Alopecia areata: sintomas, tratamentos e causas

REVISADO POR
Dr. Tiago Silveira Lima
Dermatologia - CRM 863971/RJ
especialista minha vida

Visão Geral

O que é Alopecia areata?

Sinônimos: alopecia totalis, alopecia universalis

A alopecia areata é uma condição caracterizada pela perda de cabelo ou de pelos em áreas arredondadas ou ovais do couro cabeludo ou de outras partes do corpo, comumente chamada de “peladeira”. Em alguns casos, pode haver perda total de todos os pelos do corpo, inclusive cílios. Esse problema é comum em cerca de 1 a 2% da população.

Causas

A causa da alopecia areata não é totalmente conhecida, mas sabe-se que é uma condição autoimune, em que o sistema imunológico ataca e destrói tecido corporal sadio por engano. Nesse caso, o alvo do ataque são estruturas que formarão o pelo.

Fatores de risco

Cerca de uma em cada cinco pessoas com alopecia areata apresenta histórico familiar da doença. Ela costuma acontecer com qualquer pessoa, independentemente do gênero e da idade, e parece estar diretamente relacionada a algum evento importante, como trauma, doença ou gravidez. Alta carga de estresse no dia a dia também podem favorecer a ocorrência desse tipo de alopecia. É uma das doenças de pele mais relacionadas com aspectos psicológicos do paciente.

Sintomas

Sintomas de Alopecia areata

Apesar de ser caracterizada pela perda de cabelo, este é apenas um sintoma da alopecia areata. Algumas pessoas também podem sentir uma sensação de queimação ou coceira na região em que houve a queda. A alopecia areata é mais frequentemente observada no couro cabeludo, mas também pode ocorrer na barba, sobrancelhas, braços e pernas.

Os pontos onde houve a queda de cabelo são lisos e arredondados. Pode haver uma coloração rósea também na região.

Pode haver também alterações nas unhas: pequenas alterações no relevo da superfície da unha, com aspecto de “furinhos”, chamados depitting.

Há também a possibilidade de associação com outras doenças auto-imune, como lúpus, vitiligo e tireoidite.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

O especialista que diagnostica a alopecia areata é o dermatologista, mas outros especialista podem tratar os pacientes com alopecia areataem conjunto: endocrinologista (nos casos de doenças da tireoide associadas) e psicólogo e psiquiatra (nos quadros com alteração emocional).

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando você notou a queda de cabelos?
  • Você sente outros sintomas? Quais?
  • Você passou por algum estresse muito grande recentemente?
  • Você foi diagnosticado com alguma outra condição de saúde recentemente? Qual? Está fazendo tratamento?.

Diagnóstico de Alopecia areata

O diagnóstico pode ser feito pela simples aparência das áreas em que houve queda de cabelo, associado a um exame rápido e indolor chamado tricoscopia, realizado por dermatologistas, que facilita muito o diagnóstico. Em certos casos há necessidade de fazer biópsia da pele afetada para descartar outras possíveis causas.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Alopecia areata

Se a perda de cabelo não for total, o cabelo pode crescer novamente dentro de alguns meses, sem tratamento. No entanto, o tratamento é recomendado em quase sempre todos os casos, pois geralmente a região em que ocorre queda não costuma mais nascer cabelo.

No entanto, mesmo no caso de perda de cabelos mais intensa, não está claro o quanto o tratamento pode ajudar a mudar o curso da situação.

Os tratamentos comuns e que estão disponíveis incluem:

  • Injeção de esteroides sob a superfície da pele
  • Medicamentos aplicados à pele
  • Terapia com luz ultravioleta
  • Medicação administradas por via oral (pela boca).

Medicamentos para Alopecia areata

Os medicamentos mais usados para o tratamento de alopecia areata são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Enquanto o tratamento está em curso, o paciente pode optar por disfarçar o problema usando uma peruca ou um chapéu.

Expectativas

É comum a recuperação total dos cabelos, embora isso possa levar algum tempo, dependendo do paciente. No entanto, algumas pessoas também podem ter um resultado ruim, principalmente quando a pessoa afetada for jovem ou apresentar dermatite atópica e perda total de cabelos do couro cabeludo ou de pelos do corpo.

Além disso, se o tratamento não surtir efeito ao longo de muito tempo, pode ser ainda mais difícil para a recuperação.

Prevenção

Prevenção

Evitar o estresse do dia a dia pode ser uma forma de prevenir alopecia areata, embora não se saiba exatamente até que ponto isso possa estar relacionado à sua ocorrência.

Fontes e referências

  • Revisado por: Tiago Silveira Lima, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (CRM: 863971/RJ)
  • Clínica Mayo – organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos que reúne conteúdos sobre doenças, sintomas, exames médicos, medicamentos, entre outros.
  • Sociedade Brasileira de Dermatologia – instituição que atua na promoção de ensino e pesquisa nas áreas de dermatologia clínica, cirúrgica, oncológica, cosmiátrica e hansenologia.
  • Academia Americana de Dermatologia - órgão que representa dermatologistas dos Estados Unidos e outros países da America, além de promover assistência ao paciente através da educação e pesquisa na área.
  • Fundação Nacional de Alopecia Areata (EUA) - organização sem fins lucrativos que serve à comunidade de pessoas afetadas pela doença