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Hipertermia: o que é, sintomas, causas e cuidados

A hipertermia indica temperaturas corporais acima de 37,5 graus e pede por resfriamento imediato do corpo

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O que é a hipertermia

Como o próprio nome sugere, a hipertermia consiste no aumento da temperatura do corpo acima do valor considerado normal em ocasião em que tal aumento não seja ocasionado por febre - geralmente com efeitos muito prejudiciais.

O que difere a hipertermia da febre é principalmente a causa que levou ao aumento de temperatura que afeta o funcionamento do corpo. O histórico clínico e o exame físico podem auxiliar na diferenciação, dando ao diagnóstico maior clareza.

Diferença entre febre e hipertermia

Para diferenciar a febre e a hipertermia, antes de mais nada, é importante entender que a temperatura do corpo é regulada por uma espécie de termostato na região do cérebro chamada de "hipotálamo".

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Na febre, tal aumento se dá pela presença de substâncias conhecidas como "pirogênios", que podem vir de fora do corpo, como toxinas de bactérias, ou mesmo de dentro do próprio corpo, como as chamadas citocinas pirogênicas. Os pirogênios têm a capacidade de aumentar os valores que o "termostato" tolera, elevando assim a temperatura do corpo.

"Ou seja, no caso de febre, é como se o organismo de fato 'quisesse' elevar sua temperatura, ou pelo menos 'tolerasse' esse aumento. Já na hipertermia o aumento da temperatura se dá, comumente, pela falha do corpo em perder calor" explica Rodrigo Prado, clínico geral do Hospital Albert Sabin de SP.

Valores de temperatura da hipertermia

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Assim como acontece com a febre, considera-se uma possível hipertermia quando a temperatura do organismo chega a valores acima de 37,5 graus.

Hipertermia e hipotermia

A hipotermia é justamente o estado oposto ao da hipertermia. Ou seja, enquanto a hipertermia consiste na elevação da temperatura prejudicial ao corpo, a hipotermia se refere ao decaimento indesejado, quando os valores atingem números abaixo de 35 graus.

Sintomas da hipertermia

Pacientes com hipertermia podem apresentar diversos sintomas, de modo geral, inespecíficos. Entre eles estão:

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Causas

As causas da hipertermia incluem:

-Elementos externos, por exemplos: exposição ao sol, banhos muito quentes prolongados, proximidade a fornos, esportes de alta performance;Patologias ou doenças (neoplasia ou doenças do hipotálamo, onde se localiza o centro termorregulador);Causas infecciosas;Medicações (drogas que afetam o sistema nervoso central e anestésicos)

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Tipos

Hipertermia clássica

"Hipertermia clássica" não indica diretamente nenhum transtorno específico, mas é usada para nomear casos de hipertermia não relacionados ao esforço físico. Ela ocorre quando o corpo falha em manter a temperatura abaixo de 37.5ºC mesmo na ausência de atividade física.

Essa classificação é dada, usualmente, quando a hipertermia ocorre por exposição prolongada a ambientes quentes e úmidos, uso excessivo de roupas e desidratação, principalmente em crianças e idosos.

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Hipertermia induzida

Hipertermia induzida por esforço físico é a que se desenvolve por atividade física (muscular) prolongada, em ambientes úmidos e com temperaturas elevadas, dificultando assim a perda de calor através da pele e aumentando a temperatura do corpo. Esse quadro é relativamente comum entre pacientes mais jovens que se aventuram ao realizar atividades físicas intensas.

Hipertermia maligna

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Hipertermia maligna é uma doença muscular, hereditária, rara, que aparece quando o indivíduo é exposto a alguns tipos de anestésico, os "halogenados" (halotano, isoflurano, sevoflurano etc) ou o bloqueador neuromuscular chamado succinilcolina.

Essa categoria costuma apresentar valores de temperatura superiores a 40 graus, configurando um quadro grave, e também é marcada, em geral, por taquicardia e rigidez muscular, podendo rapidamente evoluir com insuficiência renal ou coagulopatia intravascular disseminada.

Tratamento

Para combater a hipertermia, o recomendável é buscar pelo resfriamento do organismo, fazendo com que este troque calor com o ambiente. Algumas medidas que atuam a favor disso são: banhos de imersão em água fria, ingestão de líquidos frios, exposição a ambientes com temperaturas mais baixas e compressas frias em regiões-chave do corpo.

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Essas medidas devem ser iniciadas de imediato, por qualquer pessoa, pois, se não tratada o mais rápido possível, a condição acaba levando a sintomas mais perigosos, como desidratação, convulsões e arritmias cardíacas, potencialmente causando morte.

Curiosamente, a administração de medicamentos para febre, como paracetamol, dipirona ou antiinflamatórios não hormonais, é ineficiente para redução da temperatura do paciente com hipertermia.

Medicamentos

Para casos de hipertermia, geralmente não são prescritas medicações e sim doses adequadas de soluções para hidratação, além dos remédios que combatam certos sintomas que persistam após a redução da temperatura do corpo.

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De acordo com a médica intensivista Maria Odila Gomes Douglas, excepcionalmente nos casos em que a hipertermia ocorre após o uso de anestésicos, é indicada uma medicação específica, a dantrolene. Ela ainda esclarece que esta administração deve ser feita de maneira exclusiva por médicos e em ambiente de UTI.

Prevenção

Para evitar esse tipo de quadro é interessante que a pessoa mantenha-se sempre bem hidratada. A proteção contra o sol forte a partir do uso de protetor solar e roupas com proteção UV também é indicada.

Além desses cuidados, recomenda-se evitar a prática de atividades físicas intensas em dias de muito calor e procurar um abrigo mais fresco ao menor sinal de sintomas como tontura e cansaço extremo.

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Referências

Maria Odila Gomes Douglas, médica intensivista e Presidente da Sociedade Paulista de Terapia Intensiva Regional ABC - CRM: 53397/SP

Rodrigo Prado, médico clínico geral do hospital Albert Sabin de SP