Cirurgia pode acabar com convulsões em pacientes com epilepsia

Quase 50% não apresentou crises mesmo 10 anos após a intervenção

Por Minha Vida - publicado em 14/10/2011


Um estudo publicado na revista médica The Lancet revelou que quase metade das pessoas que sofrem de epilepsia não tem convulsões por pelo menos dez anos após se submeter à cirurgia no cérebro contra a doença. A análise foi liderada por cientistas da National Hospital for Neurosurgery at University College London, na Inglaterra.

A pesquisa acompanhou por 19 anos um total de 615 pacientes que fizeram cirurgia de epilepsia. Descobriu-se, então, que 82% deles estavam livres de crises um ano após a intervenção; 52% não teve convulsões cinco anos após e 47% não apresentou crises mesmo dez anos após a cirurgia.

Epilepsia é uma desordem cerebral sem cura que afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, incluindo crianças e adolescentes. A doença pode causar convulsões recorrentes por causa de sinais defeituosos que as células do cérebro enviam, causando espasmos musculares violentos que, em alguns casos, levam à perda de consciência.

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De acordo com os pesquisadores, a intervenção cirúrgica em pacientes com epilepsia só é recomendada quando as convulsões não podem ser controladas apenas com medicamento.

Sete dicas para entender melhor a epilepsia

1.
A epilepsia não é uma doença mágica, nem sagrada e, muito menos, demoníaca. Ela é uma doença neurológica comum;

2. A epilepsia não é uma doença contagiosa. Ela é apenas o produto de descargas anormais de células nervosas no nosso cérebro;

3. A epilepsia é universal. Ela acomete pessoas de qualquer faixa etária e de todos os países;

4. A epilepsia não pode ser vista como uma catástrofe. Ela é uma condição que tem tratamento e que na maior parte das vezes é benigna;

5. A pessoa com epilepsia é uma pessoa normal. Ela precisa seguir as instruções do médico, como qualquer um de nós.

6. A epilepsia não gera desadaptação social por si só. A superproteção dos pais em relação à criança pode levar a alterações de comportamento e personalidade, tornando a criança, frequentemente, socialmente isolada, dependente e insegura;

7. Na grande maioria dos casos bem conduzidos, a epilepsia não leva a problemas escolares. Com diagnóstico e tratamento adequados, aproximadamente 80% das crianças terá suas crises controladas com um mínimo de efeitos indesejados. Isso lhe permitirá acesso a uma vida normal.


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