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Joelho de corredor: entenda como essa dor surge e formas de tratar

Problema também é conhecido como condromalácia patelar, não tem cura, mas pode ter seus efeitos controlados

Muito comum entre os praticantes de corrida e uma das queixas mais frequentes no consultório, o joelho de corredor é uma dor relacionada aos esforços. Ela melhora com o repouso (no período que não ocorre a sobrecarga) e volta a apresentar os sintomas ao forçar novamente. O termo é também conhecido por todos como condromalácia patelar, mas o correto é síndrome dolorosa femoropatelar (SDFP). Isso porque é uma doença que causa dor por sobrecarga da patela contra o fêmur, relacionada aos esforços, sem uma causa específica conhecida, mas sim um conjunto de fatores. Não é grave, e o ideal realizar uma boa prevenção para evitar o surgimento do quadro.

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Às vezes pode apresentar um joelho mais inchado ou acometer os dois joelhos. A causa mais comum desta síndrome é a fraqueza e o desequilíbrio muscular, e como a parte lateral do joelho é mais forte, ocorre um pequeno desvio da patela para essa região. Com isso, ocorre uma sobrecarga na faceta lateral da patela e a parte medial deixa de ter contato com o fêmur. Essa sobrecarga leva a dor principalmente na parte de lateral do joelho e a longo prazo a falta de contato da parede medial da patela pode levar a condromalácia local, também causando dor.

O diagnóstico é basicamente clínico, pelo exame físico. Às vezes é necessário o uso de exames complementares, como a avaliação isocinética dos joelhos. Por ele avaliamos a força, resistência, potência e equilíbrio muscular, comparando a musculatura anterior com a posterior da coxa, guiando melhor a reabilitação, principalmente nos casos de dor persistente. Quando necessário, a radiografia do joelho e a ressonância magnética podem ser solicitadas para avaliar o alinhamento e a sobrecarga. Nos casos de instabilidade patelar a tomografia é útil na decisão do melhor tratamento.

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A SDPF não tem cura, mas é controlada com exercícios, inicialmente com fisioterapia para alívio da dor; e é extremamente importante manter os exercícios, mesmo na melhora completa, pois se eles forem suspensos e houver sobrecarga, os sintomas reaparecerão. O uso de antiinflamatórios deve ser evitado, devido a intolerância gástrica e os riscos com o uso crônico, e por não ter inflamação grave local.

Basicamente o alongamento e fortalecimento da musculatura da coxa melhoram o movimento do joelho, mas para ter um equilíbrio no movimento da patela durante a flexo-extensão do joelho, é necessário dar ênfase à musculatura lombar, abdominal, quadril, coxa e panturrilha. Além disso, dependendo da atividade física desempenhada pelo paciente, é necessário realizar exercícios de equilíbrio (propriocepção) e saltos (pliometria) para melhorar a ativação e o equilíbrio entre os diversos grupos musculares.

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Importante sempre ter o acompanhamento do fisioterapeuta durante todas as fases e, se o mesmo julgar que o paciente já está apto para progredir para exercícios na academia, o ideal é que também tenha acompanhamento de um educador físico para evitar possíveis sobrecargas por movimento inadequado durante os exercícios. As infiltrações e suplementos como o colágeno são úteis como adjuvantes no alívio da dor. O tratamento cirúrgico raramente é indicado.

Mas vale ressaltar que o ideal, antes de iniciar qualquer atividade física, é passar por um médico do esporte para realizar uma avaliação pré-participação esportiva. A avaliação muscular e articular faz parte dessa avaliação e com isso é possível orientar algumas restrições inicialmente para evitar o aparecimento do quadro.