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Dor súbita ou intensa: quando procurar um médico na pandemia

Saiba qual é a recomendação dos especialistas na hora de buscar um hospital para receber atendimento

Sentir dor nunca é algo normal e costuma indicar a presença de algum problema no organismo. No contexto da pandemia de COVID-19, diante do medo de contrair o novo coronavírus em ambientes hospitalares, boa parte da população deixou de buscar ajuda médica mesmo sentindo algum desconforto no corpo.

Entretanto, em muitos casos, essa falta de atendimento representa um grande risco à saúde - visto que alguns sintomas, especialmente a dor súbita ou intensa, podem estar relacionados com problemas mais graves, como infarto e AVC, que, quando não tratados rapidamente, podem levar a pessoa à morte.

Durante o período de isolamento social motivado pela disseminação do coronavírus, observou-se o aumento do número de mortes por causas naturais em casa. No Brasil, segundo dados divulgados pelo portal Nexo e o jornal Folha de S. Paulo, a partir de informações compiladas pelo Portal da Transparência do Registro Civil, houve um crescimento de 53% nos óbitos ocorridos em domicílio no período entre 26 de fevereiro e 26 de abril.

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Ainda não foi estabelecido o que realmente motivou esse aumento. Porém, de acordo com especialistas, ele pode estar relacionado ao receio de ir ao hospital durante a quarentena. "A grande causa de mortes em casa é o AVC. Quando as pessoas acompanham seus problemas de saúde, elas voltam ao médico a cada quatro meses. Por causa da pandemia, não voltaram", conta o cardiologista Abrão Cury, professor da Unifesp e médico do Hospital do Coração.

Por isso, é fundamental compreender quando a dor é motivo de uma visita ao médico. Entenda a seguir como reconhecer um quadro de saúde mais sério, que exige suporte de um especialista, e se é seguro buscar atendimento em hospitais durante a pandemia de COVID-19.

Quando procurar um médico após sentir dor

Dores súbitas, como aquela dor no peito, na cabeça e no abdômen, costumam ocorrer por diferentes motivos. Postura inadequada, cólica, gases, espasmo no esôfago ao engolir um alimento ou um movimento que força a coluna são alguns fatores que podem provocar o desconforto, de acordo com Francisco Torggler, médico supervisor do Departamento de Emergência do Hospital 9 de Julho.

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Normalmente, uma dor súbita costuma passar rapidamente com o uso de analgésicos ou com a adoção de medidas simples, como ingestão de líquidos ou mudança na postura.

Entretanto, há casos que exigem a assistência de um especialista. Quando a dor apresenta características diferentes, se torna constante e surge em uma região não habitual do corpo, a recomendação é buscar uma unidade de saúde, segundo Torggler.

Isso não significa que dores agudas não peçam uma visita ao pronto-socorro, uma vez que diferentes quadros clínicos e graves precisam de diagnóstico com a ajuda de recursos hospitalares.

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"Entre os possíveis problemas relacionados à dor aguda temos: hemorragia meníngea (cerebral), glaucoma agudo, hérnias de disco complicadas, infarto do miocárdio (ou angina), pneumotórax espontâneo, colecistite aguda (muitas vezes por cálculo na vesícula), úlcera gástrica complicada, cólica renal, apendicite aguda, diverticulite aguda, cisto de ovário roto, aneurisma de aorta descompensado, hemorragias intra-abdominais e oclusões vasculares agudas", lista o médico.

É seguro ir ao hospital na pandemia?

Com a pandemia do novo coronavírus, que ocorre desde fevereiro de 2020 no Brasil, a recomendação de ir ao hospital em situações simples foi contraindicada pela compreensão de que as unidades de saúde seriam um foco de transmissão da COVID-19. Entretanto, essa recomendação acabou mudando.

"À medida que aprendemos mais sobre a doença, temos mais recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis. No início, havia muito medo de se passar perto da porta de um hospital. Hoje, estamos preparados para receber quaisquer pacientes com agravos agudos da saúde, que tragam risco imediato de morte ou de sequela. Mesmo os pacientes com pneumonia mais severa pelo coronavírus são tratados adequadamente em UTIs, sendo que a grande preocupação inicial, que era a falta de respiradores, está fora de cogitação atualmente", afirma Torggler.

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De acordo com o médico, desde o início da pandemia, houve uma preocupação do corpo médico em dar atendimento a todos os pacientes, estejam eles contaminados com o coronavírus ou não. Além disso, também existe um cuidado para que pessoas com COVID-19 e as equipes que os atendem sejam separados dos demais.

Segundo o cardiologista, as unidades de saúde estão seguras e não há o que temer caso seja necessário buscar atendimento hospitalar. "Se você tem dor no peito, procure um médico. Não só por um problema cardíaco, pois esta dor pode ser uma apendicite, por exemplo. E se demorar a receber atendimento, as chances de complicações aumentam", reforça.

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