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Fibromialgia tem difícil diagnóstico

Exames laboratoriais não acusam doença

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, que acomete 6% da população adulta. Como as dores parecem caminhar pelo corpo e os sintomas são variados, o paciente costuma ficar apavorado e tem dificuldades de relatar ao médico o que sente.

Como se trata de uma doença cujos exames laboratoriais não acusam, o diagnóstico costuma ser demorado. Segundo a especialista, a média de tempo para o diagnóstico entre pacientes de classes A e B é de cinco anos e nas classes C e D, pode superar 10 anos. Os médicos estão acostumados a valorizar apenas os exames laboratoriais e a maioria não têm tempo para ouvir o paciente que peregrina de consultório em consultório, fazendo exames desnecessários que oneram o serviço de saúde público e privado.

Os principais sintomas da doença são dores pelo corpo, cansaço mesmo após dormir horas seguidas, fadiga, dores de cabeça, sensação de formigamento, agulhadas e inchaço, dores durante o período menstrual, rigidez no corpo pela manhã, sintomas de ansiedade e depressão, entre outros. A fibromialgia é uma doença crônica e seu tratamento deve ser multifocal. O uso de medicamentos como antidepressivos, analgésicos e anti-inflamatórios deve ser aliado a exercícios físicos, massagens, acupuntura e pilates, entre outros. A prática de exercícios físicos é a única maneira de aumentar a serotonina naturalmente. Entretanto, é preciso iniciar o tratamento com medicamentos para controlar a dor e dar condições para que o paciente consiga começar a se exercitar.

Márcia Veloso Kuahara é reumatologista e professora da UNINOVE.

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