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Cerca de 10% das crianças brasileiras sofrem de enxaqueca

Problema é comum principalmente na idade escolar, entre os seis e os 12 anos

O rendimento escolar do seu filho vem decaindo com o tempo? O problema pode não ser decorrente da falta de dedicação, mas de enxaqueca. Um estudo envolvendo 5.671 participantes de cinco a 12 anos descobriu que cerca de 10% das crianças brasileiras sofrem desse tipo de cefaleia, que está relacionado a dificuldades na escola e envolve até questões emocionais. A pesquisa, publicada na edição deste mês de outubro da revista científica Neurology avaliou indivíduos de 18 estados e 87 cidades brasileiras.

O levantamento foi feito pelo Instituto Glia de Cognição e Desenvolvimento e apresentada no 26º Congresso Brasileiro de Cefaleia, que aconteceu no Rio de Janeiro, no mês de setembro. Essa foi a primeira pesquisa a avaliar a prevalência da enxaqueca infantil no país.

As famílias entrevistadas para o estudo responderam a um questionário validado cientificamente, e os professores relataram o desempenho escolar dessas crianças. Os dados revelaram que apenas 17,9% delas nunca se queixaram de dores de cabeça. Dos 7,9% que apresentavam enxaquecas, 0,6% era vítima da forma crônica da doença, caracterizada por dores em mais de 15 dias por mês.

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O estudo apontou que na população com enxaqueca, o risco de apresentar dificuldade de prestar atenção na aula, por exemplo, é 2,8 vezes maior do que entre as crianças que não sofrem do problema. A chance de apresentar desempenho abaixo da média, por sua vez, é 32,5% maior entre os com enxaqueca episódica e 37,51% maior entre aquelas que sofrem de enxaqueca crônica. O risco de desenvolver depressão e ansiedade, então, chega a ser 5,8 vezes maior entre crianças que sofriam desse tipo de cefaleia.

Enxaqueca infantil

De acordo com o neurologista Ricardo Teixeira, membro da Academia Brasileira de Neurologia, a enxaqueca infantil pode apresentar sintomas que vão muito além da dor de cabeça. "Náuseas, vômitos, vontade de dormir e dor abdominal são outras características desse tipo de cefaleia", aponta. Em alguns casos, também ocorre o fenômeno conhecido como 'aura', em que a criança perde a força ou sofre alterações da sensibilidade de um lado do corpo logo após a dor de cabeça.

O tratamento pode incluir o uso de medicamentos, mas, antes de tudo a mudança de alguns hábitos, já que o problema pode estar relacionado à falta de sono, a mudança de temperatura e até à dieta. Conheça alguns nutrientes que tem o poder de reduzir os sintomas da dor de cabeça:

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Selênio

O selênio é um mineral capaz de retirar metais tóxicos do corpo, que contribuem com o aumento de radicais livres no organismo, que podem causar sintomas de enxaqueca. Ele pode ser encontrado no salmão, nas ostras cruas e na castanha do Pará.

Magnésio

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O magnésio tem ação relaxante, o que pode amenizar dores de cabeça decorrentes de estresse, ansiedade e TPM. Ele está presente nas castanhas de caju, nas amêndoas e no pistache.

Ômega 3

O ômega 3 funciona como um anti-inflamatório no organismo, impedindo a ação de substâncias que favorecem a dilatação dos vasos, causando dor de cabeça. Fontes ricas dessa gordura são o salmão, a sardinha e o atum.

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Vitamina B12

A vitamina B12 é fundamental para o funcionamento do sistema nervoso, pois evita alterações de sensibilidade no corpo que podem desencadear a enxaqueca. Consuma vitamina B12 ingerindo fígado de boi, mariscos e ovos.