Testes de COVID-19: quais são e quando são indicados?

Saiba as diferenças e como funcionam os dois tipos de exames disponíveis para detectar o novo coronavírus

A detecção precoce da COVID-19 é essencial para frear o avanço da disseminação do novo coronavírus no Brasil. No entanto, os primeiros sintomas da doença podem aparecer entre 2 e 14 dias depois da contaminação. Por conta disso, para combater a propagação do vírus, além do distanciamento social, os testes de diagnóstico se tornaram ferramentas fundamentais.

Estudos demonstram que a COVID-19 pode ser assintomática em até 89% dos casos, mas é capaz de gerar manifestações perigosas, como falta de ar, tosse, hipóxia e febre, colocando em risco especialmente pessoas com comorbidades prévias. Isso fortalece ainda mais a necessidade do uso eficiente da testagem.

Entenda a seguir quais são as principais formas de identificação do vírus no organismo, as diferenças entre elas e em qual estágio da contaminação cada uma delas é indicada para gerar um resultado confiável, segundo o doutor em Genética e Biologia Molecular, Luis Felipe Valter de Oliveira, CEO da BiomeHub:

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Teste Molecular (RT-PCR)

Logo no início, a quantidade de vírus no organismo é tão baixa que nenhum teste consegue identificar a infecção. Após alguns dias, essa proporção aumenta e, assim, é possível detectá-lo com ajuda do teste molecular (RT-PCR).

Este modelo de testagem detecta o material genético do vírus (RNA) e, no caso do SARS-CoV-2, ele se caracteriza por elevada sensibilidade e especificidade, sendo que doentes com maior carga viral podem ter maior probabilidade de um teste positivo.

Esses são os testes mais eficientes para identificar a presença do vírus em um indivíduo contaminado. O PCR é considerado um modelo de testagem para o coronavírus com taxas de sensibilidade e especificidade acima de 90%.

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"Mas tudo depende de uma coleta adequada e do período em que é realizado", acrescenta Luis Felipe. Segundo ele, esse teste é voltado para os casos suspeitos e precisa ser realizado por laboratórios devidamente habilitados. Sua aplicação deve ser utilizada para diagnóstico, preferencialmente, por volta do 2º ao 7º dia da infecção (etapa de aumento da carga viral).

Teste de antígenos

Para o teste de antígeno, é necessário uma quantidade de vírus muito grande no corpo e, por isso, ele só consegue ser realizado em pacientes com alta carga viral. Nele, é feita a coleta de secreção do nariz e garganta.

Nesse teste pouco sensível, é possível detectar alguma proteína do vírus no organismo. O exame que detecta a presença do antígeno deve ser feito na fase de maior carga viral e costuma ser utilizado no diagnóstico da fase aguda da doença.

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Teste rápido de sorologia

Os testes rápidos de coronavírus são divididos em dois tipos: os sorológicos e os de antígeno. Porém, o termo é mais utilizado para se referir aos testes de sorologia, geralmente feitos com uma pequena amostra de sangue e que dão resultado em minutos.

Os mais utilizados no Brasil detectam anticorpos do nosso sistema imune formados em resposta à presença do vírus no corpo. "Entretanto, a infecção pode estar em remissão ou inativa", explica Luis Felipe Valter. Ele afirma ainda que esses são os únicos tipos de teste vendidos e aplicados em farmácias.

O teste de sorologia detecta o aparecimento de anticorpos IgM e IgG, que surgem entre 10 a 20 dias após o início da infecção. Ele é medianamente sensível e, como a maioria dos pacientes apresenta títulos crescentes de anticorpos, ele deve ser realizado a partir do início da produção dos mesmos - que se dá cerca de 7 dias após a infecção, sendo que o ideal é realizá-los a partir do 10° dia.

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Existe também a possibilidade da pessoa ser portadora do vírus, mas ainda não ter produzido IgM e IgG. Além disso, como esses anticorpos permanecem por muitos dias após a doença, a presença deles não indica que a pessoa ainda esteja com o vírus. Neste caso, há a possibilidade de que ela esteja com algum grau de imunização, que pode ou não se esvair.

O resultado aparece em formas de linhas no teste em cerca de 15 minutos. A sensibilidade e especificidade dos testes sorológicos variam entre os fabricantes e, havendo baixa sensibilidade, o exame pode conduzir a uma maior probabilidade de obter resultados falsos-negativos. Portanto, seu uso deve ser cuidadoso e especializado.

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