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Como evitar que nosso humor seja tão afetado por fatores externos?

Aprenda a criar uma maior autonomia emocional, dominando as próprias emoções e respeitando a si mesmo

A vida é imprevisível, e fazemos o nosso melhor para garantir que ela nos traga resultados positivos. Entretanto, na maioria das vezes, não podemos ter controle sobre o mundo que nos cerca. Por este motivo, podemos sentir que todas as nossas emoções são construídas pelos fatores externos, e acabamos não enxergando a força que temos para dominar nosso humor.

Para reencontrar este poder em nós mesmos, é preciso construir um "filtro" psicológico, para absorver nossas vivências de maneira positiva, sempre buscando aprender algo com elas.

Entendendo a volatilidade de nosso humor

A psicóloga Adriana de Araújo explica que quem não tem o centro em si recebe informações externas como gatilhos para disparar emoções negativas. A falta de autoconhecimento faz com que o mundo a nossa volta arquitete os moldes de nossa personalidade, e desta forma, podemos nos tornar produtos de nossas frustrações.

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Quando temos confiança em quem somos, conseguimos diferenciar as emoções que nos pertencem, e os sentimentos que a sociedade nos oferece. Porém, não são apenas situações complexas que podem guiar o nosso humor. Detalhes como a chuva ou um dia nublado também podem alterar os rumos de nosso dia.

Para a psicóloga, isto acontece porque, ao vivenciarmos algo ruim, a sensação que adquirimos com a experiência permanece em nosso subconsciente. Então, quando o fato se repete, a emoção negativa é despertada novamente em nosso cérebro, nos deixando tristes. É uma questão de memorização emocional, e isto nos coloca também em ciclos viciosos que prejudicam nosso bem estar.

Podemos ser vítimas de um ciclo criado por memorização de experiências negativas em quaisquer situações. Por exemplo, ao termos um conflito com uma pessoa, é comum que, ao vê-la novamente, surja uma sensação de desconforto, passando até mesmo a evitá-la no contexto social em que vivemos. Ter contato com alguns indivíduos pode até mesmo prejudicar o restante do dia de alguns.

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Para solucionar estes e problemas semelhantes, podemos conhecer e respeitar o nosso espaço pessoal, e a realidade alheia. Esforce-se para entender a realidade do próximo, buscando um equilíbrio entre seus valores e as ideologias do próximo. Desta forma, é possível realinhar nossas expectativas frente às pessoas, nos resguardando de possíveis frustrações e desapontamentos.

Para a psicóloga, a empatia também pode nos tornar submissos às emoções alheias. Na tentativa de acolhermos o próximo, acabamos absorvendo seus padrões de comportamento.

Reflexões internas para ter um humor mais autônomo

"Uma das características da maturidade é saber conviver com a dor do outro sem ser atingido", explica Adriana. Criar esta barreira não significa que você deva evitar ter contato com o sofrimento alheio, e nem que é necessário excluir-se do acolhimento social. Entretanto, colocar-se no lugar dos outros pede limites.

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"Sofrer junto não é a melhor forma de empatia", afirma a especialista. Esta pode ser uma tarefa complexa para pessoas mais "sensíveis", que tendem a absorver o humor de todos ao seu redor. Entretanto, é necessário entender que você pode estar ao lado das pessoas que quer ajudar, sem necessariamente mergulhar nos sentimentos delas.

Além disso, também há pessoas e situações que exercem uma influência negativa em nossas rotinas. Não é possível ter uma barreira definitiva para não sermos atingidos pelas adversidades, entretanto, ao sermos "senhores de nós mesmos", criamos estratégias para saber diferenciar o que pertence ou não a quem somos.

Ferramentas práticas para ter um humor mais autônomo

Para solucionar as bases comportamentais de um humor dependente do ambiente externo, Adriana de Araújo aconselha a criação de uma lista de gatilhos. Escreva fatores externos que lhe causem sensações negativas, e procure mudar as consequências emocionais que determinados acontecimentos têm em sua mente. Quebre padrões e ressignifique a negatividade em sua vida.

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Um exemplo simples e prático é a melancolia que a falta de sol causa em algumas pessoas. Inclusive, existem até mesmo razões hormonais para que isto aconteça e você pode entender mais sobre a relação entre os dias frios e o humor clicando aqui. Entretanto, podemos refletir sobre o que determinados cenários podem nos oferecer de positivo, como a possibilidade de valorizarmos pequenos detalhes da rotina, que envolvem assistir a um filme debaixo das cobertas ou dormir com os sons da chuva que podem nos trazer tranquilidade. O foco no positivo ressignifica nossas vidas.

Nas relações interpessoais, devemos aprender a dizer "não", sempre respeitando os nossos limites. Por mais que seja difícil, é possível fazer uma pequena força para tornar isso uma atitude corriqueira.

Estimular a formação de pensamentos otimistas e concentrar-se em você e no presente também faz com que sejamos menos voláteis, já que nos tornamos mais autoconscientes. Quando temos conhecimento de nossas forças e limitações, torna-se mais fácil adquirir uma maior assertividade no uso de ferramentas para nos proteger da negatividade externa.

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Respeite o seu tempo

Segundo Adriana de Araújo, criar uma independência emocional para não nos prejudicar excessivamente com fatores externos diários, não significa que devemos parar de sofrer.

Analisar nossas reações frente às adversidades e ressignificar os problemas como aprendizados e não como fatos exclusivamente nocivos faz parte de um processo maior de resiliência, que demanda um tempo específico para cada personalidade.

Quando percebemos que nossa maturidade e agilidade emocional não são suficientes em determinados momentos, devemos pensar que estamos vivenciando uma oportunidade de crescer como seres humanos.

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Não pense na independência emocional como um objetivo, e sim como algo que deve ser atingido passo a passo. Tudo o que vivenciamos é passageiro, portanto, sinta-se livre para trazer leveza ao seu dia a dia, sem a pressão de alcançar este patamar de maneira imediata. Todos temos o nosso próprio tempo.