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Dia Mundial do Rim tem atendimento médico e palestras em todo o Brasil

Estimativa é de que 10 milhões de brasileiros sofram de alguma disfunção renal

Nesta quinta-feira (14), data estipulada para o Dia Mundial do Rim, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) colocará em prática a campanha "Pare de Agredir seu Rim" que prestará serviço de atendimento médico a toda a população brasileira. O objetivo é diagnosticar problemas renais em estágio inicial, quando o paciente ainda não apresenta qualquer sintoma, para evitar a insuficiência renal crônica. "Quando a doença dá sinais de sua existência, cerca de 70% da função renal já foi comprometida", afirma o nefrologista Daniel Rinaldi, presidente da SBN.

Na cidade de São Paulo, a mobilização será feita pelo Hospital do Coração com palestras promovidas das 10h às 18h por uma equipe multidisciplinar de especialistas. Em Belo Horizonte (MG), a Unidade de Referência Secundária Sagrada Família - Ambulatório de Saúde Renal fornecerá gratuitamente avaliação do índice de massa corpórea (IMC), aferição da pressão arterial e orientações nutricionais durante todo o dia. No Rio de Janeiro, as atividades ficam por conta da UNIRIM, que ministrará palestras nos dias 19 e 20 de março, e pela Igreja Evangélica em Jacarepaguá que conta com uma programação informativa das 8h às 16h do dia 14.

O último censo da SBN mostra que 10 milhões de brasileiros apresentam alguma disfunção renal e 100 mil estão em diálise, tratamento recomendado quando os rins já perderam quase toda sua capacidade de filtragem. Destes, 70% descobriram o problema tardiamente e 17% não conseguirão sobreviver. Eles também identificaram um crescimento de 8,8% no percentual de transplante renal em 2012.

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A prevenção da insuficiência renal crônica começa com a adoção de bons hábitos de vida e a realização dos exames de urina simples e de creatinina periodicamente. Sofrer de hipertensão e diabetes e ter idade acima de 50 anos, excesso de peso, histórico de problemas renais na família e passado de doenças renais são os principais fatores de risco.

Para saber quais instituições fazem parte da campanha na sua cidade, acesse o link: www.sbn.org.br

Como controlar a insuficiência renal

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Se você já sofre de insuficiência renal, deve adotar medidas que evitem o avanço da doença. Veja quais são elas:

Busque tratamento para hipertensão

Busque tratamento para hipertensão - Foto Getty Images
Busque tratamento para hipertensão - Foto Getty Images

A hipertensão é considerada hoje a principal causa de insuficiência renal crônica. De acordo com o nefrologista Nestor Scho, professor da Unifesp, o aumento da pressão arterial lesiona os vasos sanguíneos dos rins, podendo causar nefropatia hipertensiva. "Dessa maneira, o órgão fica sobrecarregado e pouco a pouco perde sua capacidade de filtragem", explica. Cuidar da hipertensão é fundamental mesmo quando ela não é a causa da insuficiência renal crônica, medida que se torna mais importante ainda em estágio avançado da doença.

Controle o diabetes

Controle o diabetes - Foto Getty Images
Controle o diabetes - Foto Getty Images

"O diabetes é a segunda principal causa de insuficiência crônica renal", afirma o nefrologista Lucio Roberto Requião Moura, do Hospital Israelita Albert Einstein. Isso porque a doença desencadeia a chamada nefropatia diabética, alteração dos vasos dos rins que leva à perda de uma proteína pela urina. Além disso, o diabetes favorece a aterosclerose, formação de placas de gordura nas artérias que dificulta o trabalho de filtração dos rins. Com o tempo, uma quantidade cada vez maior de substâncias tóxicas fica retida no organismo, o que pode levar à morte. Uma forma de detectar o problema, portanto, é fazendo exames de urina para descobrir se está havendo eliminação de proteínas. Quem já tem o diagnóstico de diabetes, por sua vez, precisa ficar mais atento à saúde renal.

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Fique atento ao peso

Fique atento ao peso - Foto Getty Images
Fique atento ao peso - Foto Getty Images

Pessoas com excesso de peso (Descubra seu peso ideal) tem um risco maior de desenvolver hipertensão e diabetes, o que já é motivo o suficiente para não deixar o ponteiro da balança subir, aponta o nefrologista Lucio. Soma-se a isso o fato de que a obesidade altera a forma como o sangue chega nos rins pela influência de determinados hormônios, sobrecarregando o órgão. Além disso, estar acima do peso é fator de risco para o colesterol e triglicérides alto.

Adapte sua dieta

Adapte sua dieta - Foto Getty Images
Adapte sua dieta - Foto Getty Images

Quando o assunto é alimentação, analisar a doença de base que desencadeou a insuficiência renal é fundamental. Se for o diabetes, por exemplo, a dieta deve ser aquela indicada para quem sofre dessa doença. Se for a hipertensão, então deve haver redução do consumo de sal. "Entretanto, de forma geral, recomenda-se que o paciente evite a ingestão excessiva de proteínas, principalmente de origem animal, que dão origem a elementos tóxicos no organismo que fariam os rins trabalharem mais", explica o nefrologista Nestor. Em casos específicos de insuficiência ainda, pode haver retenção de potássio no organismo. Pacientes com este problema precisam preparar os alimentos de uma maneira que faça com que eles liberem parte desse nutriente. Legumes, por exemplo, precisam ser cozidos.

Informe-se sobre medicamentos

Informe-se sobre medicamentos - Foto Getty Images
Informe-se sobre medicamentos - Foto Getty Images

A automedicação é perigosa mesmo para pessoas saudáveis. Para quem sofre de insuficiência renal, entretanto, o uso sem avaliação médica adequada pode acelerar o quadro de deterioração dos rins. "Os mais perigosos são os anti-inflamatórios não hormonais", alerta o nefrologista Lucio. Por isso, explique seu problema no início de toda consulta médica para evitar agravar a doença.

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Maneire na ingestão de álcool

Maneire na ingestão de álcool - Foto Getty Images
Maneire na ingestão de álcool - Foto Getty Images

Embora não haja estudos comprovando a relação isolada da ingestão de álcool com a insuficiência renal crônica, o abuso de bebidas alcoólicas compromete o funcionamento do organismo como um todo. Assim, recomenda-se maneirar no consumo. Se for beber alguma bebida, entretanto, o nefrologista Nestor aconselha optar pelo vinho. "Ele contém antioxidantes que podem ajudar na eliminação de toxinas concentradas no corpo", afirma.

Apague o cigarro

Apague o cigarro - Foto Getty Images
Apague o cigarro - Foto Getty Images

"O cigarro é responsável por piorar os níveis de pressão arterial e ainda está envolvido com alterações hormonais que pioram a função renal", explica o nefrologista Lucio. Além disso, o tabagismo desencadeia um efeito de vasoconstrição, diminuindo o volume de sangue filtrado pelos rins. Neste caso, não existe a opção da moderação. O paciente deve acabar com o vício.

Pratique exercícios

Pratique exercícios - Foto Getty Images
Pratique exercícios - Foto Getty Images

O último cuidado recomendado para quem sofre de insuficiência renal crônica é a prática regular de exercícios. "Ele previne o diabetes, a hipertensão, a obesidade, entre outros problemas, e ainda melhora a circulação e a função renal", afirma o nefrologista Nestor. Segundo ele, qualquer atividade já é melhor do que o sedentarismo, mas é sempre recomendado buscar um treino que agrade o paciente para que ele não se sinta desestimulado com o tempo.

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