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Esclerose múltipla recebe tratamento experimental

O Brasil tem 35 mil casos de pessoas com a doença, segundo o último Atlas da Esclerose Múltipla

Um estudo experimental, cujo objetivo é interromper o avanço da esclerose múltipla, foi realizado por uma equipe internacional liderada pela Universidade Northwestern, em Chicago (EUA). Cerca de cem pacientes participaram do estudo em hospitais universitários nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Suécia e até mesmo no Brasil.

Os resultados foram promissores, se comparados com os tratamentos convencionais disponíveis hoje. Em um grupo de 52 pacientes, apenas 3 apresentaram alguma piora em seu quadro três anos depois do procedimento, diferentemente do grupo de controle, que em um total de 50 pacientes, 30 tiveram uma piora.

O tratamento visa cessar o ataque do sistema imunológico às células cerebrais com uma abordagem radical: sua destruição e reconstrução. "Nós não estamos tentando regenerar os neurônios. O que tentamos é fazer com que o sistema imunológico pare de atacar o cérebro para permitir que ele se recupere", afirma Richard Burt, líder do projeto em entrevista para o jornal O Globo.

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O que é?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro, nervos ópticos e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso acontece porque o sistema imunológico do corpo confunde células saudáveis com "intrusas", e as ataca provocando lesões. O sistema imune do paciente corrói a bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina. Os danos à mielina causam interferência na comunicação entre o cérebro, medula espinhal e outras áreas do sistema nervosa central.

Como é realizado o tratamento experimental?

Na terapia são coletadas células-tronco hematopoiéticas do paciente, presentes no sangue e na medula óssea, que são capazes apenas de se diferenciar em células sanguíneas (hemácias, glóbulos brancos, etc...).

Em seguida, medicamentos quimioterápicos potentes são ministrados para a remoção total do sistema imunológico da pessoa, cessando a inflamação no cérebro. Então, as células-tronco hematopoiéticas coletadas são injetadas novamente no paciente, para que elas reconstruam o sistema imunológico.

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