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Exercícios auxiliam na recuperação e otimizam emagrecimento após a cirurgia bariátrica

Atividade física previne perda de massa muscular e acelera a perda de peso

Por Manuela Pagan - publicado em 03/07/2013


 Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o número de cirurgias bariátricas no Brasil passou de 16.000, em 2003, para 60.000, em 2010. Com a popularização da cirurgia como método de emagrecimento, os cuidados posteriores a ela se tornaram cada vez mais importantes. Um dos principais motivos é a debilitação física consequente à mudança da anatomia.

"Nos primeiros três meses após a cirurgia ocorre perda de peso de forma rápida, o que pode ocasionar algumas debilidades se o paciente não for corretamente suplementado com vitaminas, minerais e proteínas", explica o cirurgião do aparelho digestivo Almino Ramos, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Além disso, um programa adequado de atividades físicas também é fundamental para que não haja perda da massa magra. Em adição, estudos recentes vêm demonstrando que a atividade física pode otimizar a perda de peso após a cirurgia bariátrica. Um deles, realizado na Monash University, na Austrália, revisou outros 15 estudos que falavam sobre o assunto. Os pesquisadores chegaram à conclusão que o exercício físico estava associado com uma perda de peso maior - em média de 3,6 Kg - após a cirurgia de redução do estômago em comparação com o sedentarismo.

Para quem vai se submeter à cirurgia bariátrica, preparamos um guia com as atividades que você deve iniciar ainda no hospital até as mais avançadas, no momento em que a reabilitação se transforma em um estilo de vida mais saudável. Siga, emagreça e de quebra melhore a sua aptidão física.

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Exercícios circulatórios - foto: Getty Images

Exercícios circulatórios

"As atividades de estímulo à circulação são importantes desde o momento da cirurgia, com o uso de meias apropriadas e compressores intermitentes de membros inferiores", explica Almino Ramos. As técnicas que podem ajudar é a movimentação dos pés e mãos e a caminhada, logo que possível. "A mobilização precoce é uma importante aliada na melhora da circulação - trombose e embolia pulmonar são complicações graves que podem e devem ser evitadas".

Exercícios respiratórios - foto: Getty Images

Exercícios respiratórios

O candidato à cirurgia bariátrica deve iniciar os exercícios respiratórios antes mesmo da cirurgia. No pós-operatório ele continua fazendo os exercícios no hospital, junto com o fisioterapeuta. É a chamada cinesioterapia respiratória. Eles são feitos com padrão respiratório e exercícios que envolvam os membros superiores e até aparelhos que estimulem a respiração profunda. "Tudo isso melhora a expansão pulmonar, o padrão respiratório e a troca gasosa, evitando complicações respiratórias", explica a fisioterapeuta Juliana Franzotti, coordenadora executiva de fisioterapia da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.

Até 30 dias depois da cirurgia as chances dessas complicações, como pneumonias, são maiores. Isso porque a alteração dos volumes e capacidades respiratórias normalmente volta ao normal cerca de 30 dias após a cirurgia.

Paciente no hospital - foto: Getty Images

Caminhadas leves

Depois de duas a três horas da chegada do paciente no quarto ele já deve começar as caminhadas. "Ele deve sentar na beira do leito - com acompanhamento - e pode caminhar se os sinais vitais estiveram normais (frequência cardíaca, pressão arterial, pressão arterial, saturação de oxigênio e frequência respiratória)", explica Juliana Franzotti. "Essa mobilização precoce ajuda a diminuir a dor abdominal, pois aumenta o peristaltismo, mobilizando os gases que são injetados durante a cirurgia e melhorando a função intestinal". A caminhada deve ser feita de uma em uma hora.

Exercício físico - foto: Getty Images

Adotando um estilo de vida mais ativo

 Depois que começa a andar e fazer exercícios com acompanhamento do fisioterapeuta, o paciente segue se exercitando. "Com cerca de 30 dias de pós-operatório, é feita a passagem da reabilitação para um modo de vida mais ativo", explica a fisioterapeuta Juliana. "É feito o contato do fisioterapeuta com o educador físico para continuar o combate a perda de massa muscular e as consequentes flacidez, fraqueza e alterações posturais".

Musculação - foto: Getty Images

Na academia

Essa é a hora de uma avaliação: se não houver contraindicações, o paciente já pode ir para a academia e fazer um treino misto, que inclua musculação e exercícios aeróbicos. A fisioterapeuta Juliana Franzotti explica que a musculação, ou outro exercício que fortaleça a musculatura, é fundamental, pois previne a perda excessiva de massa muscular que pode acontecer em casos de emagrecimento acelerado. Além disso, essa atividade pode ajudar até a reduzir o excesso de pele e flacidez. No entanto, essa vantagem depende do biótipo individual e pode não acontecer. Vale uma conversa com a equipe multidisciplinar para definir as possíveis expectativas e o direcionamento do treino.

A fisioterapeuta enfatiza ainda a importância do acompanhamento nutricional e da suplementação alimentar. "Sem a suplementação, o corpo não terá o 'material' necessário para a construção dos músculos".

Atenção: o exercício abdominal pode causar aumento da pressão abdominal, por isso, muitas equipes médicas só o recomendam após 60 dias da cirurgia.

Fisioterapia - foto: Getty Images

Conseguindo consciência corporal e boa postura

Uma mudança corporal, como o emagrecimento, também muda a postura, o centro de gravidade e a consciência corporal. "Depois de mais ou menos um mês da cirurgia, o paciente já pode começar a fazer fisioterapia, RPG ou pilates", recomenda a fisioterapeuta Juliana. "No primeiro mês haverá uma perda de peso muito pronunciada: a cada quilo que o paciente emagrece ele vai ter uma alteração do centro da gravidade, da postura e da consciência corporal", explica. "Por isso, é interessante esperar um mês de emagrecimento para começar a fazer essa adaptação".

Bicicleta ergométrica - foto: Getty Images

Ajuste do treino

Essa avaliação deve ser feita em conjunto pelo fisioterapeuta e pelo nutricionista. A bioimpedância é um exame capaz de detectar as quantidades de massa muscular, de água e gordura no corpo. Esses dois profissionais, ao lançarem mão desse exame, podem avaliar que tipo de matéria orgânica o paciente está perdendo e adaptar a alimentação, a suplementação e o treino para corrigir perdas de músculos, por exemplo.

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