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Rede SUS adota testes rápidos para identificar hepatites B e C

Exames detectarão doença em meia hora

A partir de agosto, a rede SUS (Sistema Único de Saúde) passará a oferecer testes rápidos para detectar as hepatites B e C. Os resultados devem ficar prontos em meia hora e, em caso positivo, os pacientes devem ser encaminhados para acompanhamento médico.

A princípio, os testes serão oferecidos nos CTAs (Centros de Testagem e Aconselhamento) - centros especializados em diagnosticar e prevenir DSTs, onde é possível fazer testes para sífilis, HIV e, agora, hepatites B e C - de algumas capitais do país. O investimento do Ministério da Saúde é de mais de 10 milhões de reais, usados na aquisição de três milhões e 600 mil testes. A expectativa é de que, até o final de 2011, a rede de postos que realizam os testes de biologia molecular para os tipos de hepatite passe de 16 para 38 unidades.

Apenas uma gota de sangue é necessária para que o teste seja feito. O objetivo do Ministério da Saúde é obter o diagnóstico precoce dessa doença, o que evitaria a transmissão e facilitaria o tratamento. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), um terço da população mundial (aproximadamente 2 bilhões de pessoas) foi infectada pela hepatite.

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Vacina ainda é melhor meio de combate à hepatite

Uma das medidas mais importantes para o controle da hepatite é a vacinação. O Ministério da Saúde libera a vacina para todas as pessoas menores de 24 anos ou para maiores dessa idade que façam parte de algum dos grupos de risco, ou seja, pessoas que têm mais chance de adquirir a doença, como profissionais que exerçam atividades na área da saúde, indivíduos que tenham contato sexual com parceiros que possuem casos agudos de Hepatite B não vacinados, pessoas que residam na mesma casa de um portador crônico do vírus da Hepatite B, vítimas de abuso sexual (não vacinadas contra a hepatite), pessoas que realizam ou estão no aguardo para fazer sessões de hemodiálise, portadores soropositivos (HIV+) ou com o seu sistema imunológico comprometido, podólogos, profissionais do sexo, população carcerária (profissionais e presidiários), doadores regulares de sangue, profissionais que coletam lixos hospitalar e domiciliar, entre outras.

As pessoas com idade acima de 20 anos que não fazem parte desses grupos citados anteriormente não têm direito de receber a vacina gratuitamente nos serviços de saúde pública; porém, se tiverem condições financeiras para pagar, podem recebê-la em consultórios e em clínicas particulares. A vacina completa inclui a administração de três doses, em datas diferentes.

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Diante da relevância da doença, é importante destacar que, se você tem até 20 anos de idade ou se está entre um dos grupos citados acima e ainda não recebeu a vacina, a procura pela Unidade de Saúde mais próxima de sua residência é fundamental.