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Gravidez pode proteger contra esclerose múltipla

Risco de desenvolver a doença cai em 50% para mulheres que tiveram um filho

A gravidez parece desempenhar um importante papel em relação ao desenvolvimento ou não da esclerose múltipla, doença autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal, aponta um novo estudo. De acordo com os pesquisadores, uma das teorias que poderia explicar ligação é o fato do corpo estar treinado para ser mais tolerante durante a gestação. Isso evitaria hiperatividade e irritabilidade do sistema imunológico, dois desencadeadores da doença.

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A análise, liderada pela chefe de epidemiologia ambiental e genética do grupo de pesquisa do Murdoch Children?s Research Institute, na Austrália, envolveu mais de 800 mulheres com idades entre 18 e 60 anos. Cerca de 300 delas haviam tido um primeiro episódio dos sintomas da esclerose múltipla. As demais participantes eram completamente saudáveis.

Os resultados, publicados no periódico Neurology, apontaram que mulheres que tinham pelo menos uma criança tinham cerca de metade do risco de apresentar sintomas iniciais da esclerose em comparação a aquelas que não tinham filhos. A pesquisa também moutrou que a probabilidade caía ainda mais quanto mais filhos a pessoa tinha. Assim, mulheres com três filhos apresentaram um risco 75% menor e mulheres com cinco ou mais crianças, 94% menor.

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Os benefícios se mantiveram estáveis mesmo após os pesquisadores levarem em conta fatores associados à genética e ao tabagismo, entre outras características. Eles também descobriram que os efeitos são estritamente ligados à gravidez e não à criação de filhos, já que o risco não foi menor para homens.

Entenda a esclerose múltipla

De acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla, cerca de 2,5 milhões de pessoas sofrem de esclerose em todo o mundo. No Brasil, a estimativa da ABEM, mostra que existem mais de 35 mil portadores, sendo que desse total apenas oito mil recebem tratamento adequado devido à demora no diagnóstico.

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A doença A esclerose múltipla (EM) é o resultado de uma lesão da mielina, uma bainha protetora que envolve as fibras nervosas do sistema nervoso central.

Quando a mielina é danificada, a lesão interfere na codificação das mensagens trocadas entre o cérebro e outras partes do corpo. Os sintomas variam muito e incluem visão turva, fraqueza dos membros, sensações de formigamento, desequilíbrio e fadiga.

Em algumas pessoas, a EM é caracterizada por períodos de surtos e remissões, enquanto que em outras apresenta um padrão progressivo, tornando as chances de sobrevida imprevisível. A esclerose múltipla não tem cura, mas várias terapias físicas e mentais podem ajudar.