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Internautas não entendem uso de camisinha em clipe de Pabllo Vittar

Pessoas contestaram equivocadamente uso do preservativo no clipe da cantora

Na última semana, foi lançado o clipe de "Corpo sensual", de Pabllo Vittar. O vídeo mostra um clima de conquista entre a cantora e o músico Matheus Carrilho, da Banda Uó, que fez uma participação especial no clipe.

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Pabllo Vittar - Corpo Sensual (feat. Mateus Carrilho) (Videoclipe Oficial)

Em um das cenas, Pabllo aparece segurando uma camisinha, dando a entender que fará sexo com Matheus Carrilho. A cena em questão é uma parceria de Pabllo com o Ministério da Saúde e tem o objetivo de alertar ao público mais jovem sobre a importância do uso da camisinha. Até aí, tudo bem.

No entanto, entre muitos comentários positivos que o clipe recebeu, alguns negativos ganharam destaque, como o comentário a seguir: "Até agora eu to querendo saber, pra quê camisinha se Pabllo Vittar não engravida", disse um internauta.

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Considerado por muitos como preconceituoso, o comentário é um equívoco do ponto de vista da saúde. Isso porque a camisinha, além de proteger contra uma gravidez indesejada, também previne contra doenças sexualmente transmissíveis. Segundo a ginecologista Bárbara Murayama, a camisinha precisa ser usada em todas as relações sexuais, havendo ou não penetração por via sexual (vaginal ou anal).

De forma bem didática, a própria Pabllo publicou uma resposta em suas redes sociais: "camisinha não é usada só pra prevenir gravidez não queridos, existem as DSTs também! Protejam-se vittarlovers", disse Pabllo.

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Contaminação por DST no Brasil ainda preocupa

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) são doenças causadas por vários tipos de agentes. São transmitidas, principalmente, por contato sexual, por meio do sexo sem proteção - sem o uso de camisinha - por uma pessoa que esteja infectada. Geralmente, se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.

Algumas DST são de fácil tratamento. Outras, contudo, têm tratamento mais difícil ou podem persistir ativas, apesar da sensação de melhora relatada pelos pacientes. As mulheres, em especial, devem ser bastante cuidadosas, uma vez que, em diversos casos de DST, não é fácil distinguir os sintomas das doenças das reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher consultas periódicas ao médico. Algumas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves, como a incapacidade de engravidar, e até mesmo a morte.

Para se ter uma ideia, segundo o Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, 10 milhões de brasileiros já apresentaram algum sintoma relativo às DST. Esse número poderia ser bem menor, se as pessoas fizessem uso do preservativo no momento de intimidade.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualmente 827 mil pessoas vivem com HIV e aids no Brasil. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, e, destas, 260 já sabem que estão infectadas.

Além disso, nos últimos anos a Sífilis, uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, voltou a ser considerada uma epidemia pelo Ministério da Saúde. A transmissão da Sífilis se dá por meio da relação sexual sem preservativo. Em 2010 haviam sido registrados 1249 casos. Em 2015 esse número passou para 65.878 casos - ou seja, um aumento de mais de 5.000% em apenas cinco anos.

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Infelizmente ainda existe muito desconhecimento sobre a doença. Por isso é importante ressaltar que a sífilis pode comprometer seriamente o sistema nervoso central, resultando em doenças neurológicas, como demência, manifestações auditivas, oculares, e ainda manifestações cardíacas e ósseas.

Adolescentes não costumam usar camisinha

Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), com alunos da rede pública, entre 2012 e 2015 mostra que o uso de camisinha entre adolescentes diminuiu nos últimos anos.

De acordo com a análise, 27,5% dos alunos da nona série já afirmavam ter tido relações sexuais. Em relação ao uso da camisinha, 66,2% disseram ter feito sexo com preservativo.

No ano de 2012, 28,7% disseram ter tido relação sexual e 75,3% afirmaram ter usado camisinha.

A pesquisa foi feita com 102,301 alunos. Os próprios alunos responderam ao questionário do IBGE.

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