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Ultrassom: o que é, para que serve e como é feito

Ultrassom é um exame que contribui ao diagnóstico de diversas doenças e acompanhamento da gestação

Conteúdo atualizado em 04/09/2020

O que é o ultrassom?

O exame de ultrassom é um método de diagnóstico por imagem que detecta doenças e/ou variações anatômicas com base na forma, tamanho e textura das estruturas (órgãos) avaliadas; e também serve de acompanhamento da saúde do bebê e da mãe durante a gestação.

Ao contrário da maioria dos exames de diagnóstico por imagem (assim como o raio X, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética), a ultrassonografia é uma técnica que não emprega radiação ionizante para a formação da imagem.

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Na ultrassonografia são emitidas ondas de som em alta frequência (inaudíveis) que fazem os tecidos vibrarem, e essa vibração dos tecidos é captada pelo aparelho instantaneamente para a formação das imagens.

Além disso, a ultrassonografia é muito eficaz para o diagnóstico de doenças de tecidos moles que não aparecem de forma adequada em radiografias.

Também pode distinguir cistos cheios de líquido e tumores sólidos, porque eles produzem diferentes padrões de eco.

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Foto: Zoriana Zaitseva/Shutterstock
Foto: Zoriana Zaitseva/Shutterstock

Outros nomes: Ultrassonografia

Tipos de ultrassom

Existem diversos tipos de exames de ultrassom, como de mamas, fetal, abdominal, pélvico, e dentro destes tipos existem ainda subtipos, cada um com diferentes objetivos. Confira alguns tipos de ultrassom.

Ultrassom abdominal

O ultrassom abdominal tem como intuito observar as estruturas dentro do abdômen. É um método de triagem muito utilizado para identificar um aneurisma na aorta abdominal. Entretanto, pode ser usado para identificar outros problemas de saúde.

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O exame possibilita ver muitos órgãos no abdômen e é completamente seguro, não apresentando qualquer risco. O médico pode indicar o ultrassom abdominal se você tiver algum problema em uma destas partes do corpo:

O ultrassom abdominal pode identificar:

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Preparo do ultrassom abdominal

Para fazer o exame e obter resultados assertivos, é preciso seguir alguns passos para o preparo, como evitar comer e beber de 8 a 12 horas antes - já que alimentos no estômago e no trato intestinal podem atrapalhar o especialista em conseguir imagens claras.

Pergunte ao médico se você pode beber água durante o período de jejum e se você pode continuar tomando algum remédio de uso contínuo.

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Ultrassom Transvaginal

O exame de Ultrassonografia Transvaginal (USG TV) é um complemento do exame de Ultrassonografia Pélvica, feito com sonda para observar a vagina e o útero. O exame serve para diagnosticar doenças na região pélvica, como:

No início da gravidez, este exame é fundamental para verificar a implantação do embrião no útero, além de estimar o tempo e o desenvolvimento da gestação.

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Ultrassom Obstétrico

O ultrassom obstétrico, também conhecido como ultrassom fetal, é um exame que usa ondas de som para produzir a imagem do feto no útero. Além disso, também serve para diagnosticar problemas na gestação e outras doenças.

Há dois tipos de ultrassom obstétrico: a ultrassonografia transvaginal e a ultrassonografia abdominal. Neles, é possível também aplicar diferentes métodos de ultrassom, como imagem em 3D, 2D e ultrassom Doppler.

A ultrassonografia fetal serve para:

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Ultrassom morfológico

Existe ainda um tipo de ultrassom obstétrico chamado de ultrassom morfológico, que é mais específico e serve para analisar a formação do bebê no útero.

O ideal é que sejam feitos, no mínimo, quatro ultrassons obstétricos (ou fetais) ao longo da gravidez, sendo:

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Ultrassom Doppler

O ultrassom Doppler é um exame não-invasivo que pode ser usado para estimar o fluxo de sangue através dos vasos sangüíneos. Trata-se de ondas de alta frequência (ultrassom) aplicadas nas células vermelhas circulantes.

Um ultrassom regular também utiliza ondas de som para produzir imagens, porém, não reproduz o fluxo sanguíneo. Já o Doppler possui um dispositivo usado nos transdutores para detectar o deslocamento de fluídos.

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Um ultrassom Doppler pode diagnosticar muitas doenças e condições, tais como:

O exame consegue estimar qual a velocidade e frequência do fluxo sanguíneo, e também pode ajudar o médico a verificar se há lesões nas artérias ou monitorar certos tratamentos nas veias e artérias.

Além disso, serve como alternativa a procedimentos mais invasivos como a angiografia, em que é necessário injetar corante nas veias sanguíneas para que elas apareçam claramente nas imagens de raio X.

Ultrassom de mamas

O ultrassom de mamas é um exame feito para diagnosticar alterações mamárias. O exame ajuda a identificar lesões, como aquelas que podem ser palpadas, mas que não são visualizadas em mamografias ou em mulheres de tecido mamário denso.

Também ajuda a distinguir nódulos dos cistos (lesões com conteúdo líquido), uma vez que ambos aparecem como nódulos na mamografia. Portanto, o exame é indicado nos seguintes casos:

Ultrassom da Tireoide

O exame utiliza ondas de som de alta frequência para produzir imagens da glândula tireóide. O ultrassom ajuda a diagnosticar doenças e anomalias no órgão e nas estruturas adjacentes a ele. O exame é indolor e seguro, pois não faz uso de radiação.

A tireoide está localizada no pescoço, acima das clavículas. Ela é responsável por produzir e enviar hormônios para a corrente sanguínea, que regulam uma variedade de funções do organismo. O ultrassom na tireoide é indicado para:

Outros tipos de ultrassom

Ultrassonografia convencional: trabalha com imagens formadas em modo B (bidimensional)

Elastografia: os pulsos de som fazem os tecidos vibrarem e a leitura desta vibração determina os variados graus de dureza tecidual, sendo indicada, por exemplo, para determinação do grau de fibrose de um tecido, pesquisa de cirrose hepática, evitando necessidade de procedimentos invasivos como a biopsia.

Ecocardiograma transesofágico: um transdutor, inserido no esôfago, obtém imagens do coração. Geralmente é feito com sedação.

Ultrassonografia transretal: o teste cria imagens da próstata, colocando um transdutor especial no reto

Ultrassom pélvico: A ultrassonografia pélvica serve para analisar órgãos no interior da pélvis (útero, ovários e trompas, além das artérias e veias da região) e também para acompanhar o desenvolvimento da gravidez.

Para que serve o ultrassom?

A ultrassonografia é feita por diversos motivos, sendo que uma das mais comuns é para gestantes fazerem o pré-natal e detectarem possíveis malformações no embrião.

Além disso, o ultrassom serve para verificar:

Como é feito o ultrassom?

Foto: New Africa/Shutterstock
Foto: New Africa/Shutterstock

O exame de ultrassom é feito por um técnico de radiologia ou pelo próprio médico, e em seguida é analisado por um especialista. Há posicionamentos diferentes para realizar o exame, dependendo da região do corpo que é preciso analisar.

"O médico manuseia uma sonda (transdutor) através da pele ou cavidades, utilizando-se de um meio condutor (gel à base de água), e as imagens são formadas simultaneamente na tela do aparelho. A partir das imagens dinâmicas captadas, o médico seleciona as que melhor representam os achados e obtém fotos que ficam como registro do estudo", explica Alberto Lobo, radiologista do Fleury.

O uso do gel ajuda a evitar bolsas de ar, que podem bloquear as ondas sonoras que criam as imagens.

O ultrassom geralmente é indolor, contudo é possível sentir um leve desconforto quando o ultrassonografista guia o transdutor sobre o corpo, especialmente se ele for inserido ou o paciente estiver com a bexiga cheia.

Um exame de ultrassonografia típico leva de 30 minutos a uma hora.

Quando o ultrassom é indicado?

O exame é indicado como auxiliar diagnóstico em casos de:

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock

Quando o ultrassom é contraindicado?

De acordo com o radiologista Alberto Lobo, não existe nenhuma contraindicação absoluta à realização do ultrassom.

De qualquer forma, caso tenha alguma condição de saúde, é importante avisar o médico antes da realização do exame.

Qual o preparo do paciente para fazer um exame de ultrassom?

O preparo para o exame pode variar dependendo do tipo de ultrassom.

A avaliação do abdómen, por exemplo, necessita de seis horas de jejum para que a vesícula biliar se apresente adequadamente distendida e que não exista interposição de resíduos alimentares entre a parede do abdome e os órgãos profundos pâncreas/retroperitôneo.

Além da necessidade da bexiga cheia para que os órgãos pélvicos possam ser avaliados (próstata e vesículas seminais/útero e ovários).

"Outro exame que exige preparo é o estudo endovaginal para pesquisa de endometriose profunda, sendo necessário o uso de medicações laxativas e lavagem do reto (fleet-enema). Os demais estudos não requerem nenhum preparo específico", afirma o radiologista.

Possíveis complicações/riscos do ultrassom

A ultrassonografia diagnóstica é um procedimento seguro que usa ondas sonoras de baixa potência. Não há riscos conhecidos.

O que significa o resultado do exame?

Foto: Thomas Andreas/Shutterstock
Foto: Thomas Andreas/Shutterstock

Quando o resultado do exame aparece negativo, é sinal de que a região analisada não possui anormalidades detectáveis.

A depender da suspeita clínica, outro método de imagem pode ser necessário para garantir a completa ausência de patologia.

Quando positivo, com descrição de alguma patologia, a conduta clínica/cirúrgica pode ser implementada, a menos que exista necessidade de um exame de imagem complementar com melhor abrangência anatômica para programação cirúrgica.

Quanto o preço de um exame de ultrassom?

Quando feito de forma particular (ou seja, não há cobertura por convênio médico), o preço varia muito de acordo com o local do corpo onde é realizado e com a quantidade de detalhes e informação que se deseja obter com o exame.

Assim, o valor de um ultrassom pode variar de R$ 60 a mais de R$ 200.

Referências

Alberto Lobo, radiologista do Fleury Medicina e Saúde

Mayo Clinic

The British Medical Ultrasound Society (BMUS)

Maria Cristina Chammas, radiologista e diretora médica do Alta Excelência Diagnóstica

Eigier Diagnóstico

Associação Paulista de Medicina