Conheça as sete lutas que influenciam o MMA

O esporte exige muito treino para desenvolver uso da força e agilidade

POR ANA PAULA DE ARAUJO - ATUALIZADO EM 31/08/2015

MMA (Mixed Martial Arts, do inglês) deixou de ser um punhado de letras ou assunto de quem não sai da academia ou pratica lutas marciais. A atividade, que desenvolve o corpo e queima calorias adoidado (são mil calorias, no mínimo, perdidas a cada hora e meia) caiu nas graças de quem acompanha campeonatos esportivos e atrai cada vez mais praticantes - realidade bem diferente da época em que Carlos Gracie, um dos fundadores do jiu-jitsu brasileiro, propôs um desafio a representantes de várias lutas: provar qual delas era mais eficiente.

"No começo, não tínhamos muitas regras e o esporte era chamado de vale-tudo. Dos anos 1930 para cá, a atividade foi evoluindo até chegar ao MMA que se conhece hoje", afirma Diogo Souza, coordenador de MMA da Team Nogueira Academia, no Rio de Janeiro. "O estilo atual une várias artes marciais, é modulado por regras e preserva a integridade física do atleta." De cada modalidade, o MMA tirou uma característica. "Quanto mais modalidades um lutador estudar, melhor será seu desempenho", diz Gregor Gracie, lutador de MMA e treinador de jiu-jitsu da academia Rolls Gracie, em Nova York. A seguir, saiba o que essa luta pegou emprestado de cada modalidade.

Judô

Influência: derrubada do adversário

Para projetar seu oponente ao solo com eficiência, o MMA adaptou técnicas do judô. "É muito bom para o atleta de MMA saber judô, pois nas lutas é comum um atleta agarrar o outro ainda de pé, o que chamamos de clinch", afirma Gracie. Isso acontece por meio de duas alavancas: enquanto uma parte do corpo puxa o adversário, a outra empurra - por exemplo, o lutador puxa seu adversário com o braço e o empurra com a perna.