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Reposição de testosterona pode reduzir o risco de infartos e AVC, mostra estudo

O estudo foi feito com 83 mil veteranos dos Estados Unidos e mostro que eles tinham 56% menos de chances de morrer no período avaliado

A testosterona é o principal hormônio masculino, mesmo sendo comum também em mulheres. Com o passar dos anos, sua quantidade também cai nos homens, quando eles passam pela chamada andropausa. O problema é homens com esse hormônio em menor quantidade estão em maior risco de saúde, principalmente a do coração. Pelo menos isso foi demonstrado em um estudo publicado no The European Heart Journal.

O estudo foi feito com uma base de dados dos veteranos de guerra dos Estados Unidos, que reúne informações de 83 mil homens com mais de 50 anos. Os dados foram coletados entre 1999 e 2014. Os estudiosos dividiram esses homens em três grupos:

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Os grupos foram feitos de forma que homens com perfis de saúde similares foram comparados, além disso, os pesquisadores levaram em conta diversos fatores que podem afetar o risco cardiovascular, como idade, índice de massa corporal (IMC), incidência de doenças crônicas, níveis mais altos de colesterol LDL e uso de estatinas, aspirina e beta-bloqueadores.

Ao comparar os grupos, eles perceberam que as pessoas do Grupo 1, com a testosterona restaurada aos níveis normais tinham 56% menos chances de morrer durante o período de observação (cerca de 5 anos) em comparação ao Grupo 3, que nunca se tratou. Nessa comparação, os cientistas também perceberam que eles tinham 24% menos chances de ter um infarto e 36% menos chances de ter um AVC.

Agora, ao comparar os membros do Grupo 2 e 3, ou seja, os que se trataram sem restaurar completamente os níveis de testosterona com os que nunca se trataram, não houve grandes diferenças, apenas uma redução pequena nos níveis de mortalidade.

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Os especialistas ainda não sabem ao certo qual a relação entre a testosterona e essa melhora, mas pode estar relacionada a diversos fatores, como o índice de gordura corporal, resistência à insulina, inflamações, entre outras questões. No entanto, ainda é preciso entender também como deve ser essa reposição de testosterona para chegar a estes resultados.