Atividade sexual diminui após ataque cardíaco por falta de informação

Pacientes ficam sem saber se podem ou não voltar a ativa depois do problema

POR MINHA VIDA PUBLICADO EM 24/05/2010

Um estudo realizado pela American Heart Association Scientific e divulgado em um fórum sobre qualidade de vida pós-doenças cardiovasculares, constatou que pacientes que tiveram ataque cardíaco deixam de praticar sexo por medo de não estarem prontos para isso em função da falta de informação médica sobre a atividade.

A pesquisa avaliou 1184 pacientes do sexo masculino e 576 do sexo feminino que sofreram um ataque agudo do coração. Quase metade dos homens e cerca de um terço das mulheres relataram ter recebido instruções sobre a hora certa de recomeçar a atividade sexual depois do problema.

Um número ainda menor - menos de 40 % dos homens e menos de 20 % das mulheres falou sobre sexo com seus médicos, depois do ataque cardíaco.  

Um ano após o ataque cardíaco, dois terços dos homens e cerca de 40 % das mulheres relataram alguma atividade sexual. A maioria dos participantes foi avaliada um mês e, novamente, um ano após o seu ataque cardíaco em relação ao nível de atividade sexual, tanto antes como após um ataque cardíaco.

O estudo revelou ainda que em média, os homens correm 1/3 a mais de risco de perderem as atividade sexual após o ataque do que as mulheres. Os médicos explicam que a sexualidade é uma parte importante na recuperação destes pacientes e que as orientações médicas são fundamentais para evitar que eles deixem de praticar sexo por medo. 

Os médicos explicam ainda que a probabilidade de morrer durante a relação sexual, mesmo entre pessoas que tiveram um ataque cardíaco, é muito pequena e que a melhor hora de voltar a fazer sexo e quando o paciente se sente confortável e disposto para isso. Mas a intensidade e a frequência da relação vão depender do ritmo de cada um. 

Não deixe de consultar o seu médico. Encontre aqui médicos indicados por outras pessoas.
Este conteúdo ajudou você?
Sim Não