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Olho de peixe: o que é, sintomas e como tirar da maneira certa

O que é Olho de peixe?

Olho de peixe, também conhecido como verrugas plantares, são lesões benignas (porém dolorosas) que surgem na planta dos pés e têm formato arredondado, coloração geralmente amarelada e, em alguns casos, pontos escuros no centro, além de serem ásperas e duras.

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Causas

“O olho de peixe é uma infecção causada pelo contato com o vírus HPV (sigla em inglês para papilomavírus humano) - mais especificamente dos subtipos 1, 4 e 63, responsáveis por causar verrugas nos pés”, explica Fernanda Nichelle, dermatologista e especialista em estética médica (RS).

Se o coração acelerou ao ler “HPV”, calma: apesar do nome do vírus ser o mesmo, os subtipos que causam o olho de peixe são diferentes daqueles que causam câncer de colo do útero, por exemplo.

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Fatores de risco

Pacientes com baixa imunidade são os mais vulneráveis ao aparecimento do olho de peixe. “Isso explica por que as crianças, que têm o sistema imunológico mais frágil, são as mais afetadas pelo problema”, justifica Ana Célia Xavier, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo (SP).

Além de incomodar os pequenos, essas lesões também são comuns em pacientes imunossuprimidos (como portadores de doenças autoimunes) e pessoas estressadas e emocionalmente instáveis - fatores que também sensibilizam o organismo.

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Olho de peixe é contagioso?

A resposta é sim! Sua transmissão pode ocorrer ao pisar descalço(a) em superfícies de ambientes quentes e úmidos que estejam infectados, como beiras de piscina e chuveiros de academias e clubes, onde o vírus costuma se abrigar. O uso de chinelos contaminados são igualmente um risco.

Vale frisar que o vírus precisa de uma porta de entrada para “invadir” o organismo. Pequenos ferimentos, rachaduras e outras fragilidades nos pés, são, portanto, a deixa para isso acontecer.

É preciso, ainda, ser cauteloso(a) para que as verrugas não se espalhem para outras partes. Por serem virais, há o risco de uma única lesão, quando cutucada, gerar outras. “No entanto, vale lembrar que o desenvolvimento delas depende do sistema imunológico da pessoa”, avisa Gabriella Albuquerque, dermatologista (RJ).

Sintomas de Olho de peixe

Os principais sintomas do olho de peixe incluem:

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Buscando ajuda médica

De acordo com a dermatologista Ana Célia Xavier, o(a) paciente deve procurar o médico sempre que a lesão se tornar perceptível, dolorosa e progressivamente maior.

Apesar de não ser uma urgência médica, o olho de peixe exige tratamento. Ignorar o quadro facilita a proliferação das verrugas no próprio corpo, dificultando a cura, além de ser doloroso e aumentar o risco de contaminação em outras pessoas.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar o olho de peixe são:

Não se esqueça de anotar todas as suas dúvidas - começando pela mais importante - e levá-las para a consulta. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar.

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Diagnóstico de Olho de peixe

O diagnóstico do olho de peixe é essencialmente clínico. “Como recurso adicional pode ser usado o dermatoscópio, aparelho com lente de aumento que permite a visualização de pequenos vasinhos presentes no olho de peixe, chamados capilares”, completa Mariana Dias Batista, dermatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo (SP).

Um ponto de atenção é que o olho de peixe pode ser confundido com calosidades e até lesões melanocíticas (causadas pelo câncer melanoma) - daí a importância de um diagnóstico preciso para que o médico decida a abordagem correta.

Tratamento de Olho de peixe

São diversas as possibilidades de tratamento para olho de peixe, que variam de acordo com a gravidade e profundidade da verruga. No entanto, todos têm como objetivo a destruição da lesão.

No consultório

Entre os procedimentos mais comuns está a cauterização química, “que consiste na aplicação de ácido nítrico fumegante na região do olho de peixe para queimar a verruga”, como explica Ana Paula Soares, também dermatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo (SP).

Outra possibilidade é a eletrocauterização, em que utiliza-se uma espécie de bisturi elétrico para destruir o tecido da lesão. “Ela é parcialmente removida e sua base é cauterizada após anestesia local”, explica Mariana Dias. O procedimento costuma deixar uma ferida, e o(a) paciente deve fazer curativos em casa até que cicatrize. “Um ponto negativo da eletrocauterização é a dor causada pela anestesia e o fato de que o olho de peixe pode voltar”, pondera Ana Paula Soares.

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Já na crioterapia, o médico aplica na lesão o nitrogênio líquido - um jato gelado a -196,8ºC que congela e reduz a atividade da verruga, resultando na destruição do olho de peixe. O médico também pode anestesiar a região para evitar dores durante a aplicação.

Em casa

O tratamento com géis ou cremes à base de ácido salicílico pode ser recomendado pelo médico para promover uma esfoliação química que remove camadas da verruga. De acordo com Ana Paula Soares, o ideal é lixar cuidadosamente a verruga antes de aplicar a substância - assim como proteger a pele sã ao redor para não irritá-la.

“O(a) paciente geralmente aplica três vezes por semana à noite e oclui a lesão com esparadrapo. Esse tratamento domiciliar dura um tempo relativamente mais longo, entre quatro e cinco semanas até resolver o problema”, afirma Mariana Dias. Manter o acompanhamento médico durante esse período é imprescindível, combinado?

Outro tratamento caseiro muito comentado na internet é o uso de aspirina infantil sobre o olho de peixe na hora de dormir. Mas a dermatologista Ana Paula Soares definitivamente não recomenda essa prática: “O ácido acetilsalicílico (substância ativa da aspirina) é diferente do ácido salicílico indicado para tratar olho de peixe. Não há nenhuma comprovação científica de que isso funcione”, alerta a médica.

Olho de peixe tem cura?

Pode respirar aliviado(a): o olho de peixe tem cura, sim - mas é preciso paciência, pois o tempo para resolver o problema pode variar muito para cada pessoa, além de depender do tipo de tratamento realizado (há aqueles mais agressivos, outros nem tanto…). E existem lesões que podem ser mais resistentes mesmo, exigindo um tempo maior de cuidado.

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Complicações possíveis

Quando o olho de peixe não é tratado corretamente, há o risco de a lesão atingir um tamanho muito grande e o vírus se proliferar, contaminando outras áreas que podem desenvolver novas verrugas. Além disso, o tratamento incorreto pode resultar em cicatrizes e infecções na planta dos pés.

Convivendo/ Prognóstico

“Para aliviar o desconforto e a dor causados pelo olho de peixe, procure usar palmilhas e sapatos confortáveis que não pressionem a lesão”, orienta Fernanda Nichelle.

Perguntas frequentes

Pode tentar tirar o olho de peixe em casa?

Por mais que pareça tentador, resista bravamente e não faça isso! Remover a verruga (seja com as próprias mãos ou com alicates e agulhas, por exemplo) ou apenas cutucá-la com os dedos pode provocar sangramento, dor e traumas locais, causando infecções que agravam o caso.

Prevenção

Algumas medidas podem ajudar a evitar o olho de peixe. Segundo a dermatologista Fernanda Nichelle, as principais são:

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Referências

Mariana Dias Batista, dermatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SP)

Ana Célia Xavier, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo e da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SP)

Fernanda Nichelle, dermatologista, especialista em estética médica e membro da International Society of Dermatology (RS)

Gabriella Albuquerque, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (RJ)

Ana Paula Soares, dermatologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo

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Sociedade Brasileira de Dermatologia. Disponível em http://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/verrugas/20/