medidas paliativas, como os anti-inflamatórios e analgésicos, seriam indicadas como tratamento durante alguns dias (3 a 5 dias). Já o mesmo raciocínio não vale para pacientes sabidamente com problemas crônicos na coluna de mais de um mês de evolução.

Entretanto, uma boa anamnese e um bom exame físico que pontue e classifique quais os principais pontos de fragilidade na coluna do paciente são indispensáveis desde a primeira consulta ao médico. E, se necessário, exames de imagem devem ser solicitados, a fim de esclarecer problema.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Dentre os especialistas que você pode consultar para encontrar a razão do bico de papagaio estão:

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Diagnóstico de Bico de papagaio

Nem sempre o problema da “dor nas costas” está na coluna do paciente. Em cerca de 6% dos casos, a dor é provocada pelas seguintes causas:

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São situações em que existe risco de morte e, se é esse o caso, não desejaríamos a ninguém estar num consultório de fisioterapia, aprendendo manobras de fortalecimento muscular e analgesia, sem passar antes em um médico especialista.

Portanto, uma boa avaliação médica no início do problema é extremamente necessária e eficaz para detectar e tratar tais problemas. Assim, é importante ficar alerta quanto ao aparecimento de algum sintoma e procurar ajuda médica prontamente.

Exames

Quando o paciente é “rotulado” como portador de lombalgia e bicos de papagaio, podemos solicitar exames de imagem como:

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Tratamento e Cuidados

Tratamento de Bico de papagaio

Eventuais tratamentos necessários vão depender do grau de acometimento do paciente pela osteoartrose (nos casos dos bicos de papagaio), se há ou não envolvimento da(s) raiz(es) nervosa(s) - como nas hérnias de disco duras e nas estenoses de canal lombar -, a presença de reumatismos, problemas endócrinos, da tiroide, gônadas, do pâncreas e rins, contaminações exógenas, alergias alimentares, problemas musculares e posturais e até ocupacionais.

Hoje a osteoartrite e os bicos de papagaio são tratados, essencialmente, como uso de anti-inflamatórios e de estimulantes da produção de matriz de cartilagem.

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Na maioria dos casos, as medidas terapêuticas devem evoluir de medidas menos invasivas e integrativas, como a fisioterapia, a acupuntura, a homotoxicologia, a homeopatia e a ozonioterapia medicinal, para medidas como as cirurgias minimamente invasivas, tratamento com laser e radiofrequência, terapias endoscópicas ou mesmo as artrodeses, em último caso.

Uma minoria de casos necessita de cirurgia imediata: naqueles em que se instalam rapidamente sinais neurológicos, como a síndrome da cauda equina (que se caracteriza pela perda repentina da sensibilidade perineal, do controle esfincteriano e na perda de movimentos dos membros inferiores e em algumas fraturas instáveis). Dentro dessa filosofia, é essencial a confiança mútua entre médico e paciente, sendo melhor esgotar as possibilidades de tratamento clínico, realizadas no consultório ortopédico, sob a supervisão de um ortopedista e de um fisioterapeuta.

Prevenção

Prevenção

Prevenir o aparecimento dos bicos de papagaio e a osteoartrose da coluna vertebral é um processo que passa pela reeducação e pela aquisição de novos conceitos:

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A chave do sucesso nessa empreitada não é uma receita de bolo, não é uma modalidade de fisioterapia e nem uma técnica cirúrgica específica. É preciso, antes de tudo, identificar fatores agravantes para cada caso e adotar medidas compatíveis, a fim de conduzir uma abordagem médica efetiva.

Referências

Maurício Marteleto, ortopedista (CRM 72348).