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Eletroconvulsoterapia: por que o tratamento não é tortura?

Popularmente conhecido como eletrochoque, o método hoje é bastante controlado e pode ser eficaz no tratamentos de distúrbios mentais, como a depressão

A eletroconvulsoterapia, também conhecida como eletrochoque, é um assunto muito interessante e polêmico, dada a história por trás desse procedimento altamente eficaz, que ajuda em casos graves de depressão, transtorno afetivo bipolar e esquizofrenia - depois da tentativa de tratamento com várias opções terapêuticas sem sucesso.

O preconceito e temor em relação a essa técnica data da década de 1930, quando a indução de convulsão generalizada no paciente era feita sem uso de medicamentos anestésicos e com desconhecimento de qual carga elétrica deveria ser utilizada.

Além disso, muitos locais também aplicavam esse procedimento como método punitivo para alguns pacientes internados. Obviamente, ocorriam vários prejuízos de âmbito cognitivo e até fraturas ósseas, daí o método ser encarado como uma forma de tortura física e psiquiátrica.

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No entanto, em 1978, a Academia Americana de Psiquiatra estabeleceu diretrizes para o uso da técnica, e sua aplicação médica começou a ser feita justamente porque vários pacientes melhoravam de sintomas depressivos e psicóticos, depois que tinham uma crise convulsiva.

Essa observação foi o que inspirou a maior pesquisa na área, levando a descobertas fundamentais na alta eficácia desse procedimento.

Como funciona a eletroconvulsoterapia hoje?

Atualmente, a eletroconvulsoterapia (ECT) é feita sob contínua monitorização eletrocardiográfica, em centro cirúrgico, avaliando também a oximetria de pulso e sinais vitais do paciente.

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A indução da convulsão é curta, durando de 30 segundos a 1 minuto. E depois do procedimento, o paciente é mantido em recuperação anestésica, podendo voltar ao leito poucas horas depois.

Também são utilizados anestésicos e relaxantes musculares, trazendo conforto para o paciente, que sempre está acompanhado de psiquiatra e um anestesista, além normalmente de serem feitos exames cardiológicos de base.

Na verdade, não é necessário nenhum exame prévio, mas costuma-se fazer hemograma, raio-X de tórax, eletrocardiograma, provas de função renal e exames bioquímicos.

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Há algumas técnicas para sua realização, sendo que normalmente utilizamos a bifrontotemporal, ou seja, técnica que um eletrodo é colocado na região lateral da testa do paciente.

O método induz ao aumento de alguns hormônios, neurotransmissores (serotonina, dopamina, acetilcolina), redução de glicose e aumento na transmissão do GABA (Ácido Gama-Aminobutírico). Essa alteração complexa leva à melhora rápida dos sintomas.

Efeitos colaterais

Em contrapartida, os efeitos colaterais cognitivos são autolimitados, melhorando depois de algumas horas e normalmente são leves, como pequena perda na memória recente. É incomum ocorrer uma perda de memória recente que não volte ao normal em até 6 meses.

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Já os efeitos colaterais cardíacos, ao contrário do esperado, são raros. A título de informação, a mortalidade do procedimento é de 1 em cada 80 mil procedimentos.

Indicações da eletroconvulsoterapia

Dessa forma, vemos como esse procedimento tem seu uso adequado e bem delimitado para alguns casos específicos. É um procedimento seguro, eficaz e que não traz desconforto para o paciente ou qualquer tipo de dano, com efeitos colaterais bem controlados.

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Por isso, é importante debatermos sobre esse procedimento, porque o preconceito em torno dele ainda faz com que vários pacientes deixem de ter acesso a algo tão necessário e adequado para seu bem-estar físico e mental.

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