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Disfunções na tireóide alteram metabolismo, mas pouco interferem no peso

A reposição hormonal, obrigatória aos pacientes, resolve a dificuldade para emagrecer

Por Minha Vida - publicado em 15/05/2008


É comum que homens e mulheres que praticam atividade física e seguem uma dieta balanceada não consigam perder peso, mesmo mantendo a disciplina e a regularidade. Quando isso acontece, uma das suspeitas levantadas é uma disfunção da tireóide, porém, pesquisas médicas mostram que ela não é tão vilã no emagrecimento como se imagina.





A tireóide é uma glândula endócrina que existe para harmonizar o funcionamento do organismo. Localizada no pescoço, é responsável pela produção de dois hormônios: o T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina), que estimulam o metabolismo e interferem no desempenho de órgãos como coração e rins, chegando a alterar o ciclo menstrual.

Por toda essa importância, a glândula tireóide precisa estar em perfeita ordem. Quando isso não acontece, o próprio corpo dá o alerta. Segundo o endocrinologista Wagner Caixeta, professor do departamento de Clínica Médica da Escola de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os tipos mais comuns de disfunção da tireóide são:
1. hipertireoidismo (liberação de hormônios em excesso, que aceleram muito o metabolismo);
2. hipotireoidismo (a glândula libera o T3 e o T4 em menor quantidade do que o necessário).

No primeiro caso, os sintomas são agitação física e mental, insônia, irritação e perda de peso. Ocorre exatamente o contrário quando o diagnóstico aponta o hipotireoidismo, que pode causar desânimo, cansaço, sonolência, pele seca, inchaço dos olhos, lentidão física e mental.

Fique por dentro
Veja algumas informações importantes sobre a glândula

- As disfunções da tireóide afetam mais as mulheres do que os homens;
- É perfeitamente possível fazer dieta e conseguir emagrecer mesmo fazendo tratamento para o hipotireoidismo;
- São poucos os casos de aumento de peso por causa da glândula. O seu funcionamento pode ficar mais lento, mas não impede que as pessoas venham a emagrecer;
- Devido à grande incidência de casos, os médicos introduziram a análise clínica que detecta as alterações na tireóide na lista dos demais exames de rotina, principalmente quando o paciente tem mais de 40 anos.

 O mito do aumento de peso
 Até pouco tempo atrás era comum ouvir que o hipotireoidismo causava aumento de peso. Mas, há um mito por trás disso. De acordo com João Hamilton Romaldini, professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Campinas

 (PUC Campinas) e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), logo que é diagnosticado o hipotireoidismo é indicada a reposição de hormônio. "Ela é feita com uma pílula de hormônio, que deve ser tomada diariamente, por toda vida", diz.

E, desde que bem feita a restituição, nada comprova que a glândula atrapalhe o processo de emagrecimento. "Os problemas de tireóide não têm ligação com o aumento do peso. Prova disso é que 40% das pessoas que têm hipotireoidismo são magras", explica.

Segundo Wagner Caixeta, o paciente com hipotireiodismo retém muito líquido e, por isso, tem a impressão de que está engordando. Na verdade, o aumento de peso é muito pequeno. Ele afirma que centenas de indivíduos com hipotireoidismo, após conseguirem aumentar a liberação dos hormônios e alcançarem a quantidade ideal, emagrecem apenas de 2 a 3 kg. "Eu costumo perguntar aos meus pacientes quantos litros eles perderam e não os quilos que emagreceram", brinca.

Diagnóstico fácil
Nos casos de pessoas que têm dificuldade em perder peso, apenas um especialista saberá indicar se o problema tem ligação ou não com o que, popularmente, se chama de tireóide preguiçosa. "Nada substitui um bom exame clínico", avisa Caixeta. Para obtê-los, os médicos solicitam um exame, que indicará os níveis de TSH (hormônio estimulante da tireóide) e T3 e T4.

Quando o diagnóstico aponta que a tireóide está liberando mais hormônios que o necessário, recorre-se ao uso de remédios específicos por um período que pode variar de um a dois anos. Nos dois casos, as visitas médicas devem ser regulares.







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