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Quais são os tipos de fantasias e fetiches?

Esclarecimentos sobre a origem das manifestações sexuais

Por Especialista - publicado em 18/11/2010


Existem inúmeras práticas sexuais que, sob algum aspecto, divergem do socialmente aceito como "normal". Tais práticas, embora não sejam vistas como patológicas, fogem - e, às vezes, em muito - do que é descrito como aceitável pela maioria das pessoas. Assim, conceituam-se como desvios sexuais as situações em que as manifestações de um ou de vários dos aspectos sociais da sexualidade não acompanha as da maioria das pessoas; em outras palavras, as manifestações incomuns seriam desvios.

Na realidade, como em qualquer outro aspecto, as manifestações assumem um caráter absolutamente personificado, não sendo possível encontrar dois seres humanos com gostos e manifestações absolutamente iguais. Isso equivale a dizer que, de uma maneira ou de outra, todos nós somos portadores de desvios, em grau maior ou menor. São, nesse sentido, desvios, a atração sexual que alguns homens, às vezes, relatam sentir por mulheres com leve grau de estrabismo, em fases iniciais da gestação, ou com determinadas características físicas. Seriam também desvios, nesse sentido, a atração que algumas mulheres sentem por homens de determinado grupamento racial, com pêlos nas costas, muito mais velhos, ou que fumem cachimbos, por exemplo. As preferências pessoais, desde que incomuns, podem ser encaradas como desvios. 

A erotização é necessária para dar início à resposta sexual masculina e feminina e depende das nossas emoções

EXEMPLOS DE VARIAÇÕES:

Fetichismo - atração por objetos, em geral peças de vestiário, como sapatos, calcinhas, etc.
Parcialismo - interesse erótico por determinadas partes do corpo, como pés, mamas, etc.
Podofilia ou Podolatria - o portador tem forte atração erótica por pés.

A erotização é necessária para dar início à resposta sexual masculina e feminina e depende das nossas emoções: quando boas, a excitação vêm espontânea, contínua e intensamente; quando negativas, bloqueiam o processo do desejo e da erotização alterando negativamente a nossa sexualidade.

O homem apresenta um erotismo que enfatiza o visual e partes do corpo feminino, como podemos observar pelo grande número de revistas pornográficas. A mulher valoriza um erotismo mais tátil, considerando a pele a nossa maior zona erógena. O erotismo masculino é mais visual, mais genital; O feminino, mais tátil, muscular, auditivo, mais ligado aos odores, à pele, e ao contato.

No erotismo masculino e feminino as fantasias são ingredientes indispensáveis. Estas, pertencem ao mundo da imaginação e podem mexer com determinados sentidos (auditivo, olfativo, visual, tátil, gustativo) independente da presença física de um dado estímulo. No leque de fantasias que reside no interior de cada um, temos aquelas cuja temática envolve a sensualidade e o erotismo. Neste aspecto, encontramos a potencialidade das fantasias que servem para aumentar o nível de excitação erótica.  

Se a fantasia sexual é explorada e apreciada pelas sensações prazerosas que desperta, estará disponível e acessível sempre que se desejar. O erotizar é preciso, mas para que traga bons resultados na resposta sexual, deve vir acompanhado de entrega de corpo e alma, em local adequado, com tempo suficiente e talvez afetividade e sentimento, para que a energia sexual nos invada de boas e inesquecíveis sensações de prazer.

Os Fetiches e Fantasias Sexuais nem sempre andam juntos. Os fetiches, como no conceito acima, tem um foco específico enquanto a fantasia não, ela é ampla e aberta, ou vaga, sem definições claras. As fantasias sexuais são fundamentais para que as pessoas vivenciem o verdadeiro prazer sexual. Elas dão a sensação de que todos os nossos sonhos podem ser realizados. Ao fantasiarmos, somos nós os diretores das cenas que inundam a nossa mente, podendo mudá-las ou adaptá-las conforme o nosso desejo. Além disso, a fantasia não faz parte da realidade, portanto não estamos sujeitos à críticas e nem aos comentários maldosos.

No sexo tudo é válido desde que os parceiros dêem o aval para a sua realização. A permissão dos dois sempre deve existir, sem pressões, sem obrigações e sem violência. Qualquer prática sexual deve sempre ser discutida anteriormente pelos praticantes, com detalhes técnicos, para que não haja conseqüências físicas e psicológicas. Esta discussão prévia pode parecer difícil e constrangedora, mas, no entanto dará segurança, intimidade e cumplicidade aos parceiros no momento do ato sexual.  



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