Vacina Poliomielite

Imunização previne paralisia parcial e total

O que é a vacina contra a poliomielite

A Vacina contra Poliomielite é obrigatória e indicada para a prevenção da poliomielite. É produzida a partir de vírus vivos atenuados em cultura de células derivadas especialmente de tecido renal de macacos da espécie Cercopthecos aethiops. Contém os três tipos de poliovírus atenuados (tipos I, II e III).

Contém, além disso, conservantes (antibióticos) e termoestabilizador (por exemplo cloreto de magnésio e aminoácidos ou sacarose). É apresentada sob a forma líquida, habitualmente em um conjunto de frasco, aplicador e tampa rosqueável moldados em plástico maleável e resistente, contendo 20 ou 25 doses.

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Variações

Vacina inativada do tipo Salk (VIP).

Doença que a vacina previne

A poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. É causada pela infecção pelo poliovírus. O vírus se espalha por contato direto pessoa a pessoa, por contato com muco, catarro ou fezes infectadas. O vírus entra através da boca e do nariz e se multiplica na garganta e no trato intestinal, sendo absorvido e espalhado pelo sangue e pelo sistema linfático. O período da infecção pelo vírus, até que surjam os sintomas da doença (incubação), varia de 5 a 35 dias (em média de 7 a 14 dias).


Indicações da vacina contra a poliomielite

A vacinação de rotina é recomendada a partir dos dois meses de idade. Situações epidemiológicas especiais podem indicar a vacinação a partir do nascimento da criança. Em campanhas maciças, a vacina é administrada nas crianças com menos de cinco anos de idade, independente do estado vacinal prévio.

Grávida pode tomar?

Não há indicação desta vacina para mulheres gestantes.

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Doses necessárias

Esquema em vacinação de rotina: três doses a partir dos dois meses de idade, obedecendo a um intervalo de 60 dias entre as vacinações. Ou seja, ela é dada aos dois, quatro e seis meses de idade do bebê. Um primeiro reforço deve ser aplicado entre os 15 e os 18 meses e depois aos quatro anos de idade. Além disso, ela pode ser tomada anualmente nas campanhas de vacinação até os quatro anos de idade.

No entanto, enquanto as duas primeiras doses da vacina são injetáveis, a terceira passa a ser oral.

Administração da vacina contra a poliomielite

A vacina contra poliomielite deve ser administrada por via injetável e oral apenas na terceira dose, dada aos 6 meses de idade. Cada dose oral corresponde a duas gotas, que equivalem a 0,1ml, ou de acordo com as especificações de cada fabricante.

Contraindicações da vacina contra a poliomielite

Não existem contraindicações absolutas para a aplicação de vacina contra poliomielite. Entretanto, nos casos descritos abaixo, a criança deverá ser encaminhada aos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais para receberem a vacina inativada do tipo Salk:

- Crianças imunodeprimidas (com deficiência imunológica congênita ou adquirida) não-vacinadas ou que receberam esquema incompleto de vacinação contra poliomielite;

- Crianças que estejam em contato domiciliar com pessoa imunodeficiente suscetível e que necessitem receber vacina contra poliomielite;

-Pessoas submetidas a transplante de medula óssea.

As crianças com aids devem receber a VIP; quando não disponível esta vacina, deve-se utilizar a VOP; as crianças assintomáticas com infecção pelo HIV podem receber a VOP.

Efeitos adversos possíveis da vacina contra a poliomielite

Respeitadas as contraindicações, a vacina oral contra poliomielite tem segurança bem estabelecida. No entanto, podem ocorrer de quatro a 40 dias após a vacinação acidentes pós-vacinais, as paralisias flácidas, na proporção de um caso em cada 2.390.000 primeiras doses e um caso para 13 milhões do total de doses aplicadas. Da segunda dose em diante as paralisias pós-vacinais são ainda mais raras.

Onde encontrar a vacina contra a poliomielite

A vacina está disponível apenas na rede publica.

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Perguntas frequentes

Existem exames que podem identificar se estamos imunizados?
Vacinas de patógenos vivos, que podem causar a doença, conseguem sim ser identificadas por meio de exames de sangue - mas isso não tem relevância no ponto de vista médico. Isso porque a única forma de comprovar que uma pessoa está vacinada ou não é pela apresentação do registro na carteirinha. O Ministério da Saúde só considera vacina válida aquela em que o registro foi credenciado corretamente por uma corporação autorizada.

Posso atualizar minha carteirinha de vacinação em qualquer idade?
Não só pode, como deve. Embora o ideal seja seguir o calendário de vacinação e se imunizar nas idades recomendadas, é importante tomar as vacinas que estão atrasadas. Entretanto, essa regra só vale para vacinas que continuam sendo recomendadas na idade adulta, como hepatite B, tétano, coqueluche e difteria. Até mesmo doenças clássicas da infância, como caxumba, sarampo e rubéola, continuam tendo recomendação da vacina para adultos e precisam ser tomadas. Entretanto, vacinas que você deveria ter tomado durante a infância somente, e que perdem a recomendação para adultos, pois o risco da doença não existe mais, não precisam ser tomadas. Um exemplo é o rotavírus, uma doença que é muito grave na infância e deve ser vacinada no período, mas que para os adultos não causa impacto além de cômodo, perdendo a necessidade da vacinação.

Se eu não me lembro de ter tomado a vacina, posso ir ao posto e repetir a dose?
Sim. A melhor medida a fazer nesses casos é conferir a carteirinha de vacinação. Mas se você a perdeu por algum motivo, ou então achou que estava vacinado, mas não consta no registro, o melhor a fazer é se vacinar, ainda que repetidamente.

Se eu tomei a vacina combinada, preciso tomar a mesma individualmente?
Vacinas combinadas, como a tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche), a MMR (caxumba, sarampo e rubéola) e a pentavalente (tríplice mais o haemophilus e a hepatite B), são um conjunto de diversas vacinas em uma só, como o próprio nome diz. Ao tomá-la, você já está adequadamente imunizado para todas as doenças listadas na vacina, não precisando se vacinar para uma doença isoladamente - um exemplo seria tomar a tríplice viral e depois uma vacina apenas de tétano. "No entanto, você pode ser solicitado a tomar novamente a vacina isoladamente em caso de necessidade de reforço por tempo ou exposição a um dos patógenos em particular, como uma epidemia de sarampo", afirma o clínico geral Eduardo.

Posso tomar as vacinas antes do tempo determinado?
Não, as idades mínimas devem ser respeitadas. Provavelmente não há nenhum risco de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos de segurança para aquela faixa etária, além de não haver indicação da vacina. As indicações etárias levam em conta a recomendação epidemiológica, ou seja, o período da vida no qual você corre mais risco de sofrer aquela doença ou suas complicações. Por isso que algumas vacinas da infância não precisam mais ser ministradas em adultos, pois o período de risco já passou. A lógica é a mesma para vacinas ministradas apenas em adultos. "Um exemplo é a tríplice viral (difteria, tétano e coqueluche), que o sistema imune imaturo da criança pode não ser suficiente para conter os vírus vivos, e a criança pode ficar severamente doente", afirma o clínico geral Eduardo Finger.

Posso atualizar toda a carteirinha de vacinação de uma vez?
Se você for uma pessoa saudável, que não estiver com o sistema imune debilitado, não há qualquer impedimento. O único problema é o desconforto de ser vacinado várias vezes seguidamente. Há também aquelas vacinas que são separadas em doses, e o ideal é que essas sejam respeitadas, para que a resposta do sistema imune seja duradoura.

Pessoas com alergia a alguma vacina não poderão tomá-la nunca mais?
No geral, é muito difícil uma pessoa ser alérgica à vacina em si, mas a outros elementos que estão dentro dela. As contraindicações existem somente para pessoas que já sofreram um choque anafilático nos seguintes casos: para anafilaxias por ovo é contraindicada as vacinas de sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela, pois esses vírus vivos são cultivados no alimento antes de irem para a vacina; em casos de anafilaxias por mercúrio são contraindicadas as vacinas com esse elemento, no geral as ministradas pelo SUS; e quem já teve choque anafilático por látex deve se informar sobre as vacinas em seu local de vacinação padrão, pois algumas podem conter resquícios da substância.

Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?
Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente.

Fontes:

Ministério da Saúde

Clínico geral Eduardo Finger (CRM: SP72161), coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos.

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