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Quantidade de exercício praticado importa mais que frequência, diz estudo

Risco de diabetes, AVC e doença cardíaca pode ser igual para quem se exercita todo dia ou apenas aos fins de semana

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Exercícios físicos devem ser praticados pelo menos três vezes por semana. Com certeza você já ouviu essa recomendação. No entanto, um novo estudo, realizado por pesquisadores da Queen's University, no Canadá, mostra que praticar os 150 minutos semanais - recomendados pela Organização Mundial de Saúde - fragmentados durante a semana ou de uma vez só têm o mesmo impacto para a saúde.

O estudo foi publicado no periódico Applied Physiology, Nutrition and Metabolism em 20 de junho.

Os pesquisadores examinaram as informações de 2.325 adultos canadenses para averiguar como a atividade física afetava o risco para diabetes, doença cardíaca e AVC. Os pacientes usaram acelerômetros ao redor da cintura para medir todos os seus movimentos e atividade física durante uma semana. O acelerômetro é um pequeno aparelho elétrico que registra os movimentos minuto a minuto. Aqueles que praticavam 150 minutos de atividade física foram divididos em dois grupos: um de alta frequência e outro de baixa frequência.

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Os pesquisadores notaram que adultos que se exercitavam por 150 minutos por semana, mas com menor frequência, não estavam menos em forma ou mais saudáveis que pessoas que se exercitavam com maior frequência, mas com um total também de 150 minutos. Por exemplo: pessoas que faziam todo o exercício no sábado e domingo estavam tão saudáveis quanto aqueles que espalhavam o exercício pela semana toda, com 20 ou 25 minutos diários.

Os realizadores do estudo chamam atenção para a necessidade dos adultos se exercitarem pelo menos 150 minutos por semana, seja qual for a maneira escolhida para colocar a atividade física na rotina.

Exercício vale também como remédio

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De diabetes a osteoporose, diversos males podem ser amenizados e controlados com a escolha do exercício físico certo. De acordo com o fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp, a prática de atividade física - aliada ao tratamento médico - tem tanto poder que pode diminuir a quantidade de medicação. Confira as opções de exercício mais indicadas para combater oito doenças a seguir:

Diabetes

Diabetes - Getty Images
Diabetes - Getty Images

Exercício: caminhada, hidroginástica e atividades aeróbicas em geral

O diabetes vem da insuficiência ou falta total de insulina, substância responsável por metabolizar o açúcar e fornecer energia ao corpo. Com isso, em vez de a glicose entrar nas células, fica acumulada no sangue. Segundo o fisiologista Raul Santo de Oliveira, o exercício físico aeróbico precisa de energia e, por isso, facilita essa entrada da glicose nas células, diminuindo os níveis no sangue.

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Mas cuidado para não exagerar na intensidade! O clínico geral João Marcello Branco, especialista em medicina do esporte, explica que o nosso corpo tem três tipos de fontes de energia: glicose, aminoácidos (moléculas presentes nos músculos) e gordura. "Quando temos pouco condicionamento físico, o organismo busca primeiro a fonte mais fácil, ou seja, queima mais aminoácidos do que glicose e gordura", afirma. Isso é grave para quem tem diabetes, pois seu corpo já tem dificuldades em queimar açúcar, e terá ainda mais, já que a fonte primária de energia serão os aminoácidos, não a glicose.

Doenças respiratórias

Doenças respiratórias - Getty Images
Doenças respiratórias - Getty Images

O exercício: natação

A natação pode ser uma grande amiga de quem sofre com doenças respiratórias, como asma e bronquite. "A umidade relativa do ar é bastante elevada nesses ambientes, o que provoca vasodilatação e facilita o processo respiratório", diz o fisiologista Raul Santo. Além disso, lembra o clínico geral João Branco, a natação trabalha a parte cardiovascular e a musculatura pulmonar, aumentando a capacidade respiratória.

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Cuidado, porém, com a temperatura da piscina, pois isso pode piorar as crises respiratórias. A piscina precisa estar com temperatura agradável - não muito quente ou muito fria, para que não haja choque térmico - e sem cloro e outros produtos químicos.

Hipertensão

Hipertensão - Getty Images
Hipertensão - Getty Images

O exercício: aeróbicos, como caminhada

Qualquer exercício - até uma simples caminhada- que tenha intensidade leve a moderada pode ajudar a combater hipertensão. A atividade física criará novos vasos sanguíneos, em um processo chamado de neo-formação de vasos. "Com a neo-formação, diminui-se a resistência periférica, ou seja, o sangue consegue percorrer todo o corpo com mais facilidade", conta Raul Santo. "Isso diminui a sobrecarga cardíaca e o coração trabalha com mais eficiência", completa. É como se abrissem novas avenidas e ruas em uma grande cidade, diminuindo o congestionamento.

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Distúrbios de ansiedade (depressão)

Distúrbios de ansiedade - Getty Images
Distúrbios de ansiedade - Getty Images

O exercício: Ioga

Um dos principais fatores dos distúrbios de ansiedade é o estresse. Ele libera uma série de hormônios, como adrenalina, cortisol, noradrenalina e prolactina. Raul Santo conta que esses hormônios, chamados de catabólicos, causam um desajuste no corpo, capaz de afetar até o ritmo cardíaco.

A atividade física em carga leve a moderada melhora o condicionamento do cérebro, equilibrando a secreção hormonal e a produção de neurotransmissores, que são sinalizadores do cérebro. Para o clínico geral João Branco, atividades como ioga e Tai Chi Chuan são boas opções porque controlam a ansiedade por meio da respiração. Isso reduz o estresse e auxilia no equilíbrio do organismo.

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No caso da depressão, o fisiologista Raul conta que as doses da medicação podem diminuir com o tempo até serem extinguidas, tamanho o benefício da atividade física.

Insônia

Insônia - Getty Images
Insônia - Getty Images

O exercício: Tai Chi Chuan

O sono é regulado por uma série de hormônios e neurotransmissores, como a serotonina. Se, durante o dia, os hormônios responsáveis por deixar você em estado de alerta dominam (como a adrenalina), à noite precisa ocorrer o inverso. Antes de dormir, conta Raul Santo, você deve alcançar o estado chamado "sub-ativo", onde o metabolismo está estabilizado - ou seja, as frequências cardíaca e respiratória estão estáveis, assim como a secreção hormonal. "Como a atividade física equilibra a secreção de hormônios e a produção de neurotransmissores, o seu corpo saberá a hora de ficar em alerta e a hora de descansar", conta Santo. O Tai Chi é uma atividade relaxante e ideal para ser praticada depois que o sol se põe, já que trará a calma necessária para o sono.

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Fibromialgia

Fibromialgia - Getty Images
Fibromialgia - Getty Images

O exercício: alongamento e hidroterapia

Os remédios para combater a dor e a ansiedade intensas da fibromialgia podem ficar ainda mais potentes com a prática de exercícios físicos. Mas, como o corpo já está muito dolorido, nada de exagerar no exercício para não piorar o sintoma. "Uma atividade que relaxe, como alongamento e hidroterapia, trará melhoras ao paciente. Isso regulará a serotonina, ajudando a pessoa a ter menos ansiedade", diz João Marcello Branco.

Osteoporose

Osteoporose - Getty Images
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O exercício: na fase inicial, a caminhada previne a perda óssea

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Já diria o ditado: "é melhor prevenir do que remediar". No caso da osteoporose, essa frase ganha intensidade. Segundo Raul Santo, mesmo para quem já sofre com a doença é possível fazer exercícios para evitar uma perda ainda maior de massa óssea. No entanto, é preciso sempre praticar com orientação médica, já que a recomendação da atividade física depende do estágio da doença.

Quase todas as atividades físicas causam impacto - desde natação até pegar ônibus em pé -, mas o especialista em medicina do esporte João Branco destaca a caminhada, que não tem grandes riscos de sobrecarga nos ossos. "O impacto do pé no chão estimula o osteoblasto, célula responsável pela criação de tecido ósseo. Conforme a pessoa tem perda hormonal e sedentarismo, ess a célula fica adormecida. O pequeno impacto deve ser contínuo e regular, para fazer com que a célula volte à sua função normal", explica.

Tabagismo

Tabagismo - Getty Images
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O exercício: treino de resistência

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A nicotina do cigarro causa dependência química ao cumprir a função de neurotransmissor. Com o tempo de fumo, o cérebro acaba deixando de produzir alguns neurotransmissores, que são supridos pela nicotina. Ao tirar o cigarro, o cérebro sentirá falta. "A atividade física ajuda a colocar o cérebro e corpo em equilíbrio omeostático, ou seja, faz com que a pessoa volte a produzir neurotransmissores que não produzia antes", conta João Branco. Para o fisiologista Raul Santo, a atividade física também pode ser um incentivo para deixar de fumar, já que melhora a respiração, traz sensação de bem estar e fornece mais energia para as atividades cotidianas.

Além disso, existe a pressão social. O indivíduo que passa a praticar qualquer atividade física passa a conviver com pessoas que, em geral, não fumam e nem gostam de cigarro. "Com o tempo, isso pode resultar no abandono do tabagismo por insistência dos novos colegas", sugere Raul Santo.

Embora todas as atividades físicas colaborem com a melhoria, estudo realizado pelo Miriam Hospital's Centers for Behavioral and Preventive Medicine, nos Estados Unidos, indica o treino de resistência com o melhor. De acordo com os resultados, homens e mulheres fumantes que completaram 12 semanas de treinamento de resistência - como parte de um programa de tratamento contra o tabagismo - têm duas vezes mais chances de parar de fumar, em comparação a aqueles que não levantam pesos regularmente.