Melatonina produzida no pulmão barra ação de coronavírus, diz novo estudo

Hormônio do sono impede que SARS-CoV-2 infecte uma pessoa e ajuda a entender casos de assintomáticos

Um estudo elaborado por cientistas brasileiros revelou que o hormônio melatonina produzido nos pulmões funciona como uma barreira contra o coronavírus (SARS-CoV-2). A pesquisa, desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP), foi publicada na revista científica

De acordo com com o estudo, a melatonina, um hormônio natural produzido para a indução do sono, impede que o coronavírus ative os genes codificadores de proteínas, usados para que o vírus se reproduza no corpo. As células que seriam responsáveis pela expressão destes genes são os macrófagos residentes e estão presentes no nariz e nos alvéolos pulmonares e epiteliais do corpo - estruturas que são portas de entrada no coronavírus no nosso organismo.

Ao bloquear a síntese proteica, a melatonina acaba impossibilitando a reprodução do coronavírus e a ativação do sistema imunológico. Nestes casos, o coronavírus permanece nas vias respiratórias por alguns dias e, então, fica livre para encontrar outro hospedeiro que não seja a pessoa cuja melatonina bloqueou a ação do vírus.

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A descoberta dos pesquisadores da USP, que analisaram pelo menos 455 genes relacionados à forma como o SARS-CoV-2 se comporta no corpo humano, abre horizontes para a comunidade científica entender por que algumas pessoas apresentam sintomas de COVID-19 e outras são assintomáticas.

Usar melatonina previne COVID-19?

O estudo também abre margem sobre um possível uso de melatonina em sua forma nasal - seja em gotas ou em em ou aerossol - na prevenção da COVID-19.

Porém, esta recomendação ainda não é feita pelos cientistas, uma vez que para a comprovação da eficácia da melatonina como método preventivo para a doença será necessário mais estudos aprofundados sobre o assunto.

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Vale lembrar que, até o momento, não há nenhuma substância comprovada cientificamente que seja usada como medicamento para o tratamento da COVID-19. Pacientes que são acometidos pela doença são orientados a realizar os seguintes procedimentos, apenas:

Quanto à prevenção da COVID-19, o único método comprovadamente eficaz para a doença é a vacinação - prática já aplicada em alguns países do mundo.

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No Brasil, porém, não foi aprovada nenhuma vacina ainda para a COVID-19. Duas delas estão em análise pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina de Oxford e a Coronavac, e o resultado do pedido de uso emergencial deve sair nos próximos dias.

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