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Criopreservação: o que é, quem pode fazer, preço e mais

Esse é um dos processos de congelamento de espermatozoides, óvulos e embriões, que ajuda a preservar esses materiais

Procedimento de criopreservação.
Procedimento de criopreservação.

O que é criopreservação?

Criopreservação é o congelamento de óvulos, tecido ovariano, espermatozoides e embriões para que sejam utilizados futuramente. Desse modo, conhecida popularmente por congelamento de óvulos, a criopreservação é uma estratégia para a preservação da fertilidade. O procedimento tem como objetivo potencializar as chances de uma gravidez futura caso uma mulher precise de um tratamento de Fertilização In Vitro (FIV).

A importância do congelamento está relacionada ao relógio biológico feminino. Com o passar dos anos, a qualidade e quantidade dos óvulos, por exemplo, cai de maneira gradual, com esta queda sendo ainda mais significativa após os 35 anos. Por isso, com o passar dos anos, as chances de gravidez diminuem, assim como os riscos de aborto espontâneo e síndromes cromossômicas aumentam. Dessa maneira, as chances de uma mulher precisar de um tratamento de reprodução assistida para uma gravidez aumentam à medida que a idade avança.

Como a criopreservação é feita

Antes de tudo é necessário fazer a coleta dos espermatozoides e óvulos que serão criopreservados. No caso dos gametas masculinos, isso é feito principalmente através da masturbação. Alguns homens que possuem ausência de espermatozoides no sêmen ejaculado devido a alguma obstrução, como a vasectomia, podem coletar através de um procedimento médico de punção testicular. Muitas vezes o sêmen coletado por punção também pode ser criopreservado.

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No caso das mulheres, primeiro é preciso se submeter a uma indução de ovulação. A coleta é um procedimento cirúrgico simples que requer uma sedação e dura em média 20 minutos. Trata-se de uma punção transvaginal guiada por ultrassom. A paciente fica em posição ginecológica e, com uma agulha fina, aspira-se o líquido do interior dos folículos. Junto com esse líquido obtém-se os óvulos, que são vistos apenas depois da coleta, no microscópio.

Na maioria das vezes são coletados todos os óvulos que a paciente produziu, ou seja, a quantidade de óvulos recolhida dependerá da resposta de cada paciente. Logo, a reserva ovariana e a resposta aos remédios da indução da ovulação é que determinarão a quantidade de óvulos que a paciente irá congelar.

Etapas do procedimento

Para que a criopreservação seja feita da forma correta, são necessárias três etapas:

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1. Primeiro são adicionadas substâncias crioprotetoras, para evitar a formação de cristais de gelo no interior dos espermatozoides, óvulos ou embriões, o que impediria que eles pudessem ser utilizados novamente. Elas também preservam as estruturas internas dessas células, impedindo sua destruição.

2. Depois são feitas as técnicas de congelamento, que podem ser lentas ou ultrarrápidas. A primeira é chamada de congelamento lento, e consiste na redução de temperatura a uma velocidade de 0,5 a 2,0º Celsius por minuto. Ele primeiro é colocado em um freezer programado, que reduz progressivamente a temperatura de 20 a 7º Celsius negativos a uma taxa de 2º Celsius por minuto. Então, é feita a manipulação manual dos óvulos em cerca de 10 minutos e depois a temperatura é reduzida a 30º Celsius negativos a uma taxa de 0,3º Celsius por minuto e finalmente para 150º Celsius negativos a velocidade de 50º Celsius por minuto, para depois serem armazenados em nitrogênio líquido a 196º Celsius negativos. A duração do processo varia de três horas e meia a quatro horas. Posteriormente, o descongelamento é feito de forma mais rápida, sendo que em menos de uma hora os óvulos já estão descongelados.

Já a vitrificação, ou congelamento ultrarrápido, é hoje o método mais utilizado, pois estudos mostram que é a técnica que menos prejudica os gametas e embriões. A diferença de velocidade é notável: 2.500º Celsius por minuto, o que faz com que todo o processo de preparação e congelamento dure no máximo três minutos. A velocidade de descongelamento é igualmente alta, sendo de 300º Celsius por minuto.

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3. Não importa o método, a última etapa é sempre o armazenamento em tanques de nitrogênio líquido, onde o material fica sob a temperatura de 196º Celsius negativos. Eles são colocados em pequenas palhetas com sua devida identificação e podem ficar armazenados por tempo indeterminado. Existem embriões transferidos para úteros após ficarem 20 anos criopreservados, que resultaram em bebês completamente saudáveis.

Quem pode fazer criopreservação

O método pode ser utilizado por qualquer pessoa que queira preservar seus tecidos tanto por questões reprodutivas, quanto por saúde, como é o caso do congelamento de espermatozoides e óvulos em pacientes oncológicos que precisam de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

Essa também é a forma mais comum de armazenamento de gametas dos programas de ovodoação e doação de espermatozoides. Algumas pessoas costumam também optar por criopreservar seus gametas para preservar sua fertilidade. Mulheres antes da menopausa ou com menos de 35 anos, por exemplo, têm óvulos que trazem maiores taxas de sucesso para a gravidez.

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Além disso, não existe uma idade limite para que a criopreservação seja feita. Contudo, a recomendação é que os óvulos, por exemplo, sejam congelados antes dos 35 anos de idade, quando há condições melhores tanto de captação, quanto de qualidade dos tecidos.

Riscos da criopreservação

O processo de criopreservação nem sempre preserva todo o material coletado. Os espermatozoides, por exemplo, apesar de se conservaram, perdem cerca de 50% do seu poder de movimentação.

Os óvulos podem ter o citoplasma (camada gelatinosa interna da célula) lesado, perder a integridade da membrana plasmática (camada que reveste o citoplasma) e até alterações na zona pelúcida (camada externa gelatinosa). As taxas de sobrevivência com o descongelamento são de 80 a 95%.

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Já os embriões, que são aglomerados de células, também podem sofrer lesões com o processo. Sua qualidade é reduzida se eles perderem mais de 50% das células quando forem congelados. Contudo, as taxas de sobrevivência ainda são altas, de 90 a 95%.

Onde fazer e preço

A maior parte dos centros de reprodução humana e hospitais estão aptos a fazer o procedimento de criopreservação. No entanto, é importante escolher o local em que você a fará de forma consciente e responsável, já que a eficiência do método é o que garantirá a sobrevivência do material e seu uso no futuro.

O ideal é que o procedimento seja feito por médicos especialistas em reprodução humana assistida, para que os protocolos do tratamento sejam utilizados da melhor forma possível de acordo com cada caso específico. Afinal, o congelamento do material não é a garantia de gravidez no futuro, mas sim a potencialização das chances de gravidez. Por isso, para que o resultado seja o melhor possível, é importantíssimo que a equipe responsável pelo paciente seja de extrema confiança.

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O procedimento de criopreservação costuma variar entre R$ 15.000 e R$ 20.000, podendo haver também a cobrança de taxas de manutenção anuais.

Fontes consultadas

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