6 dicas para cuidar da saúde mental de idosos no isolamento

Cuidar do emocional também é um fator importante para evitar doenças

O período de quarentena decretado pelas autoridades de diversos países do mundo tem como objetivo a diminuição da propagação do novo coronavírus (SARS-CoV-2). Pessoas de todas as idades foram aconselhadas a ficar em casa, reduzindo o risco de contaminação.

Entre elas estão os idosos, que são considerados parte do grupo de risco da COVID-19. Porém, além do cuidado com a prevenção da doença, também é preciso se atentar à saúde mental das pessoas maiores de 60 anos durante o período de isolamento social.

Isso porque o estresse e o possível sentimento de solidão no confinamento podem afetar o sistema imunológico, deixando o corpo mais frágil no combate à vírus e bactérias, e possibilitando o surgimento de doenças e infecções, como a gripe, amigdalite, herpes e abscessos, por exemplo.

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Principalmente os idosos acima dos 80 anos, devido às complicações imunológicas causadas pela idade, devem se manter em isolamento total durante a pandemia, não recebendo a visita de familiares e sem sair de casa para realizar atividades do dia a dia.

Consequentemente, a falta de contato social pode desencadear transtornos mentais, como a depressão e ansiedade, fragilizando ainda mais a saúde desse grupo. Por isso, algumas ações e atividades podem ajudar os idosos a enfrentar esse período de forma mais saudável. Confira as sugestões indicadas pela neuropsicóloga Tammy Marchiori:

1- Contato online

Foto: shutterstock/FREEPIK2
Foto: shutterstock/FREEPIK2

Tammy Marchiori conta que uma prática interessante nesse período é ensinar os idosos a utilizar aplicativos que possibilitam uma certa "aproximação" com amigos e familiares. Além de poderem conversar através desses programas, eles também conseguem ver outras pessoas e podem se sentir menos sozinhos.

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2- Grupos de conversa

Foto: shutterstock/Evgeniy Zhukov
Foto: shutterstock/Evgeniy Zhukov

Participar de grupos com temas que os interessam também é possível através de sites e redes sociais. Assuntos como arte, música, artesanato e literatura são algumas das possibilidades, fazendo com que o engajamento em diferentes grupos possibilite maior interação social e distração.

Participar de grupos com temas que os interessam também é possível através de sites e redes sociais. Assuntos como arte, música, artesanato e literatura são algumas das possibilidades, fazendo com que o engajamento em diferentes grupos possibilite maior interação social e distração.

3- Consumo de notícias

Foto: shutterstock/Kekyalyaynen
Foto: shutterstock/Kekyalyaynen

De acordo com Tammy, manter um controle do consumo de notícias também é muito importante durante esse período. Ser bombardeado a todo momento com várias informações pode sobrecarregar a mente do idoso, causando estresse e ansiedade. Por isso, o ideal é distraí-lo com outras atividades dentro de casa.

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4- Tarefas domésticas

Foto: shutterstock/Halfpoint
Foto: shutterstock/Halfpoint

Fernando Zikan, professor de fisioterapia, conta que auxiliar nas tarefas domésticas, no limite de suas capacidades físicas e intelectuais, pode oferecer aos idosos estímulos constantes entre os movimentos e seus fins.

O professor explica que, por exemplo, ao invés de praticar exercícios como "levantar o braço dez vezes", é possível fazer atividades que façam mais sentido, como colocar um cabide no armário.

"As atividades funcionais, que remetem às ações desenvolvidas por nós previamente, conseguem estimular e potencializar bem mais nossas funções orgânicas do que as atividades sem um contexto ou conexão com ações reconhecidas", explica o professor.

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5- Ativar os sentidos

Foto: shutterstock/Just Life
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Ainda de acordo com Fernando, ouvir música e sentir o cheiro de uma comida saborosa, por exemplo, são atividades capazes de melhorar o funcionamento cognitivo e intelectual dos idosos.

Caso a pessoa esteja totalmente sozinha em casa, uma solução é levar marmitas com refeições até a porta dela (evitando o contato direto) e fazer ligações telefônicas constantes. Assim, ela se sentirá acolhida e distraída.

6- Dançar

Foto: shutterstock/Jacob Lund
Foto: shutterstock/Jacob Lund

Além de ajudar na saúde mental, o hábito de dançar e realizar outros movimentos coordenados também contribui para um melhor funcionamento circulatório, manutenção da força muscular e condicionamento cardiorrespiratório.

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Na visão de Fernando, movimentos com sentido são o mais importantes. "O isolamento social é chave de entrada para distúrbios emocionais. Precisamos entregar outras chaves, como os estímulos cognitivos e as atividades físicas para que os idosos possam passar por essa fase com mais saúde e prazer em viver", finaliza o professor.

Atenção aos sinais

O período de isolamento social pode desencadear alguns tipos de transtornos mentais em qualquer pessoa. A avaliação deve ser feita por um profissional da área, porém, a neuropsicóloga Tammy Marchiori explica que alguns sinais podem apontar quando a saúde mental dos idosos está comprometida, como:

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Caso haja a necessidade, é possível realizar consultas online com psicólogos e profissionais especializados em saúde mental durante a pandemia, garantindo um diagnóstico preciso e oferecendo a ajuda necessária para cada caso.