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Síndrome de burnout: o que é, sintomas, tratamento e causas

Atualmente, 33 milhões de brasileiros sofrem com o esgotamento profissional, segundo a International Stress Management Association

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O que é síndrome de burnout

A síndrome de burnout (CID-10 Z73), também chamada de esgotamento profissional, é um estado de estresse extremo e crônico, geralmente provocado por sobrecarga ou excesso de trabalho. O termo em inglês "burnout" significa queimar algo até o fim. Portanto, quem sofre com a condição perde suas energias físicas e emocionais, por conta de uma rotina profissional desgastante.

Quais são as causas da síndrome de burnout?

Os fatores que desencadeiam a síndrome de burnout vão desde a realização de tarefas exaustivas até relações interpessoais abusivas. Entre as causas mais comuns, estão:

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Estas condições coexistem frequentemente na rotina profissional. Mas isso não significa que apenas um fator não possa desencadear sérias consequências físicas e emocionais. A intensidade das situações, acoplada à individualidade de cada pessoa, podem fazer com que a mente reaja às adversidades de maneira prejudicial.

Shutterstock (GoodStudio)
Shutterstock (GoodStudio)

Imagine uma situação simples, como ter uma ideia rejeitada por seus colegas. Em um primeiro momento, trata-se de algo corriqueiro, pois nem sempre essa ideia é a melhor para determinado momento. Agora, pense nesta situação se repetindo frequentemente.

À longo prazo, você pode começar a pensar que suas opiniões são descartáveis, o que irá influenciar a sua confiança e autoestima. E quando não se está satisfeito com o próprio rendimento profissional, é possível que a pessoa comece a descansar menos, ter conflitos e sentir ainda mais a pressão do ambiente de trabalho.

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Desta forma, uma única experiência reprimida se torna um gatilho para o surgimento de um transtorno emocional - que pode levar a desdobramentos sérios e que exigem atenção, com um tratamento adequado.

Sintomas da síndrome de burnout

A síndrome de burnout provoca sintomas físicos e emocionais. Um dos mais frequentes é a sensação de exaustão. Mesmo que a pessoa durma por muitas horas, ela acorda cansada e sem energia para realizar suas tarefas mais banais.

Confira outros sinais que indicam que você pode estar passando pelo transtorno:

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Sintomas físicos

Sintomas emocionais

A terapeuta e coach Wanessa Moreira conta que, devido às condições adversas de trabalho, o cérebro tenta bloquear o alerta constante e começa a mandar sinais para que a pessoa saia deste estado de estresse, como uma forma de sobrevivência.

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Shutterstock (potatosapiens)
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Entretanto, por mais que estes sinais sejam úteis, permitindo enxergar que algo está errado, sentí-los não é nada confortável. "Negligenciar a saúde e o autocuidado em prol do trabalho também são sinais de que algo não está certo", avisa a especialista.

Diagnóstico da síndrome de burnout

A análise deve ser feita por um especialista em saúde mental, como psicólogos ou psiquiatras. Após sessões clínicas, o médico poderá dar o diagnóstico de burnout a partir de muitos fatores, como a intensidade dos sintomas e o quão incapacitante está sendo a condição.

Negligência emocional: por que evitar?

Por isso, não ignore seus sentimentos e inquietações. De acordo com a psicóloga Milena Lhano, reprimir as apreensões do dia a dia pode provocar sintomas físicos graves, como tremores, desmaios, ataques de pânico e crises de choro. "Algumas pessoas podem até dar entrada na emergência de hospitais para tratar os males do burnout", afirma.

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Para Wanessa Moreira, colocar as demandas dos outros acima das próprias também é um fator de risco. Por isso, é necessário estabelecer limites, isto é, saber negar situações que coloquem a pessoa sob estresse extremo.

Estresse: quando ele passa dos limites no trabalho?

O principal agente causador da síndrome de burnout é o estresse constante. Entretanto, a linha entre sensação comum e transtorno psicológico pode ser tênue. Milena Lhano explica que, diferente do estresse, o burnout deixa a pessoa incapacitada - por exemplo, levantar da cama se torna um desafio imbatível.

A estafa mental também surge neste período, afetando a memória e o bem-estar. "Como consequência, podemos cometer erros por falta de atenção ou até causar acidentes por distração", alerta a psicóloga.

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Shutterstock (FRI EVA)
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Uma dica importante para conseguir perceber quando o estresse passa dos limites é notar a durabilidade dos sintomas. Wanessa diz que, quando se está mentalmente instável, as sensações negativas são persistentes e se intensificam com o tempo.

Em um caso de estresse habitual, é possível sentir uma aflição pontual, que logo é esquecida em meio às situações do dia a dia.

Estresse no trabalho: existe um lado positivo?

Todas as emoções são multifacetadas. Mesmo quando trazem dor, algumas indicam que está na hora de buscar soluções para os problemas. O estresse, em níveis equilibrados, pode servir como estímulo para resolver atividades cotidianas.

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"O estresse traz movimento, reação e ritmo ao trabalho. Mas em frequência constante, ele desfavorece a saúde e o rendimento", explica Wanessa.

Burnout causa afastamento do trabalho?

A síndrome de burnout é gerada pelas condições de trabalho e, portanto, pode ser considerada como uma doença ocupacional, pois provoca a incapacidade profissional temporária ou definitiva.

"Assim como ocorre nos casos de depressão e outras doenças psiquiátricas, esta condição resulta no afastamento do trabalhador pelo médico pelo período que for necessário", diz a psicóloga Milena Lhano.

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Síndrome de burnout tem cura?

Em estágios iniciais, é possível se recuperar da síndrome afastando-se do trabalho por alguns dias. Estar em repouso absoluto e focar na realização de coisas que dão prazer é essencial durante esse período.

Já em casos mais graves, algumas pessoas podem precisar ficar internadas em um hospital por alguns dias, principalmente para controlar os impactos da crise. Mesmo assim, a recuperação é possível.

Para evitar transtornos recorrentes, Wanessa Moreira orienta dedicar mais tempo para cuidar de si mesmo. "Saber gerenciar frustrações e dar mais atenção à vida pessoal também são passos essenciais", esclarece a especialista.

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Tratamento para síndrome de burnout

Em todos os casos, a psicoterapia é necessária para entender o que está acontecendo com o paciente. Após identificar o que causou o esgotamento físico e mental, é preciso ressignificar o problema com a ajuda do psicólogo(a).

Junto com a terapia, o uso de antidepressivos e ansiolíticos também pode ajudar. Muitas vezes, o estresse constante pode desregular a química do cérebro e os medicamentos ajudam nesse processo de re-balanceamento do organismo.

Mudar hábitos e incluir mais momentos de felicidade na rotina também fazem parte do tratamento e prevenção da síndrome de burnout.

Como evitar a síndrome de burnout

Caso você nunca tenha sofrido com a síndrome de burnout ou suspeite que está prestes a colapsar, é possível mudar alguns hábitos para descansar a mente. Um deles é dormir bem e ter um período dedicado ao descanso todos os dias. Veja dicas de como dormir melhor.

Shutterstock (VectorMine)
Shutterstock (VectorMine)

Depois, comece a praticar hobbies ou quaisquer atividades que tirem o foco do trabalho. Para Wanessa, existem cinco exercícios imprescindíveis para quem deseja manter o equilíbrio entre corpo e mente:

Quando a pessoa conhece a si mesma, ela sabe o que precisa fazer para manter o bem-estar físico e emocional. Além disso, ela também descobre padrões comportamentais que carrega durante a vida e que podem prejudicá-la. Ter essa consciência permite quebrar correntes de estresse.

Todas estas características, agregadas aos benefícios da meditação e da atividade física, colocam as pessoas em maior contato com a realidade. É possível aprender a vivenciar as situações pelo o que elas realmente são, sem adoecer por interpretações nocivas.

Agora, se você já sofreu com o burnout, Wanessa aconselha que o foco esteja em não se deixar em segundo plano. É importante lembrar que quem já adoeceu pela estafa mental tem mais ferramentas emocionais para reconhecer o processo do estresse e lidar com ele.

Mantendo o bem-estar no ambiente profissional hostil

Milena Lhano afirma que o primeiro passo é tentar não ser contaminado por esse ambiente. Tente criar uma barreira entre a vibração dos outros e a sua. Porém, caso a situação estiver muito difícil, não descarte a possibilidade de trocar de trabalho ou até mesmo de carreira.

Como ajudar alguém que sofre com burnout

"Oferecer apoio emocional e se mostrar próximo para ajudar no que for preciso já faz a diferença", esclarece Milena. A psicóloga também aconselha a não impor soluções ou desmerecer o sofrimento alheio. O melhor é tentar entender o que a pessoa está passando e como você pode contribuir para que ela se sinta melhor.

Wanessa também aponta que incentivar o autocuidado é importante, pois, assim, quem está fragilizado se sente motivado a buscar formas de sair do problema, por meio da medicina, psicoterapia e outras alternativas.

Referências

Acalmar a mente

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