Gene que determina doença cardíaca é passado de pai para filho

O cromossomo Y carrega fator de risco para infarto e colesterol alto

Por Minha Vida - publicado em 09/02/2012


Ao estudar o DNA de mais de 3.000 homens, os pesquisadores da Universidade de Leicester (Reino Unido) encontraram uma versão específica do cromossomo sexual que aumenta o risco de doença arterial coronariana em 50%. Um em cada cinco homens carrega essa versão do cromossomo Y, que além de elevar o risco de doenças cardíacas, como infarto, aumenta as chances de colesterol alto. 

Os médicos já sabem que os homens desenvolvem doença cardíaca cerca de uma década mais cedo do que as mulheres, em média. Fatores associados, como tabagismo e hipertensão arterial, também contribuem para esse problema de saúde. Neste novo estudo, os pesquisadores estudaram 3.233 homens que já participavam de outros estudos médicos para tratamento de doença cardíaca. Entre esses homens, 90% possuiam uma das duas versões mais comuns do cromossomo Y - chamadas haplogrupo I e haplogrupo R1b1b2. 

O risco de doença arterial coronariana entre as pessoas que carregam o haplogrupo I era 50% maior do que nos outros participantes. Os cientistas dizem que precisam identificar com precisão quais genes no cromossomo Y são responsáveis pelo achado, mas se dizem muito entusiasmados com os resultados. 

A descoberta pode levar a novas formas de tratar e prevenir doenças cardíacas em homens. Além disso, teste genético pode ajudar a detectar maiores risco para as doenças cardiovasculares em milhares de homens. Mesmo assim, especialistas recomendam que os homens não se esqueçam de outros fatores que já podem ser modificados, como a alimentação e o sedentarismo.  

Saiba o que entra e o que sai do prato para proteger o coração

Enquanto os fatores genéticos que determinam problemas do coração não podem ser tratados, cuide da alimentação para evitar essas doenças. O Minha Vida pediu a nutricionistas que indicassem as melhores e as piores opções de alimentos para pessoas com problemas que afetam o coração, ou mesmo para aquelas que querem manter esse órgão saudável por muitos anos. Confira! 

Leite integral X Leite desnatado

Alimentos de origem animal, como o leite integral, costumam ser ricos em gordura saturada. "Esse tipo de gordura traz prejuízos à saúde do coração, pois pode causar aterosclerose, aumento do colesterol e infarto", explica a nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde, em São Paulo. 

Apesar de também ser de origem animal, o leite desnatado é isento de gordura. Se você não gosta muito do sabor mais "aguado", pode optar pelo semidesnatado. "O leite semidesnatado chega a ter oito vezes a menos de gordura do que o integral", diz a nutricionista Paula Castilho, da clínica Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo.  

Refrigerantes X Sucos naturais

Não importa que ele seja light: o refrigerante é rico em sódio. "Isso leva à elevação na pressão arterial, o que aumenta os riscos de ataque cardíaco", afirma Paula. Para substituir, uma das opções é o suco de uva integral, já que a casca dessa fruta é fonte de resveratrol, um poderoso antioxidante. "Ele atua neutralizando os radicais livres do organismo, inibe a oxidação das gorduras e problemas de coagulação, além de auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares", explica Bruna Murta.  

Salgadinho industrializado X Salgadinho de soja

Além de serem ricos em sódio - o que eleva a pressão sanguínea -, os salgadinhos industrializados são cheios de gordura trans, que pode levar ao entupimento dos vasos sanguíneos e, consequentemente, a um derrame. 

Se o intuito for comer salgadinho como petisco, considere tentar um salgadinho de soja. "A soja é rica em isoflavona e em ômegas 3 e 6 que ajudam a regular os níveis de colesterol, diminuindo as chances de doenças cardiovasculares", justifica Paula Castilho.  

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Carnes vermelhas X Carnes brancas

Assim como o leite, as carnes vermelhas são ricas em gordura saturada, devido à origem animal. A nutricionista Bruna Murta explica que o excesso dessa gordura pode desregular o colesterol e levar a diversas complicações ao coração, sobretudo aterosclerose, que aumenta o risco de infarto. 

Substituir a carne vermelha pela branca - como frango e peixe -, nem que seja algumas vezes na semana, propicia grandes vantagens. No caso do peixe, que conta com ômegas 3 e 6, existe uma melhora no perfil lipídico, ou seja, o colesterol ruim baixa e o bom aumenta. 


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