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Tratamento de emergência contra HIV começa a ser distribuído no SUS

A PEP, como é chamada, deve ter início em até 72 horas após exposição e dura 28 dias

A distribuição unificada da profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV já começou a valer em todo o país. A partir desta quinta (23), todas as pessoas que foram expostas ao vírus causador da aids passam a ter acesso ao coquetel de medicamentos antirretrovirais em qualquer serviço especializado do Sistema Único de Saúde (SUS).

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A PEP, que tem sido popularizada como a "pílula do dia seguinte" para HIV, é uma realidade no Brasil desde os anos 90, mas foi somente em outubro de 2010 que o Ministério da Saúde a incluiu entre as recomendações de medicamentos antiaids, como forma de prevenção ao HIV após uma situação de risco. Só que de "pílula do dia seguinte" ela tem muito pouco. Por quê?

A profilaxia pós-exposição é um tratamento emergencial indicado para todas as pessoas que tiveram exposição ao vírus da aids, seja em caso de violência sexual, acidentes ocupacionais (principalmente profissionais de saúde que entraram em contato direto com sangue de pacientes) ou, ainda, em decorrência de uma relação sexual desprotegida. Para funcionar, no entanto, a PEP precisa ser iniciada em até 72 horas após a exposição, sendo que o recomendado é que ela tenha início o mais rápido possível. Depois de receber os medicamentos, o paciente deve toma-los meticulosamente ao longo de 28 dias para que a infecção não ocorra, ao contrário do que acontece com a verdadeira pílula do dia seguinte, que como o próprio nome diz, só precisa ser usada no dia que sucedeu o sexo desprevenido para evitar a fecundação do óvulo. Durante este quase um mês de terapia, podem aparecer alguns efeitos colaterais, como náuseas e vômitos, embora cada organismo responda ao tratamento de forma diferente.

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De acordo com Fábio Mesquita, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, o objetivo da distribuição unificada é facilitar o acesso, torna-lo universal e evitar que alguns postos de saúde especializados se recusem a fornecer a medicação por acreditarem que devem atender somente a soropositivos já em tratamento. "A maior parte das recusas ocorria para pessoas que recorriam aos serviços após manter relações sexuais desprotegidas", disse em coletiva de imprensa. Contudo, é importante ressaltar que não é porque existe um remédio para evitar a infecção que se pode deixar de tomar as precauções tradicionais, como o uso de preservativos, justamente pela razão de que, como tudo em saúde, não há garantia de 100% de eficácia no tratamento com qualquer medicação.

Como parte dessa nova estratégia, o Ministério da Saúde vai lançar em dezembro um aplicativo com orientações sobre os postos de distribuição mais próximos. Em 2016, o órgão espera implementar uma nova estratégia para o controle de HIV no país: o uso da profilaxia pré-exposição, que consiste no uso diário de um medicamento antirretroviral como forma adicional de prevenção ao vírus, além do preservativo. A PrEP, como é chamada, está em fase de estudos e não tem previsão de comercialização no Brasil.

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