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Miíase: o que é, tratamentos e sintomas

O que é Miíase?

A miíase é uma infecção parasitária causada por larvas de várias espécies de moscas, que invadem a pele ou orifícios do corpo, como olhos, nariz e ouvidos. É uma zoodermatose (doença da pele causada por animais), que afeta diversos animais vertebrados, incluindo o ser humano. Entre os exemplos mais comuns estão o calcanhar de maracujá e o berne.

Quanto ao seu surgimento, a miíase pode aparecer em diversas partes do corpo. É a partir delas que pode-se classificar a infecção da seguinte maneira:

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Causas

A ocorrência da miíase ocorre através do depósito de ovos de mosca na pele e em feridas, que eventualmente eclodem e se transformam em larvas. De acordo com a dermatologista Clarissa Prati, essa infecção costuma ocorrer em maior escala em outros animais, como vacas e cachorros, mas eventualmente pode atingir seres humanos.

Bárbara Carneiro, especialista em dermatologia, afirma que essa classe de doença afeta especialmente pessoas submetidas a más condições de higiene ou com pouco acesso a condições sanitárias adequadas e que possuam feridas na pele sem devido tratamento.

Tipos

As miíases podem ser divididas em três grupos:

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Tais grupos podem ser separados ainda entre miíase primária ou miíase secundária.

Miíase primária

A miíase primária, também chamada de furunculóide, berne ou dermatobiose, é produzida pelas fêmeas da espécie Dermatobia hominis ("varejeiras"). Essa classificação de miíase simula um furúnculo, com um orifício que drena secreção amarelada, por onde a larva respira.

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O paciente diagnosticado com miíase primária costuma ter a sensação de “ferroada” na região atingida. De acordo com os especialistas, outras complicações também podem surgir, como:

Miíase secundária

A miíase secundária, também conhecida como bicheira, é provocada pelas moscas Cochliomyia hominivorax, Callitroga macelaria e espécies do gênero Lucilia, e ocorre pelo depósito de dezenas de ovos em feridas ou cavidades ulceradas.

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Os locais mais atingidos costumam ser as fossas e os seios nasais, os globos oculares e condutos auditivos. A gravidade do quadro depende da localização e do grau de destruição da pele.

Sintomas de Miíase

Como complicações adicionais, no caso de não tratamento da condição, podem ocorrer também:

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Diagnóstico de Miíase

A miíase costuma ser identificada com facilidade, uma vez que as larvas precisam vir à superfície em algum momento para respirar. No entanto, como o quadro clínico pode ser confundido com um furúnculo, otite ou terçol, é importante que o diagnóstico de miíase seja feito clinicamente, com a presença de um profissional que possa descartar demais possibilidades.

Tratamento de Miíase

Em geral, os métodos de tratamento da miíase consistem em: limpar a ferida, anestesiar localmente a área (dependendo da lesão, não há necessidade de anestésico); retirar larva por larva com o auxílio de uma pinça; tratar a ferida com bacteriostático local ou, conforme o caso, usar antibiótico de largo espectro.

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Na miíase primária, faz-se uso da oclusão da ferida com vaselina pastosa ou esmalte de unha, o que impede que a larva respire. Após sua imobilização, retira-se a larva com pinça ou expressão manual. Pode-se fazer ainda a retirada cirúrgica da larva. Os danos provocados nas áreas ao redor da ferida exigem melhor avaliação dos especialistas.

Na miíase secundária, realiza-se a extração manual das larvas e/ou administração de ivermectina sistêmica (200mg/kg em dose única), embora o remédio possa ser recomendado em ambas as classificações de miíase. A ingestão do medicamento provoca a morte das larvas, que deverão ser retiradas preferencialmente com pinça.

A dermatologista Bárbara Carneiro explica que, em quadros graves, é necessária uma pequena cirurgia local e até uma posterior cirurgia plástica para correção de cicatriz. Uma vez que a extração das larvas pode ser arriscada, com risco iminente de algum vestígio das larvas causar subconsequente infecção, recomenda-se sempre o auxílio médico.

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Prevenção

As medidas de prevenção contra a miíase consistem em sua maioria na manutenção da higiene pessoal, como lavar as mãos, tomar banho diariamente e tratar as lesões de pele, especialmente aquelas provenientes de câncer e demais feridas crônicas. Medidas como manter lixos fechados e ter janelas com telas são importantes em locais com muitas pessoas acamadas.

Além disso, evitar que moscas se proliferem também é uma recomendação, sendo indicado o uso de inseticidas ou mesmo mosquiteiros, como forma de combater qualquer possibilidade de sobrevivência das larvas no local.

Mais sobre Miíase

Fotos de miíase

ATENÇÂO: as fotos a seguir podem ser fortes e causar desconfortos em algumas pessoas:

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Miíase em gato - Foto: Uwe Gille
Miíase em gato - Foto: Uwe Gille

A miíase atinge tanto animais, como cachorros e gatos, quanto em seres humanos.Veja:

Miíase na pele humana - Foto: User:wadudu (talk) 09:33, 28 January 2014 (UTC)
Miíase na pele humana - Foto: User:wadudu (talk) 09:33, 28 January 2014 (UTC)

Referências

Clarissa Prati - Dermatologista, vice presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Secção RS

Bárbara Carneiro - dermatologista atuante em São Paulo (SP) e Salvador (Bahia) Ministério da Saúde

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Fernando A. Q. Ribeiro, Celina S. B. Pereira, Adriana Alves, Manuel A. Marco -Tratamento da miíase humana cavitária com ivermectina oral.Rev. Bras. Otorrinolaringol. vol.67 no.6 São Paulo Nov. 2001

NEVES, David P. Parasitologia Humana. 12 ed. Atheneu, 2011.